domingo, 5 de julho de 2015

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO


 Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6


Naquele tempo:
1Jesus foi a Nazaré, sua terra,
e seus discípulos o acompanharam.
2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga.
Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam:
'De onde recebeu ele tudo isto?
Como conseguiu tanta sabedoria?
E esses grandes milagres
que são realizados por suas mãos?
3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria
e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão?
Suas irmãs não moram aqui conosco?'
E ficaram escandalizados por causa dele.
4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado
em sua pátria, entre seus parentes e familiares'.
5E ali não pôde fazer milagre algum.
Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
6E admirou-se com a falta de fé deles.
Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.
Palavra da Salvação.

sábado, 4 de julho de 2015

COMO AJUDAR UM DEPENDENTE QUÍMICO?

No primeiro estágio da dependência química, a pessoa não considera ruim o uso que faz dos entorpecentes
A vida acontece num processo contínuo; é movimento, é mudança. E as pessoas, para mudar, precisam se sentir prontas e decididas pela transformação. O modelo dos estágios de mudança (a pré-contemplação, a contemplação, a preparação, a ação, a manutenção e a recaída) é uma das muitas formas usadas no tratamento da saúde mental para preparar alguém para a transformação.

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


De modo geral, há cinco princípios norteadores para a abordagem motivacional:
1. Expressar empatia – Por meio de uma escuta reflexiva, você acolhe e compreende o ponto de vista do outro sem necessariamente concordar com ele. Frases como “entendo o que você diz” ou “partindo do seu ponto de vista” são valiosos instrumentos a serem usados nesse princípio.
2. Desenvolver a discrepância – Mostre a diferença entre seu comportamento, suas metas e o que ele pensa que deveria fazer para alcançá-las. Em meu consultório, costumo usar a figura do “caminho”, ilustrando onde ele está agora, aonde quer chegar, qual o melhor trajeto a percorrer para atingir o ponto de chegada.
3. Evitar a confrontação – A pessoa deve ser sempre “convidada a pensar sobre o assunto”. Faça uso de perguntas como: O que você pensa sobre isso? Podemos pensar juntos em um plano de mudanças de hábito?
4. Lidar com a resistência – Aquele que precisa de nossa ajuda pode resistir às sugestões ou propostas que você fizer. Seja compreensivo e aguarde vir dele a decisão de quando e como mudar. Forneça informações que o ajude a considerar novas e diferentes alternativas. Exemplificando, ao abordar alguém que faz uso abusivo ou nocivo de álcool, esclareço sobre os danos do consumo de alto risco, as doses de bebidas consideradas seguras pelos especialistas e a diferença no teor de álcool que cada bebida contém. Aguardo que ele me interrogue: “O que fazer e como parar?”.
5. Fortalecer a autoeficácia – Esse princípio está relacionado à motivação da fé que a pessoa tem em si mesma, em sua capacidade de mudança. Encorajar e estimular cada passo são atos importantes para que ela se sinta fortalecida e permaneça firme no decorrer do caminho.
Após nos aprofundarmos nesses princípios, vamos refletir sobre o primeiro estágio, que é a pré-contemplação. Nele, a pessoa não considera ruim o uso que faz da substância. É aquele usuário feliz que não vê seu comportamento como um risco para a sua saúde, a de seus familiares e da sociedade. O que fazer nesse estágio? A informação aqui ainda é o melhor instrumento a ser utilizado. Conscientizemos e esclareçamos sem nos impor. Deixemos o primeiro passo partir dele. Depois, façamos recomendações ou o motivemos em estratégias para reduzir ou cessar o consumo. Esse será o ponto de partida da próxima etapa: a contemplação. Por enquanto, resta-nos observar o discreto movimento do rolar da pedra.

