quarta-feira, 16 de abril de 2014

FILME DA PAIXÃO DE CRISTO

O salão paroquial estava repleto na noite de ontem (terça-feira Santa). Os fiéis se reuniram para assistir ao filme sobre a paixão de Cristo. Momento marcante foi a oração final feita por todos, abraçados.








CLERO DA REGIÃO LAPA SE PREPARA PARA A PÁSCOA

Aconteceu na sexta-feira (11), na paróquia São Francisco de Assis no Jaguaré, celebração Penitencial com todo clero da Região Episcopal Lapa.  Acolhidos pelo Pároco Flávio Hellyngton todos os padres participaram de um momento de confraternização no salão paroquial. 
Às 10h30m, na Igreja matriz, Dom Julio Endi Akamine iniciou a celebração penitencial motivando todos a um verdadeiro e alegre encontro com o Senhor. 
Depois da leitura do Evangelho de Jo 10,31-42, passagem em que os Judeus queriam apedrejar  Jesus, Dom Julio refletiu sobre a importância do Sacramento da Penitência dizendo que o padre além de ser o ministro do sacramento também é um penitente que se beneficia dele: “Hoje estamos aqui, porque tudo isso que pudemos experimentar em relação aos penitentes, queremos também que se realize em nós.
O que vivenciamos como ministros, nós desejamos ardentemente que aconteça em nós como penitentes. Desejamos que o perdão do Pai possa nos curar através do nosso encontro com Cristo bom pastor. Por isso, nós, como ministros deste sacramento, experimentamos nós mesmos este encontro sacramental, e com isso nos tornamos ainda mais disponíveis em oferecer este serviço humilde, árduo, paciente e alegre aos nossos fiéis.” Após a homilia os padres tiveram um tempo para as confissões individuais e depois retornaram para o encerramento da Celebração. 





ENCONTRO DOS SECRETÁRIOS PAROQUIAIS DA REGIÃO

Aconteceu no dia 10/04/2014, a formação bimestral com os secretários (as) da Região Lapa. 
Quem desenvolveu a formação foi o Diretor Técnico do Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo Jair Mongelli Júnior. 

O tema desta formação foi sobre a Organização dos Arquivos Paroquiais. 

terça-feira, 15 de abril de 2014

A PAIXÃO DO SENHOR

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros



A entrada triunfal de Jesus na capital de seu país foi a de um rei pobre, montado num jumento. O tapete festivo foram os ramos e mantos jogados pelo povo à sua passagem. A aclamação do povo foi a manifestação de apreço a quem fizera muitos milagres e tanto bem a inúmeras pessoas (Cf. Mateus 21,1-11). Mas o triunfo parecia efêmero. Logo veio a manifestação popular contrária no grito de “crucifica-o” (Cf. Mateus 27,22)! Jesus sabia do sofrimento ou da paixão com seu derramamento de sangue. Aliás, no horto das oliveiras, ele já suara sangue. Na cruz ele deverá derramar todo o resto que lhe faltaria doar, juntamente com a água saída de seu coração perfurado pela lança. Seu reino não é do triunfo humano passageiro. Mas de uma base sólida de realização humana paro todos os que com ele experimentam o sofrimento da doação de si por amor.

Nesta semana santa somos convidados a caminhar com o Rei, mas não apenas com a aclamação de um entusiasmo passageiro. Experimentar com Ele todos os passos exige de nós a obediência ao Pai, ou seja, de realizar na vida a doação total de cada um para haver justiça nessa terra, fundamentada na bondade e misericórdia surgida na fonte de Cristo. Ele se colocou em estado de sofrimento ou paixão, indicando que o termo ou finalidade de tudo é a vida nova advinda com a ressurreição. Ao contrário do consumismo ou da idolatria da matéria e dos caprichos dos instintos, o Mestre nos ensina aceitar as coordenadas dele para implantarmos a justiça misericordiosa. Ela nos faz dar ao semelhante não simplesmente o que ele merece, mas o que ele necessita. Deus nos dá o que precisamos e não o que merecemos, apesar de tudo fazermos para realizar o maior esforço para correspondermos a seu amor. Ele deu tudo de si. No caminho com Ele também somos convocados a dar de nós por quem mais necessita, principalmente os mais explorados em sua dignidade, usados para ser barganhados por dinheiro fácil de inescrupulosos, que abusam dos mais frágeis, de crianças indefesas usadas para levar drogas e se prostituirem e até usadas para terem seus órgãos arrancados em benefício de outros..
É um ato de caridade as pessoas deixarem a orientação e até as famílias autorizarem a doação dos órgãos de quem tem morte cerebral, para os oferecerem gratuitamente em bem da saúde de outros!

