quinta-feira, 30 de outubro de 2014

PASTORAL DO DÍZIMO

Encerrando as atividades do mês de reflexão sobre o sentido e importância do Dízimo, os membros da Pastoral realizaram nas missas dos dias 25 e 26 uma apresentação, evidenciando que Dízimo deve ser um compromisso fiel e consciente. 
























O QUE É DÍZIMO?
* Dízimo é um ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo que temos. É devolução a ele, de um pouco do que dele recebemos por meio da igreja, para que o seu reino aconteça entre nós. É manifestação de nosso amor a Deus e aos irmãos. É partilha dos bens que estão a nosso dispor, especialmente com os mais necessitados. Contudo com a inspiração, com que cada um vê ou percebe o dízimo, vai atribuir-lhe um significado. Assim ouve-se que é gesto de amor, de agradecimento, de expressão de fé, de solidariedade, de fraternidade, retribuição aos dons e bênçãos de Deus, manifestação de responsabilidade para com a igreja e o plano de Deus, e outros inúmeros qualificativos que buscam defini-lo. De fato, o dízimo assume diferentes expressões em razão do que o motiva (por que o oferto? ) ou de sua destinação (para que o oferto? ) . Mas uma palavra enfeixa, todas as suas possíveis definições: Amor. Num primeiro momento, devo reconhecer pelos dons gratuitos que recebo de Deus, a começar pela vida, pela saúde, pela inteligência, o imenso amor que ele tem por mim. Depois manifesto de forma objetiva, minha gratidão, retribuindo a ele este sentimento, em gesto concreto de amor, através dos meus irmãos.
O DÍZIMO É, POIS, UMA RETRIBUIÇÃO, QUE FAZEMOS A DEUS DE PARTE, DO QUE GRATUITAMENTE DÉLE RECEBEMOS, UM POUCO DE NÓS MESMOS. E O QUE FAZEMOS, ATRAVÉS DA IGREJA, PARA QUE ELA POSSA CUMPRIR A MISSÃO DA QUAL JESUS A IMCUMBIU.
* O dízimo é uma contribuição voluntária, regular, periódica e proporcional aos rendimentos recebidos, que todo batizado deve assumir como obrigação pessoal, mas também como direito em relação á manutenção da vida, da igreja local, onde vive sua fé. O dízimo é compromisso de cada cristão. Representa a aceitação consciente do dom de Deus, e a disposição fiel, de colaborar com seu projeto de felicidade para todos. Dízimo é agradecimento e partilha, já que tudo o que temos e recebemos, vem de Deus e pertence a Deus. Devolução a Deus por meio da igreja, do pouco de muito que ele nos dá. Contribuição para com a comunidade da qual fazemos parte pelo batismo. Partilha que nasce do amor aos irmãos e irmãs, principalmente em relação aos empobrecidos. E o que o dízimo não é? Não é esmola, oferta ou coleta. O dízimo não deve ser uma prática filantrópica, mas um gesto religioso.

* DÍZIMO OU OFERTA?
Existe uma grande diferença entre dízimo e oferta, embora ambos seja fruto de nossa fé, do nosso reconhecimento, da nossa gratidão para com Deus, da nossa generosidade, de nosso coração.
* DÍZIMO = É devolver a Deus com fidelidade, uma parte de tudo aquilo que ele próprio nos dá como primícias da nossa renda. Quer dizer que toda vez que ele nos dá, nós separamos as primícias, a parte consagrada a ele e fazemos á devolução. Se a nossa renda é a colheita, nós daremos o nosso dízimo quando realizarmos nossa colheita no campo. Se a nossa renda é o nosso salário, devolvemos nosso dízimo como primeiro gesto de gratidão a Deus, logo que recebemos nosso salário. Se a nossa renda for o fruto da renda de algum bem, daremos o dízimo da nossa renda ao receber o que ganhamos, com a venda daquele bem.
* A OFERTA = É livre, não tem momento certo. Depende da necessidade de quem solicita e da disponibilidade de quem oferece. O dízimo tem um destino certo: A igreja de Jesus Cristo, para a realização da obra de Deus de acordo com um plano pastoral, que abrange a dimensão religiosa, social e missionária. Este plano tem continuidade, não pode sofrer interrupções, por isso deve contar com recursos regulares. É o dízimo que deve sustentar o plano pastoral da igreja, para a realização da obra de Deus. As ofertas se destinam geralmente para a realização das obras complementares, ou para alguma emergência pessoal ou comunitária, ou ajudar o plano pastoral da igreja, mas como acréscimo ao dízimo, que constitui a pastoral de sustentação da vida paroquial.