Dra. Érika Vilela

Cancaonova.com

sexta-feira, 3 de julho de 2015

EXPOCATÓLICA 2015



Começou ontem no Expo Center Norte (Vila Guilherme) a EXPOCATÓLICA 2015: Feira Internacional de Produtos e Serviços para Igrejas e para o Turismo Religioso, é a maior vitrine do segmento no Brasil. Com o objetivo de promover o mercado de produtos e serviços dirigidos ao mercado católico, tais como livros, artigos religiosos, serviços para igrejas, além do turismo e da educação católicas.
Criada em 2002, a ExpoCatólica – Feira Internacional de Produtos e Serviços para Igrejas e Turismo Religioso, recebe compradores dos setores de livrarias e lojas de artigos religiosos, lojas de presentes e distribuidores atacadistas de livros e artigos sacros do Brasil, além de milhares de padres, bispos, diáconos, religiosos (as), formadores de opinião e também leigos que trabalham nas igrejas e são responsáveis por compras. Profissionais de turismo e promotores de romarias vistam em busca dos destinos religiosos. Escolas e casas religiosas católicas do Brasil também participam da Feira, bem como compradores internacionais que vem em busca de produtos brasileiros para importarem nos seus países.

Nossa Paróquia esteve representada na abertura do evento: 

Mônica Migueli, Márcia Oliveira e Pe. Júlio Cesar com 
D. Eduardo (Vigário Episcopal da Região Sé)



SÃO TOMÉ, ROGAI POR NÓS!

Celebramos hoje, a festa de São Tomé.
Pertenceu ao grupo dos doze apóstolos. O Senhor o chamou dentro de sua realidade, com suas fraquezas e até com suas crises de fé.
Nosso Senhor Jesus revelou a nós coisas maravilhosas através de São Tomé:
“Tomé lhe disse: ‘Senhor, nós nem sabemos para onde vais, como poderíamos saber o caminho?’ Jesus lhe disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai a não ser por mim” (Jo 14,6).
Tomé nunca teve medo de expor a realidade de sua fé e de sua razão, que queria saber cada vez mais e melhor. Quando Jesus apareceu aos apóstolos ao ressuscitar, Tomé não estava ali, e aí encontramos seu testemunho: “Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,26-28).
O Papa São Gregório Magno meditando essa realidade de São Tomé diz: “A incredulidade de Tomé não foi um acaso, mas prevista nos planos de Deus. O discípulo, que, duvidando da Ressurreição do Mestre, pôs as mãos nas chagas do mesmo, curou com isso a ferida da nossa incredulidade”.
Segundo a Tradição, Tomé teria ido, depois de Pentecostes, evangelizar pelo Oriente e Índia onde morreu martirizado, ou seja, morreu por amor, testemunhando a sua fé.


São Tomé, rogai por nós !

quinta-feira, 2 de julho de 2015

PAPA CRIA SECRETARIA PARA COMUNICAÇÃO

Com uma Carta Apostólica em forma de “Motu proprio”, o Papa Francisco institui no sábado, 27, um novo Dicastério da Cúria Romana: a Secretaria para a Comunicação.
Depois de examinar relatórios e de ouvir o parecer unânime do Conselho de Cardeais, o Pontífice assim motivou a sua decisão: “O atual contexto comunicativo, caracterizado pela presença e pelo desenvolvimento das mídias digitais, pelos fatores da convergência e da interatividade, requer uma reformulação do sistema informativo da Santa Sé e uma reorganização que proceda decididamente rumo a uma integração e gestão unitária”.
Para melhor servir
Deste modo, o Papa considera que todas os organismos que até o momento se ocuparam da comunicação sejam incorporadas num novo Dicastério da Cúria Romana, para responder “sempre melhor às exigências da missão da Igreja”.
Integram o novo Dicastério os seguintes organismos: Pontifício Conselho das Comunicações Sociais; Sala de Imprensa da Santa Sé; Serviço Internet Vaticano; Rádio Vaticano; Centro Televisivo Vaticano; L’Osservatore Romano; Tipografia Vaticana; Serviço Fotográfico; Livraria Editora Vaticana.
Esses organismos prosseguem suas próprias atividades, seguindo as indicações oferecidas pela Secretaria para a Comunicação, que a partir de agora assumirá também a gestão do site institucional da Santa Sé e o serviço Twitter do Papa: @pontifex
A Secretaria para a Comunicação iniciará suas funções no dia 29 de junho próximo, tendo como sede provisória a Rádio Vaticano. 
Responsáveis
O Papa nomeou como novo prefeito da Secretaria o atual diretor do Centro Televisivo Vaticano, Monsenhor Dario Edoardo Viganò; e como secretário o responsável pelo Serviço Internet Vaticano, Monsenhor Lucio Adrian Ruiz. O giretor-geral será Dr. Paolo Nusiner, responsável pelo jornal Avvenire; e o vice-diretor o Dr. Giacomo Ghisani, responsável pelas Relações Internacionais da Rádio Vaticano.

