segunda-feira, 1 de setembro de 2014

MÊS DA BÍBLIA

Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Mateus é o tema proposto para o Mês da Bíblia de 2014, partindo das prioridades do Projeto de Evangelização “O Brasil na missão continental” e os aspectos fundamentais do processo de discipulado: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o seguimento, a comunhão fraterna e a missão. 
    O lema é “Ide, fazei discípulos e ensinai” (cf. Mt 28,19-20). Ele foi indicado pela Comissão Bíblico Catequética, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com as Instituições Bíblicas, entre elas o Serviço de Animação Bíblica.


QUEM É O AUTOR DO EVANGELHO SEGUNDO MATEUS? 


   O Evangelho foi atribuído a Mateus, pela primeira vez, por um escritor cristão de nome Pápias, no II século E.C.. Pela tradição, Mateus era um publicano, foi um dos Doze Apóstolos (9,9; 10,3) e é identificado com o nome de Levi (Mc 2,14; Lc 5,27). Outros o consideram um escriba e o identificam com a frase presente em Mt 13,52. Porém, hoje sabemos que o Evangelho é fruto de um longo processo de redação e que foi atribuído a Mateus, por ser, certamente, uma pessoa importante para a comunidade. 
   Apesar disso, podemos recolher algumas características do autor,  nas entrelinhas do evangelho. Provavelmente, tenha sido um judeo-cristão, pois conhecia os costumes, rituais e os métodos judaicos de interpretação dos textos; tem uma grande familiaridade o Antigo Testamento (1,23; 2,6.15.18; 13,14-15) e utiliza expressões próprias da cultura judaica (18,20). Apesar de seguir várias passagens do Evangelho segundo Marcos, o autor tem um estilo mais sóbrio eliminando detalhes secundários, frases difíceis, expressões repetidas e evita as referências às emoções ou que possam transparecer os limites de Jesus ou dos seus discípulos. Ele também ressalta o aspecto catequético dos milagres.
   O evangelho dirige-se, possivelmente, a uma comunidade proveniente do judaísmo, visto que os costumes judaicos não são explicados (15,2; 23,5), nem traduz as expressões aramaicas (5,22) e os temas escolhidos estão em sintonia com este contexto judaico, como: o Reino dos Céus, justiça, perfeição, entre outros.


QUANDO? ONDE FOI ESCRITO? COM QUAL FINALIDADE?
   

   O Evangelho segundo Mateus, provavelmente foi escrito entre os anos 80 a 90 E.C. Muitos estudiosos afirmam que o autor conhecia o Evangelho segundo Marcos e se serviu do mesmo para elaborar o seu texto. Quanto ao local no qual o evangelho foi escrito, existia uma primeira proposta de situá-lo na Palestina, baseada na hipótese de um original em hebraico ou aramaico do Evangelho, porém é uma hipótese que vem sendo fortemente questionada. A segunda hipótese, praticamente aceita, é de situá-lo na Síria, em Antioquia. 
   O evangelho tem primeiramente a finalidade de demonstrar que Jesus é o Messias prometido pelos profetas e pelas promessas presentes no Antigo Testamento. Uma segundo objetivo é de fortalecer a fé cristã das comunidades, nesse momento marcado por conflitos, tensões e de crise para aquelas e aqueles cristãos, que ainda estavam estruturalmente ligados à comunidade judaica. 