* O DÍZIMO PARA QUÊ?
Nosso dízimo, aquele pedacinho de  vida de cada um de nós ofertado a Deus, vai permitir que ele se manifeste através da igreja pela proclamação de sua palavra, pela sagrada eucaristia, pelos sacramentos, pelo socorro aos carentes, pelo trabalho missionário. De tudo isso, o dizimista precisa estar sempre informado, é seu direito. Mas certamente, saber que contribuiu para que o pão e o vinho chegassem até o altar no ofertório, para, em seguida na consagração, serem transformados no corpo e sangue de Jesus Cristo, será o bastante para justificar no sacrifício do Cristo o seu próprio sacrifício de oferecer-se no seu dízimo. O dízimo aponta em seu propósito, para quatro elementos, como se fossem os quatro  pontos cardeais: para Deus, para o Próximo, para a Criação e para Nós mesmos.
* PARA DEUS = (O dízimo nos leva a reconhecer seu soberano domínio e os benefícios que vem de suas mãos. Deus é o proprietário do mundo e em particular daquilo que nos concedeu ).
* PARA O PRÓXIMO = (Move-nos á generosidade, á prática da caridade e em muitos casos a vivência da justiça. Tem uma dimensão salvífica (MT 25-31,46). É uma amostra de nossa generosidade, que nos faz crescer por dentro, educa no amor e contribui, para a verdadeira união entre os membros da comunidade).
* PARA A CRIAÇÃO = (Leva a nos mostrar livres ante as coisas materiais, como tenentes de Deus na criação. Não se trata de condenar os bens materiais, mas é um convite para que caminhemos sem apegos e sem cair na escravidão do materialismo).
* PARA NÓS MESMOS = (Move-nos a perceber os valores transcendentes e nossas expectativas de salvação, nos permite ver o irmão necessitado. Permite que nos afastemos do pecado insaciável da ganância).

* POR QUE A DIFICULDADE DE OFERECER O DÍZIMO?
Vivemos numa sociedade em que o dinheiro e o lucro, ocupam o lugar de Deus e das pessoas. Jesus Cristo nos adverte que é impossível servir a dois senhores, adorando a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo. Mesmo assim há cristãos que seguem a proposta do mundo. A sociedade materialista e consumista em que vivemos, nos ensina a reter, concentrar, possuir, ter, ganhar, consumir, acumular. Somos incentivados a ter corações egoístas e fechados. O evangelho ao contrário, nos ensina que só quem é generoso e não tem medo de repartir está,  de fato, aberto a recolher os benefícios de Deus. São dois projetos bem diferentes: a sociedade consumista e egoísta, ou,  o reino da partilha e da justiça. É preciso fazer uma escolha, entre  o reino de Deus e  o reino do dinheiro.

* POSSO DAR DÍZIMO EM FORMA DE OFERTA OU SERVIÇOS?
Pra dar, dá. Mas ser sincero também neste ponto. Deve-se combinar bem com a equipe do dízimo. Pode também ser em doações, só que a bíblia fala claro: mesmo dando um animal para sacrifício, a família não esta dispensada do dízimo. O dízimo na bíblia é sagrado e não se negocia com nada. Por isso, as coletas na missa, não dispensam o dízimo. A bíblia é bem clara: quem pode dar 10%, deve dá-lo. Quem pode dar 10%, não deve dar 8%. Quem pode dar 5%, não deve dar 2% ou 3%.  A igreja no Brasil pede pelo menos 1% (centésimo ), mas quem pode dar mais, deve dá-lo.