fonte:  ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O QUE SE ENTENDE POR SACRAMENTO?


Pe. Gregório Lutz, CSSp

                Muitos católicos dizem que os sacramentos são sinais de graça. Alguns dizem com mais precisão que são sinais eficazes de graça. Outros acrescentarão que foram instituídos por Jesus Cristo. E certamente não faltará quem diz que existem sete sacramentos, e os enumera: Batismo, confirmação, eucaristia, penitência, unção dos enfermos, ordem e matrimônio. Mas assim é realmente claro o que é um sacramento?

                Para conseguirmos mais clareza, olhemos uma vez como se realiza um sacramento, por exemplo, o batismo, um casamento ou uma celebração da eucaristia! Há sempre um grupo grande ou pequeno de pessoas reunidas que ouvem a Palavra de Deus e a ela respondem em oração e canto, e há sempre também um rito, gestos e sinais, acompanhados por palavras que dizem o que este gesto significa. Tal significado vai sempre além da simples ação física. A ação sacramental opera a salvação, leva a ação salvífica de Cristo aqui e agora a efeito nas pessoas que celebram o sacramento. Esta eficácia dos sacramentos é evidentemente obra divina que se dá através das ações simbólicas dos ministros dos sacramentos, e não sem a cooperação da assembléia dos fiéis e, sobretudo, daqueles que recebem um sacramento. Estes devem se abrir para o dom da graça que Deus lhes quer dar no respectivo sacramento. E toda a comunidade reunida participa da ação sacramental, pelo menos ouvindo a Palavra de Deus e respondendo a ela em ação de graças e louvor, assim como em súplica e intercessão.

                A instituição dos sacramentos por Jesus Cristo procurava-se - e muitos ainda procuram - prová-la para cada sacramento do Novo Testamento. Isso é possível para o batismo e a eucaristia, talvez ainda para a penitência; para os outros sacramentos é mais difícil ou impossível. Mas, sobretudo a partir do Concílio Vaticano II, a origem dos sacramentos em Jesus Cristo não se vê como instituição jurídica, mas como um nascimento do próprio Jesus.


                Reflexões posteriores mais detalhadas sobre a origem dos sacramentos, sua estrutura em sinais e palavras, e a ação sacramental em conjunto de Deus e da Igreja, nos ajudarão a entender ainda melhor o que é mesmo um sacramento. 

terça-feira, 30 de junho de 2015

O CUIDADO DA CASA DE TODOS

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)


A nova encíclica do Papa Francisco – “Laudato sí – sobre o cuidado da casa comum” – propõe uma reflexão fundamental para encarar com seriedade e responsabilidade a questão ambiental. Antes de tudo, desvincula o “discurso ecológico” das ideologias de partido, como se isso interessasse apenas a alguns, ou a uma parte da sociedade. Por isso, o Papa não se dirige apenas aos católicos e cristãos: o seu apelo é dirigido a toda a família humana, a quem tem religião e a quem não tem também (cf n. 13-14).