ESTRUTURA DO EVANGELHO 
   


   A primeira parte inicia com a genealogia de Jesus, o relato da sua infância, a pregação de João Batista, o Batismo e as Tentações (1,1-4,11). 
   Na segunda parte, Jesus anuncia a finalidade da sua missão (4,12-16), o chamado e a missão dos quatro primeiros discípulos (4,18-25) e o “discurso da Montanha” (5-7). 
   A terceira parte, capítulos 8-10, relata várias curas intercaladas com outras narrativas e discursos como: as exigências da vocação apostólica (8,18-22), a vocação de Mateus, a discussão sobre os motivos que levam Jesus a participar das refeições com os pecadores e a polêmica sobre o jejum (9,9-17) e a compaixão por ver uma multidão“ cansada e abatida como ovelhas sem pastor” (9,35-38). Conclui-se com o chamado “discurso missionário” (10).
   Entre as controvérsias sobre quem é Jesus, o autor revela a relação entre Jesus e o Pai (11,25-30), a opção pelos pequenos e sobre a verdadeira família de Jesus (12,46-50). Esta quarta parte é concluída com um discurso em forma de parábolas, tendo como tema o Reino dos Céus (13).
   A quinta parte (14-20) traz novamente relatos de milagres, as multiplicações dos pães e as controvérsias com os fariseus, saduceus e cobradores de impostos. Esta parte é marcada por uma relação mais estreita com os discípulos e é quando Jesus trata sobre o grande desafio que é viver em comunidade (18) e os perigos que impedem um verdadeiro seguimento de Jesus. Apresenta, ainda, os três anúncios da Paixão (16,21; 17,22-23; 20,17-19) e a profissão de fé de Pedro (16,13-20).
    Com a entrada de Jesus em Jerusalém inicia-se a sexta parte, marcada por conflitos entre Jesus, os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os movimentos religiosos da época. Há ainda dois discursos: um sobre o comportamento dos escribas e fariseus e o não acolhimento dos profetas enviados por Deus (23,37-38) e o outro sobre o fim dos tempos, chamado discurso escatológico, em forma de parábolas. 
    A última ceia, paixão, morte e alguns relatos sobre a ressurreição, estão presentes na sétima parte, finalizando com o envio dos discípulos e a certeza da sua presença constante, até os fins dos tempos (26-28). 

domingo, 31 de agosto de 2014

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16,21-27


Naquele tempo:
21 Jesus começou a mostrar a seus discípulos
que devia ir à Jerusalém
e sofrer muito da parte dos anciãos,
dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei,
e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.
22 Então Pedro tomou Jesus à parte
e começou a repreendê-lo, dizendo:
'Deus não permita tal coisa, Senhor!
Que isto nunca te aconteça!'
23 Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse:
'Vai para longe, Satanás!
Tu és para mim uma pedra de tropeço,
porque não pensas as coisas de Deus
mas sim as coisas dos homens!'
24 Então Jesus disse aos discípulos:
'Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo,
tome a sua cruz e me siga.
25 Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la;
e quem perder a sua vida por causa de mim,
vai encontrá-la.
26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro
mas perder a sua vida?
O que poderá alguém dar em troca de sua vida?
27 Porque o Filho do Homem
virá na glória do seu Pai, com os seus anjos,
e então retribuirá a cada um de acordo com a sua
conduta.
Palavra da Salvação.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

SANTO AGOSTINHO, ROGAI POR NÓS!

Celebramos neste dia a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.
Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.
Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.
O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus: “…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.

Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ARQUIDIOCESE E AS ELEIÇÕES 2014

A Arquidiocese de São Paulo publicou um documento com orientações para as comunidades católicas sobre as eleições de 2014.
Com apoio da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP), a Arquidiocese pretende distribuir mais de um milhão de cópias deste documento entre as mais de 300 paróquias de sua jurisdição.