* O DÍZIMO COMO FAZER?

O dízimo deve ser oferecido,  cada vez que se recebe algo: o salário, uma doação ou o resultado de uma venda importante. Podemos dizer que o dízimo é mensal. Assim como você recebe seu salário todo mês, também mensalmente, deverá doar seu dízimo todo mês. Se o católico, não doar seu dízimo todo mês, ele dará apenas aquilo que sobrar, algumas vezes, e isso não é dízimo, mesmo em grande quantidade. A contribuição mensal do dízimo favorece a organização da pastoral do dízimo, na comunidade, na paróquia e na diocese. Sabendo quanto recebe mensalmente, de dízimo, a igreja pode fazer, seus orçamentos e previsões, bem como prestar contas regularmente ao povo. O dízimo deve ser levado á igreja. Deve ser entregue na secretaria, ou a alguém da pastoral do dízimo, ao final das missas e celebrações.


PARTE DO RELATÓRIO DA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS

Parte I

A escuta: o contexto e os desafios sobre a família

Contexto sóciocultural
Individualismo e crise de fé
“É preciso considerar o crescente perigo representado por um individualismo exasperado que desvirtua as relações familiares e termina por considerar cada componente da família como uma ilha, fazendo prevalecer, em certos casos, a ideia de um sujeito que se constrói segundo os próprios desejos assumidos como um absoluto. A esse fator, junta-se a crise de fé que afetou tantos católicos e que, frequentemente, está na raiz da crise dos matrimônios e da família” (N.5)
Solidão, falta de emprego e impostos altos
“Uma das maiores pobrezas da cultura atual é solidão, fruto da ausência de Deus na vida das pessoas e das fragilidades das relações” (N.6)
“Existe uma sensação geral de impotência em relação à realidade socioeconômica que, muitas vezes, termina por esmagar as famílias. Assim é com a crescente pobreza e precariedade trabalhista, vividos como um pesadelo, ou por razão de impostos muito pesados que certamente não encorajam os jovens ao Matrimônio” (N.6)
“Frequentemente, as famílias se sentem abandonadas pelo desinteresse ou pouca atenção por parte das instituições. As consequências negativas do ponto de vista da organização social são evidentes: da crise demográfica às dificuldades educativas, do desânimo em acolher a vida nascente à sentir a presença de idosos como um fardo, até a propagação de uma deságio afetivo que termina em violência”. (N.6) “É responsabilidade do Estado criar as condições legislativas e de trabalho para garantir o futuro dos jovens e ajudá-los a realizar o seu projeto de fundar uma família”. (N. 6)
Poligamia, matrimônios combinados, matrimônios mistos e de disparidade de culto
“Existem contextos culturais e religiosos que impõem desafios particulares. Em algumas sociedades, existem ainda a prática da poligamia e em alguns contextos, tradicionais o costume do ‘matrimônio por etapas’. Em outros contextos permanece a prática dos matrimônios combinados. Nos países em que a presença da Igreja Católica é minoritária, são numerosos os matrimônios mistos e de disparidade de culto com todas as dificuldades que comportam no que diz respeito à ordem jurídica, ao Batismo, à educação dos filhos e ao respeito recíproco do ponto de vista da diversidade da fé. Nesses matrimônios, pode existir o perigo do relativismo ou da indiferença, mas pode haver também a possibilidade de favorecer o espírito ecumênico e o diálogo inter-religioso”. (N.7)
Crianças em novos contextos familiares
“Muitas são as crianças que nascem fora do Matrimônio (...) e muitas são aquelas que crescem com apenas um dos pais ou em um contexto familiar alargado ou reconstituído. O número de divórcios é crescente e não é raro o caso de escolhas determinadas unicamente por fatores de ordem econômica. As crianças, muitas vezes, são objetos de disputa entre os pais e os filhos são as verdadeiras vítimas das dilacerações familiares”. (N.8)
A dignidade da mulher