Faz parte da paixão com Cristo, para também haver a ressurreição com Ele, sacrificar-se para o serviço ao bem comum, trabalhando por políticas e ações comuns em bem da superação da miséria em todos os sentidos, dando-se vida e dignidade para os mais fragilizados da sociedade. O melhor jejum é a ação de libertar quem está aprisionado a uma vida sem sentido e de muito sofrimento físico, material,moral e espiritual. Manifesta-se, então, uma fé no Servo Sofredor, que nos mostra o sofrimento regenerador e que é capaz de produzir vida para todos. Com Jesus sofredor e ressurreto vivemos para amar e espalhar seu amor para todos!

domingo, 13 de abril de 2014

DOMINGO DE RAMOS NA PARÓQUIA

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja abre a Semana Santa.
No Evangelho ( Mt 27, 11 – 54 ) vemos que o cortejo organizou-se rapidamente. Jesus faz a sua entrada em Jerusalém, como Messias, montado num burrinho, conforme havia sido profetizado muitos séculos antes (Zac. 9,9). Jesus aceita a homenagem, e quando os fariseus, que também conheciam as profecias, tentaram sufocar aquelas manifestações de fé e alegria, o Senhor disse-lhes: “Eu vos digo, se eles se calarem, as pedras gritarão.” (Lc 19, 40).
Nossa celebração de hoje inicia-se com o Hosana! E culmina no crucifica-o! Mas este não é um contrassenso; é, antes, o coração do mistério. O mistério que se quer proclamar é este: Jesus se entregou voluntariamente a sua Paixão; não se sentiu esmagado por forças maiores do que Ele (Ninguém me tira a vida, mas eu a dou por própria vontade: Jo 10,18); foi Ele que, perscrutando a vontade do Pai, compreendeu que havia chegado a hora e a acolheu com a obediência livre do filho e com infinito amor para os homens: “… sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).
Hoje Jesus quer também entrar triunfante na vida dos homens, sobre uma montaria humilde: quer que demos testemunho d’Ele com a simplicidade do nosso trabalho bem feito, com a nossa alegria, com a nossa serenidade, com a nossa sincera preocupação pelos outros. Quer fazer-se presente em nós através das circunstâncias do viver humano.
Naquele cortejo triunfal, quando Jesus vê a cidade de Jerusalém, chora! Jesus vê como Jerusalém se afunda no pecado, na ignorância e na cegueira. O Senhor vê como virão outros dias que já não serão como estes, um dia de alegria e de salvação, mas de desgraça e ruína. Poucos anos depois a cidade será arrasada. Jesus chora a impenitência de Jerusalém. Como são eloquentes estas lágrimas de Cristo.
O Concílio Vaticano II, G.S,nº 22, diz: De certo modo, o próprio Filho de Deus se uniu a cada homem pela sua Encarnação. Trabalhou com mãos humanas, pensou com mente humana, amou com coração de homem. Nascido de Maria Virgem, fez-se verdadeiramente um de nós, igual a nós em tudo menos no pecado. Cordeiro inocente, mereceu-nos a vida derramando livremente o seu sangue, e n’Ele o próprio Deus nos reconciliou consigo e entre nós mesmos e nos arrancou da escravidão do demônio e do pecado, e assim cada um de nós pode dizer com o Apóstolo: “Ele me amou e se entregou por mim (Gal. 2,20)”.
A história de cada homem é a história da contínua solicitude de Deus para com ele. Cada homem é objeto da predileção do Senhor. Jesus tentou tudo com Jerusalém, e a cidade não quis abrir as portas à misericórdia. É o profundo mistério da liberdade humana, que tem a triste possibilidade de rejeitar a graça divina.
Como é que estamos correspondendo às inúmeras instâncias do Espírito Santo para que sejamos santos no meio das nossas tarefas, no nosso ambiente? Quantas vezes em cada dia dizemos sim a Deus e não ao egoísmo à preguiça, a tudo o que significa falta de amor, mesmo em pormenores insignificantes?
A entrada triunfal de Jesus foi bastante efêmera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente. O hosana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso: Crucifica-o! Por que foi tão brusca a mudança, por que tanta inconsistência?
São Bernardo comenta: “Como eram diferentes umas vozes e outras! Fora, fora, crucifica-o e bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas! Como são diferentes as vozes que agora o aclamam Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco o despojam das suas e lançam a sorte sobres elas.”
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém pede-nos coerência e perseverança,aprofundamento da nossa fidelidade, para que os nossos propósitos não sejam luz que brilha momentaneamente e logo se apaga. Muito dentro do nosso coração, há profundos contrastes: somos capazes do melhor e do pior. Se queremos ter em nós a vida divina, triunfar com Cristo, temos de ser constantes e matar pela penitência o que nos afasta de Deus e nos impede de acompanhar o Senhor até a Cruz.
A Igreja nos lembra que a entrada triunfal vai perpassar todos os passos da Paixão de Cristo. Terminada a procissão mergulha-se no mistério da Paixão de Jesus Cristo: Em Is 50 4-7 descreve o Servo sofredor, na esperança da vitória final. Vemos nele a própria pessoa de Jesus Cristo. Em Fl 2,6-11 temos a chave principal de todo o mistério deste Domingo de Ramos: Jesus humilhou-se e por isso Deus o exaltou!
No texto de Mt 27, 11 – 54 ), somos chamados a contemplar a PAIXÃO e a MORTE de Jesus. Que durante a Semana Santa possamos tirar muitos frutos da meditação da Paixão de Cristo. Que em primeiro lugar tenhamos aversão ao pecado; possamos avivar o nosso amor e afastar a tibieza!
Toda nossa vida é, em certo sentido, uma “semana santa” se a vivemos com coragem e fé, na espera do “oitavo dia” que é o grande Domingo do repouso e da glória eterna.
Neste tempo, Jesus nos repete o convite que dirigiu a seus discípulos no Horto das Oliveiras: “Ficai aqui e vigiai comigo” (Mt 26,38).





