Eleições de 2014
Orientações para as Comunidades Católicas da Arquidiocese de São Paulo

1. Nas eleições de 2014 estão em jogo os cargos de Presidente e Vice Presidente da República; de 1 Senador por Estado; Deputados Federais; Governador e Vice Governador do Estado; Deputados Estaduais.
2. A eleição é uma oportunidade para confirmar os políticos e os partidos que estão nos cargos públicos e o modo como estão governando e legislando; ou para mudar os mandatários e os rumos da política do País e do Estado. Os cristãos são chamados a participar ativamente na edificação do bem comum, escolhendo bons governantes e legisladores e acompanhando com atenção o exercício de seus mandatos.
3. É importante conhecer bem as propostas dos candidatos e dos partidos aos quais estão filiados. Voto consciente é dado com conhecimento. O voto tem consequências e revela a vontade do povo e suas aspirações.
4. Atenção à corrupção eleitoral. A Lei 9840, de 1999, veio para moralizar a vida política do Brasil; ela condena o abuso do poder econômico nas campanhas eleitorais e a compra de votos. Os candidatos denunciados e condenados em força dessa lei podem ter seu registro negado ou diploma cassado, além de receber multas. Os fatos de corrupção eleitoral devem ser denunciados à Justiça eleitoral.
5. Candidato precisa ter ficha limpa. Desde 2010, está em vigor a Lei complementar 135 (“Lei da ficha limpa”). Por ela, políticos já condenados por crimes eleitorais ou outros, previstos nessa lei, tornam-se inelegíveis pelo tempo previsto na sua condenação. A aprovação dessa lei, de iniciativa popular, contou com expressiva participação das comunidades e organizações da nossa Igreja. É preciso ter credibilidade para representar o povo, legislar, governar e administrar o patrimônio e o dinheiro públicos.
6. Dar o voto a políticos comprometidos com o bem comum e não, apenas, com interesses privados ou de grupos restritos. O exercício do poder político é um serviço ao povo e ao País; por isso, ele deve estar voltado para as grandes questões, como a promoção do bem estar, condições de educação, saúde, moradia digna e trabalho com justa remuneração para todos, saneamento básico, respeito pela vida e a dignidade.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

QUEM É QUEM?

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)


Jesus pergunta aos discípulos sobre o que pensam a respeito de sua identidade. Pedro manifesta sua profissão de fé no Mestre como sendo o Messias (Cf. Mateus 16, 13-17). Em contrapartida Jesus coloca a identidade de Simão como pedra de sua Igreja: “Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la” (Mateus 16,18).
O ser humano só encontra razão de ser na vida quando conhece a identidade de Deus, numa relação de confiança nele, a ponto de realizar a missão por Ele recebida.  Usa, então, a vida para cuidar do convívio com o semelhante e com a natureza de modo amoroso e construtivo. De fato, Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Como Ele mostra sua identidade no ato de amar as criaturas, cuidando de tudo para o bem de cada ser, também nos dá a incumbência de cuidar de tudo o que está sob nossa responsabilidade da melhor maneira, afinada com os critérios dele.
Jesus veio nos indicar a maneira de realizar o projeto do Pai. Uma nova ordem pessoal e social deve acontecer. Somente o ser humano é feliz quando dá de si pelo bem do semelhante, mesmo tendo que se sacrificar pela promoção da justiça e do bem comum. Até o uso dos bens materiais, da cultura, dodesenvolvimento da ciência, da técnica e da economia devem ser colocados a serviço da dignidadehumana. Tudo é de Deus. O ser humano é apenas administrador provisório. Paulo lembra que o proprietário é Deus: “Tudo é dele, por ele e para ele. A ele é a glória para sempre” (Romanos 11,36).
Deus quer o bem de toda criatura. Colocou-nos na terra porque nos ama e quer nosso bem. Mas nos dá a alegria de termos a honra e a felicidade de colocar nossa parte de esforço e boa vontade para nos recompensar de toda a responsabilidade em administrar bem as possibilidades da vida presente. Esta é boa quando a fazemos beneficiadora a todos. Nosso empenho para isso depende de colocarmos nossos talentos e oportunidades para construirmos uma sociedade fraterna  e promotora da vida digna para todos. Nessa direção somos responsáveis por construirmos famílias dóceis ao projeto do Criador, bem como política de real serviço à causa comum. Nossa inteligência usada bem nos facilita escolhermos pessoas de bem para o exercício das diversas lideranças na sociedade, seja na política, seja na religião e em todo tipo de organização humana. Quando se tratam de eleições a cargos de serviço à coletividade, a consciência bem formada nos deve levar a superar interesses mesquinhos de grupos e corporações. Assim  escolhemos pessoas de bom caráter e com capacidade para o bom exercício dos cargos eletivos.