“A dignidade da mulher tem ainda necessidade de ser defendida e promovida. Hoje, de fato, em muitos contextos, o ser mulher é objeto de discriminação e o dom da maternidade é mais penalizado do que apresentado como um valor. Não se pode esquecer os crescentes fenômenos de violência das quais as mulheres são vítimas, infelizmente mesmo ao interno da família e a grave e difundida mutilação genital da mulher em algumas culturas”. (N.8)
Exploração sexual infantil
“A exploração sexual da infância constitui, pois, uma das realidades mais escandalosas e perversas da sociedade atual”.  (N.8)
Violência: guerras, terrorismo e crime organizado
“Também nas sociedades afligidas pela violência, a causa da guerra, do terrorismo ou da presença do crime organizado vem de situações familiares deterioradas, sobretudo nas grandes metrópoles e em suas periferias crescem o fenômeno das crianças de rua”(N.8)
A Relevância da vida afetiva
Maturidade emocional e desenvolvimento afetivo
“O perigo individualista e o risco de viver em chave egoísta são relevantes. O desafio da Igreja é de ajudar os casais na maturação da dimensão emocional e no desenvolvimento afetivo através da promoção do diálogo, das virtudes e da confiança no amor misericordioso de Deus. O compromisso pleno exigido no Matrimônio cristão pode ser um forte antídoto à tentação de um individualismo egoísta” (N.9)
Afetividade narcisista, instável e volúvel
“No mundo atual, não faltam tendências culturais que parecem impor uma afetividade sem limites da qual se deseja explorar todas as vertentes, até mesmo aquelas mais complexas. De fato, a questão da fragilidade afetiva é de grande atualidade: uma afetividade narcisista, instável e mutável que não ajuda as pessoas a atingir uma maior maturidade”. (N.10)
Pornografia e internet
“Preocupa uma certa difusão da pornografia e da comercialização do corpo, favorecida pelo uso distorcido da internet e seja denunciada a situação daquelas pessoas que são obrigadas a praticar a prostituição. Nesse contexto, os casais são inseguros, existentes e custam a encontrar modos para crescer. Muitos são os que tendem a permanecer nos estágios primários da vida emocional e sexual.” (N.10)
O desafio pastoral
Repropor os valores do Matrimônio
“A Igreja percebe a necessidade de dizer uma palavra de verdade e de esperança. É necessário mover-se a partir da convicção de que o homem vem de Deus e que, portanto, uma reflexão capaz de repropor as grandes questões sobre o significado de ser humano, possa encontrar um terreno fértil nas esperanças mais profundas da humanidade. Os grandes valores do Matrimônio e da família cristã correspondem à busca que perpassa a existência humana mesmo em um tempo marcado pelo individualismo e pelo hedonismo.” (N.11)

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

MADRE ASSUNTA FOI BEATIFICADA EM SÃO PAULO

Por Fernando Geronazzo

Milhares de pessoas participaram da celebração de beatificação de madre Assunta Marchetti na manhã deste sábado, 25, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo.
A missa foi presidida pelo arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, e contou com a presença do prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, enviado do Papa Francisco para presidir o Rito de Beatificação da religiosas italiana, co-fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu (Scalabrinianas), que viveu e morreu na Capital paulista.
Também concelebraram a missa os bispos auxiliares da Arquidiocese, bispos e arcebispos de várias partes do Brasil, além de Dom Italo Castellani, arcebispo de Lucca, arquidiocese italiana onde se localiza a terra natal da Beata, Camaiore.
Peregrinos de várias cidades brasileiras e delegações da Itália, Estados Unidos, Filipinas e diversos países da América Latina, onde atuam as missionárias Scalabrinianas. Na praça da Sé, foram instalados telões para que a multidão acompanhasse os ritos.
A celebração também foi transmitida ao vivo pela rádio, TV e internet, sendo acompanhada em várias partes do mundo.