sábado, 12 de abril de 2014

Hosana!


VIDA NOVA

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba (MG)



Em tudo aquilo que conduz para a real liberdade das pessoas e à plenitude de dignidade humana, dizemos que aí está acontecendo a conquista de vida nova. O “novo” se refere à plenitude da vida, que não depende de idade, de condição social ou econômica. Depende da pessoa, criada como imagem e semelhança do Criador.

Para o cristão, a vida nova está centrada na fé em Jesus Cristo ressuscitado, que é sempre uma novidade, suscitando e animando a pessoa para enfrentar as dificuldades que a acompanha. É importante a consciência de que, na fé, a vida supera a morte, porque ela é dom de Deus, que não quer a morte do pecador, mas que ele viva.
Neste período quaresmal, preparamo-nos para a Páscoa, quando o Espírito do Senhor nos faz novas criaturas, por que: transforma, reanima, fortalece, ressuscita etc. Deve ser o surgimento de novos tempos, quando a vida toma formas mais autênticas e reconquista sua grandeza diante de Deus e da sociedade. Isto significa ser ressuscitado.
Muitos de nossos atos nos impedem de ser felizes, que é uma aberração diante do projeto do Reino de Deus. Fomos todos criados para a felicidade. Por isto a vida tem que ser sempre nova, deixando para traz os vícios, as maldades, os relacionamentos sem responsabilidade, os desentendimentos etc.
É fundamental nosso comportamento diante das pessoas e da sociedade, deixando transparecer vida nova e ressuscitada, sinal da novidade dos que fazem o caminho do ressuscitado, de Jesus Cristo. Isto é também revelador de quem dá sentido para a vida e a reconhece como valor e presente em todas as pessoas.
Quem tem vida nova é capaz de superar o medo, a acomodação, o egoísmo, a tristeza, e consegue sair das amarras dos sistemas que oprimem e matam. É feliz porque consegue ter liberdade autêntica. Não é possível viver na liberdade e na escravidão ao mesmo tempo. Aí está o lema da Campanha da fraternidade deste ano: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).