A questão interessa a todos, pois se trata de cuidar da “casa comum”, que é a natureza e, de modo geral, o mundo que nos hospeda, abriga, sustenta e encanta, junto com todos os seres que o habitam. O subtítulo da encíclica – “sobre o cuidado da casa comum” – dá a entender, justamente, aonde o Papa quer chegar: que todos juntos cuidemos desse “bem comum global”, que é a natureza.
A globalização, sobretudo da informação e do mercado, nos permitem hoje perceber, melhor do que em outros tempos, que o mundo, sobretudo nosso planeta Terra, por grande que seja, é uma “aldeia global”; nele, todos estão relacionados e dependentes todos, no que acontece de bom e de mal, mesmo sem o saber. E os estudos científicos também mostram sempre mais que, na natureza, todas as coisas também estão relacionadas ente si e dependem umas das outras.
Isso está plenamente de acordo com o relato da criação, no começo da Bíblia. O ato criador de Deus foi também um ato organizador do “abismo”, sobre o qual o Espírito do Criador já pairava, “no princípio” (cf Gn 1,1). Deus não deu origem ao caos, nem introduziu no mundo um princípio de desordem e confusão, ou uma espécie de princípio de desagregação e destruição. Pelo contrário: organizou todas as coisas com sabedoria e harmonia. E, depois que havia feito todas as coisas, Deus “viu que tudo era bom”. Muito bom! (cf Gn 1,31). Nada estava em desordem na “casa comum”...
E, logo em seguida, vem a questão: quem foi que introduziu novamente o caos e a confusão no mundo? Segue, então, a narração sobre o pecado, lá nas origens da história do homem. E o paraíso deixou de ser um “jardim” para o homem. Mesmo assim. Deus o confiou a terra ao homem e da mulher para que dela cuidassem (cf Gn 3).
No primeiro capítulo da Encíclica, o Papa pergunta: Que está acontecendo com nossa casa? Nada mais natural: se na nossa casa há goteiras, infiltrações, rachaduras nas paredes, curtos-circuitos, insetos pelos cantos ou mofo aparecendo nas paredes, nada mais natural que perguntar: que está acontecendo? Que precisamos fazer para cuidar melhor da nossa casa? A primeira coisa, é uma boa tomada de consciência da situação. É o que o Papa faz, ao tratar da natureza, casa comum da família humana.
As constatações são aquelas que estão sendo faladas, discutidas e divulgadas há tempos por muitos: poluição do ar, das águas e do solo; mudanças climáticas, que começam a mostrar sempre mais claramente as suas consequências; o problema da água potável que, além de escassear em muitas partes do mundo, ainda está sendo desperdiçada, contaminada e empregada mal. E quem mais sofre com isso? Aqui mesmo, em São Paulo, ameaçados pela carestia desse bem indispensável à vida, estamos aprendendo duramente que a água potável é um bem precioso, que precisamos cuidar melhor.
Mas existe mais: a natureza está perdendo rapidamente sua biodiversidade, com muitas espécies em fase de extinção, ou já extintas. E não é somente a natureza que se vai degradando: a qualidade da vida humana vai junto com essa degradação. A vida social e as relações entre os povos são marcadas por novas tensões e conflitos, em consequência de problemas ambientais. A própria paz fica ameaçada. O problema do degrado ambiental já passou até os limites da atmosfera: lá no alto, muito acima de nossas cabeças, já flutua uma infinidade de “lixo” cósmico, produzido pelo homem. Onde as coisas vão parar?!
O Papa Francisco constata que as reações do homem, de suas organizações e seus governantes e responsáveis, ainda são muito fracas. Há discussões infinitas, mas pouco consenso e ação efetiva para cuidar melhor da nossa casa comum. Que fazer? Por onde começar?



Publicado em O Estado de São Paulo