Beatificação

O Rito de Beatificação começou com a leitura da biografia de Madre Assunta, lida pela postuladora de sua causa de beatificação, Irmã Leocádia Mezzono. Em seguida, Dom Odilo fez a solicitação ao enviado pontifício para que o nome da Serva de Deus fosse inscrita no número dos beatos.
Logo depois, o Cardeal Amato fez a leitura, primeiramente em latim, daCarta Apostólica do Papa Francisco que proclama Assunta Marchetti Bem-aventurada.
Na mesma carta, posteriormente lida em português, o Santo Padre apresenta Madre Assunta como “testemunha da caridade de Cristo para com os migrantes e órfãos, dos quais foi ‘mãe’ terna”.
Sob os aplausos da multidão, foi descerrado o arazzo, quadro com a imagem da nova Beata, pintado pela artista russa Natalia Tsarkova. o momento foi cluncído com a procissão da relíquia da Beata Assunta, trazida pelas superiora geral das Missionárias Scalabrinianas, Irmã Irmã Neusa de Fátima Mariano, acompanhada de crianças com flores.

Testemunha das bem-aventuranças

Na homilia, o Cardeal Scherer destacou que esse era um momento muito especial na vida da Igreja, “que reconhece e proclama formalmente que sua filha Assunta Marchetti foi uma cristã extraordinária que viveu de maneira exemplar sua fé esperança e caridade”. (acesse a íntegra da homilia)
Ao se referir o trecho do Evangelho proclamado na missa, sobre as bem-aventuranças, Dom Odilo frisou que Madre Assunta não somente viveu segundo as bem-aventuranças, mas ainda dedicou sua vida inteira para o bem do próximo, testemunhando as bem-aventuranças”.
Na mensagem dirigida no final da celebração, o Cardeal Amato salientou que, no Brasil, Madre Assunta encontrou no Brasil sua pátria espiritual e sua família composta de órfãos necessitados, pobres para acolher e doentes para serem curados.
“A caridade da Madre não era ostentação, mas serviço humilde sacrificado e paciente. É esta a herança que a Beata assunta Marchetti deixa não só às suas irmãs, mas a todos nós. O seu convite à caridade inclui a exortação à humildade, à pobreza e também à alegria de fazer o bem  com generosidade e simplicidade”, completou.

História

Assunta Marchetti nasceu em Lombrici - Camaiore, Itália, em 15 de agosto de 1871 e faleceu em São Paulo junto aos órfãos do Orfanato Cristóvão Colombo (atualmente chamado Associação Educadora e Beneficente Casa Madre Assunta Marchetti), no bairro de Vila Prudente, em 1º de julho de 1948.
A religiosa chegou ao Brasil com suas companheiras em 27 de outubro de 1895 e teve uma vida de Fé, esperança e caridade radical. Amou intensamente o próximo e especialmente, as suas irmãs de Congregação, dedicando-se de modo preferencial aos migrantes, aos órfãos, aos doentes, aos sofredores e aos pobres que precisavam de ajuda.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

AÇÃO ENTRE AMIGOS EM PROL DAS VOCAÇÕES

Na missa do último domingo, realizamos o sorteio da Ação entre amigos, realizada em prol das Vocações Sacerdotais e religiosas. 



Os ganhadores foram: 

GARRAFA TÉRMICA INOX: MADALENA NÚMERO 0142 
CONJUNTO DE SOBREMESA IMPORTADO: VITÓRIA MILENA NÚMERO 0120
ASSADEIRA IMPORTADA COM TERMÔMETRO E CINCO PEÇAS: ANTÔNIO BRAMBILLA NÚMERO 0118



Nossos agradecimentos ao Apostolado da Oração que organizou e vendeu a rifa e a todos os que compraram. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PASTORAL DO BATISMO

Sábado passado, os integrantes da Pastoral do Batismo, participaram com o Pe. Júlio Cesar de uma reunião de avaliação e aprofundamento sobre o Sacramento do Batismo. 