Quando identificamos bem as pessoas aptas para os serviços à comunidade, damos todo nosso apoio e acompanhamos suas ações para que realmente sejam identificadas com o bem da coletividade. Com a força da profissão de nossa fé, como fez Pedro, somos capazes de assumir nossa missão, conhecida e acionada por Deus, para realizarmos seu projeto de benefício a nós e a todos de nosso convívio. Nossa vocação de resposta a Deus tem a ver diretamente com a identidade da tarefa que Ele nos dá na vida.

domingo, 24 de agosto de 2014

DIA DOS CATEQUISTAS

Hoje, celebramos o dia dos catequistas. Aqui, a nossa homenagem a esses nobres evangelizadores: 

QUERIDOS CATEQUISTAS...
“Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês. Eu os destinei para ir e dar fruto, e para que o fruto de vocês permaneça.” Jo 15,16

Parabéns pelo vosso SIM ao chamado de Deus para trabalhar na sua vinha, em que os frutos é a geração de novos filhos para o Senhor. O que dizer mais? Como não homenageá-los? Afinal, quanta dedicação, esforço e doação para que a semente do REINO fosse lançada no coração dos catequizandos. 


Por isso, não poderia deixar de externar o meu muito obrigado pela vossa generosidade em servir a Jesus na sua Igreja como trabalhadores da primeira hora que preparam o terreno a fim de que a VIDA, o AMOR e a ESPERANÇA possam desabrochar.

Realmente, SER CATEQUISTA é ser APÓSTOLO da GRATUIDADE! Portanto, minha eterna gratidão por tudo o que já fizeram, fazem e ainda hão de fazer no serviço da catequese. Somente Deus será capaz de recompensá-los! 

Quanto a mim, resta uma pequena e singela homenagem, que faço através de um poema de Rosa Maria Ramalho:

"Ainda que o catequista tivesse toda retórica e oratória e falasse todas as línguas, sem o amor, nada seria.

Ainda que conhecesse toda a Bíblia e toda a teologia, sem fé, nada seria.

Ainda que doasse todo o seu tempo às crianças, aos jovens e adultos, e doasse sua vida à Igreja, sem gratuidade, nada seria.

A catequista é: dedicada, criativa, amiga, das pessoas e testemunha da fé.

Não é simplesmente uma professora, uma palestrante; procura crescer, porém, com seus catequizandos, na dinâmica da fé.

E ao vê-los crescer na fé, tudo aposta, tudo faz por eles.

As teorias desaparecerão, as dinâmicas também... Muita coisa passará. Na vida, porém, ninguém se esquecerá de sua catequista".


PARABÉNS CATEQUISTAS PELO VOSSO DIA!

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16,13-20

Naquele tempo:
13 Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe
e ali perguntou a seus discípulos:
'Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?'
14 Eles responderam:
'Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias;
Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas.'
15 Então Jesus lhes perguntou:
'E vós, quem dizeis que eu sou?'
16 Simão Pedro respondeu:
'Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.'
17 Respondendo, Jesus lhe disse:
'Feliz és tu, Simão, filho de Jonas,
porque não foi um ser humano que te revelou isso,
mas o meu Pai que está no céu.
18 Por isso eu te digo que tu és Pedro,
e sobre esta pedra construirei a minha Igreja,
e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.
19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus:
tudo o que tu ligares na terra
será ligado nos céus;
tudo o que tu desligares na terra
será desligado nos céus.'
20 Jesus, então, ordenou aos discípulos
que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.
Palavra da Salvação.