domingo, 26 de outubro de 2014

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO


Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 22,34-40

Naquele tempo:
34Os fariseus ouviram dizer que Jesus
tinha feito calar os saduceus.
Então eles se reuniram em grupo,
35e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo:
36'Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?'
37Jesus respondeu: '`Amarás o Senhor teu Deus
de todo o teu coração, de toda a tua alma,
e de todo o teu entendimento!'
38Esse é o maior e o primeiro mandamento.
39O segundo é semelhante a esse:
`Amarás ao teu próximo como a ti mesmo'.
40Toda a Lei e os profetas
dependem desses dois mandamentos.
Palavra da Salvação

sábado, 25 de outubro de 2014

FIM DA III ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS

No final da tarde deste sábado, 18 de outubro, o Papa Francisco proferiu um discurso por ocasião do encerramento da III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre os desafios pastorais da família no contexto da evangelização.
Eis a íntegra do pronunciamento:
“Queridas Eminências, Beatitudes, Excelências, irmãos e irmãs,
Com um coração pleno de reconhecimento e de gratidão, gostaria de agradecer, junto a vós, ao Senhor que nos acompanhou e nos guiou nos dias passados, com a luz do Espírito Santo!
Agradeço de coração Sua Eminência o senhor Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo, Sua Eminência Dom Fabio Fabene, Sub-Secretário, e com eles agradeço o Relator, Sua Eminência Cardeal Peter Erdö que trabalhou tanto, mesmo nos dias de luto familiar, e o Secretário Especial, Sua Eminência Dom Bruno Forte, os três Presidentes delegados, os escritores, os consultores, os tradutores e os anônimos, todos aqueles que trabalharam com verdadeira fidelidade nos bastidores e com total dedicação à Igreja, sem parar: muito obrigado de coração!
Agradeço igualmente a todos vocês, Padres Sinodais, Delegados Fraternos, Ouvintes e Assessores para vossa participação ativa e frutuosa. Levarei vocês na oração, pedindo ao Senhor para recompensar-vos com a abundância da graça dos seus dons!
Eu poderia tranquilamente dizer que – com um espírito de colegialidade e de sinodalidade – vivemos realmente uma experiência de “Sínodo”, um percurso solidário, um “caminho juntos”.
E tendo sido “um caminho” – e como em todo caminho -, houve momentos de corrida veloz, quase correndo contra o tempo prá chegar logo à meta; em outros, momentos de cansaço, quase querendo dizer basta; outros momentos de entusiasmo e de ardor. Houve momentos de profunda consolação, ouvindo os testemunhos dos pastores verdadeiros (cf. João 10 e Cann. 375, 386, 387) que levam no coração sabiamente as alegrias e as lágrimas dos seus fieis. Momentos de consolação e graça e de conforto escutando os testemunhos das famílias que participaram do Sínodo e partilharam conosco a beleza e a alegria de sua vida matrimonial. Um caminho onde o mais forte sentiu o dever de ajudar o mais fraco, onde o mais esperto se apressou em servir os outros, mesmo por meio dos debates. E sendo um caminho de homens, com as consolações houve também outros momentos de desolação, de tensão e de tentações, das quais se poderiam mencionar algumas possibilidades:
- Uma: a tentação de enrijecimento hostil, isto é, de querer fechar-se dentro do escrito (a letra) e não deixar-se surpreender por Deus, pelo Deus das surpresas (o espírito); dentro da lei, dentro da certeza daquilo que conhecemos e não daquilo que devemos ainda aprender e atingir. Desde o tempo de Jesus, é a tentação dos zelosos, dos escrupulosos, dos cuidadosos e dos assim chamados – hoje – “tradicionalistas” e também dos “intelectualistas”.
- A tentação do “bonismo” destrutivo, que em nome de uma misericórdia enganadora, enfaixa as feridas sem antes curá-las e medicá-las; que trata os sintomas contra os pecadores, os fracos, os doentes (cf. Jo 8,7), isto é, transformá-los em “fardos insuportáveis” (Lc 10,27).
- A tentação de descer da cruz, para acontentar as pessoas, e não permanecer ali, para realizar a vontade do Pai; de submeter-se ao espírito mundano ao invés de purificá-lo e submeter-se ao Espírito de Deus.
- A tentação de negligenciar o “depositum fidei”, considerando-se não custódios, mas proprietários ou donos ou, por outro lado, a tentação de negligenciar a realidade utilizando uma língua minuciosa e uma linguagem “alisadora” (polida) para dizer tantas coisas e não dizer nada”. Os chamavam “bizantinismos”, acho, estas coisas...
Queridos irmãos e irmãs, as tentações não devem nem nos assustar nem desconcertar e muito menos desencorajar, porque nenhum discípulo é maior do que seu mestre; portanto se Jesus foi tentado – ate mesmo chamado de Belzebu (cf. MT 12, 24) – os seus discípulos não devem esperar um tratamento melhor.
Pessoalmente, ficaria muito preocupado e triste se não houvesse estas tentações e estas discussões animadas; este movimento dos espíritos, como chamava Santo Inácio (EE, 6), se tudo tivesse sido de acordo ou taciturno em uma falsa e ‘quietista’ paz. Ao contrário, vi e escutei – com alegria e reconhecimento – discursos e pronunciamentos plenos de fé, de zelo pastoral e doutrinal, de sabedoria, de franqueza, de coragem: e de parresia. E senti que foi colocado diante dos próprios olhos o bem da Igreja, das famílias e a “suprema Lex”, a “salus animarum” (cf. Can. 1752). E isto sempre – o dissemos aqui, na Sala – sem colocar nunca em discussão as verdades fundamentais do Sacramento do Matrimônio: a indissolubilidade, a unidade, a fidelidade e a ‘procriatividade’, ou seja, a abertura à vida (cf. Cann. 1055, 1056 e Gaudium et Spes 48).
E esta é a Igreja, a vinha do Senhor, a Mãe fértil e a Mestra atenciosa, que não tem medo de arregaçar as mangas para derramar o óleo e o vinho nas feridas dos homens (cf. Lc 10, 25-37); que não olha a humanidade de um castelo de vidro para julgar ou classificar as pessoas. Esta é a Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica e formada por pecadores, necessitados da Sua misericórdia. Esta é a igreja, a verdadeira esposa de Cristo, que procura ser fiel ao seu Esposo e à sua doutrina. É a Igreja que não tem medo de comer e beber com as prostitutas (cf. Lc 15). A Igreja que tem as portas escancaradas para receber os necessitados, os arrependidos e não somente os justos ou aqueles que acreditam ser perfeitos! A Igreja que não se envergonha do irmão caído e não faz de conta de não vê-lo, ao contrário, se sente envolvida e quase obrigada a levantá-lo e a encorajá-lo e retomar o caminho e o acompanha para o encontro definitivo, com o seu Esposo, na Jerusalém celeste.
Esta é a Igreja, a nossa mãe! E quando a Igreja, na variedade dos seus carismas, se expressa em comunhão, não pode errar: é a beleza e a força do sensus fidei, daquele sentido sobrenatural da fé, que é doado pelo Espírito Santo para que, juntos, possamos todos entrar no coração do Evangelho e aprender a seguir Jesus na nossa vida, e isto não deve ser visto como motivo de confusão e de mal-estar.
Tantos comentaristas, ou pessoas que falam, imaginaram ver uma Igreja em atrito, onde uma parte está contra a outra, duvidando até mesmo do Espírito Santo, o verdadeiro promotor e garante da unidade e da harmonia na Igreja. O Espírito Santo que ao longo da história sempre conduziu a barca através dos seus Ministros, mesmo quando o mar era contrário e agitado e os Ministros infiéis e pecadores.
E, como ousei dizer isto a vocês no início do Sínodo, era necessário viver tudo isto com tranqüilidade, com paz interior, mesmo porque o Sínodo se desenvolve cum Petro et sub Petro, e a presença do Papa é garantia para todos.
Falemos um pouco do Papa, agora, na relação com os bispos (risos). Assim, a missão do Papa é a de garantir a unidade da Igreja; é o de recordar aos fiéis o seu dever em seguir fielmente o Evangelho de Cristo; é o de recordar aos pastores que o seu primeiro dever é o de nutrir o rebanho – nutrir o rebanho – que o Senhor confiou a eles e de buscar acolhê-lo – com paternidade e misericórdia e sem falso medo – as ovelhas perdidas. Errei aqui. Disse acolher: ir buscá-las.
A sua missão é a de recordar a todos que a autoridade na Igreja é serviço (Cf. Mc 9, 33-35) como explicou com clareza Papa Bento XVI, com palavras que cito textualmente: “A Igreja é chamada e se esforça em exercer este tipo de autoridade que é serviço, e o exerce não em nome próprio, mas em nome de Jesus Cristo... através ods Pastores da Igreja, de fato, Cristo apascenta o seu rebanho: é Ele que o guia, o protege, o corrige, porque o ama profundamente. Mas o Senhor Jesus, Pastor Supremo das nossas almas, quis que o Colégio Apostólico, hoje os Bispos, em comunhão com o sucessor de Pedro... participassem desta missão de cuidar do Povo de Deus, de serem educadores na fé, orientando, animando e apoiando a comunidade cristã, ou, como diz o Concílio, “cuidando, sobretudo que cada fiel seja guiado no Espírito Santo a viver segundo o Evangelho a própria vocação, a praticar uma caridade sincera e ativa e a exercitar aquela liberdade com que Cristo nos libertou “ (Presbyterorum Ordinis, 6) ... é através de nós – continua o Papa Bento – que o Senhor atinge as almas, as instrui, as protege, as guia. Santo Agostinho, no seu Comentário ao Evangelho de São João diz: “Seja, portanto, esforço de amor apascentar o rebanho do Senhor” (123,5); esta é a suprema norma de conduta dos ministros de Deus, um amor incondicional, como aquele do Bom Pastor, pleno de alegria, aberto a todos, atento aos próximos e atencioso aos distantes (cf. Santo Agostinho, Discurso 340; Discurso 46, 15), delicado para com os mais fracos, os pequenos, os simples, os pecadores, para manifestar a infinita misericórdia de Deus com as palavras encorajadoras da esperança”. (Bento XVI, Audiência Geral, Quarta-feira, 26 de maio de 2010). Fim da citação.
Portanto, a Igreja é de Cristo – é a sua esposa – e todos os bispos, em comunhão com o Sucessor de Pedro, têm a missão e o dever de custodiá-la e de servi-la, não como donos, mas como servidores. O Papa, neste contexto, não é o senhor supremo, mas sim um supremo servidor – o “servus servorum Dei”; o garante da obediência e da conformidade da Igreja à vontade de Deus, ao Evangelho de Cristo e à Tradição da Igreja, deixando de lado todo arbítrio pessoal, mesmo sendo – por vontade do próprio Cristo – o “Pastor e Doutor supremo de todos os fiéis” (Can. 749) enquanto gozando “da potestade ordinária que é suprema, é plena, imediata e universal na Igreja” (cf. Cann. 331-334).
Queridos irmãos e irmãs, agora temos ainda um ano para amadurecer, com verdadeiro discernimento espiritual, as idéias propostas e encontrar soluções concretas às tantas dificuldades e inumeráveis desafios que as famílias devem enfrentar; dar respostas aos tantos desencorajamentos que circundam e sufocam as famílias.
Um ano para trabalhar na “Relatio synodi” que é o resumo fiel e claro de tudo aquilo que foi dito e discutido nesta sala e nos círculos menores. E é apresentado às Conferências episcopais como “Lineamenta”.

Que o senhor nos acompanhe e nos guie neste caminho, pela gloria do seu nome, com a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e de São José! E por favor, não esqueçam de rezar por mim! Obrigado.