segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

SÃO CRIANÇAS, NÃO ESCRAVOS!


Resultado de imagem para CRIANÇAS E NÃO ESCRAVOS



Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

Este ano o dia mundial de oração e reflexão contra o tráfico de pessoas lembrou os pequeninos que são vendidos como mercadorias para os mais ignóbeis fins. A coordenação do Dia Mundial de Oração é assumida pela rede mundial da vida consagrada Talitha Kum, que sem mobiliza contra o tráfico de pessoas, organiza e reúne parceiras com OGNS e movimentos afins a esta luta humana, é profundamente cristã. Neste dia, o Papa Francisco fez memória de Santa Bakhita, que foi traficada como escrava, mesmo explorada e humilhada nunca deixou de rezar e empenhar-se com esperança pela sua libertação, migrando para a Europa onde recebeu o chamado do Senhor, tornando-se freira ajudando assim aos seus irmãos (ãs) de sina. O Papa na mesma ocasião pediu uma oração especial pelos rohingya, grupo étnico expulso de Miammar que perambula de um lugar para outro, vivendo a situação dramática de pessoas torturadas, assassinadas simplesmente por levarem adiante sua fé muçulmana e a sua tradição. 

A respeito das crianças traficadas é importante assinalar o crescimento das estatísticas constituindo números alarmantes: 168 milhões em situação de trabalho escravo, das quais 85 milhões em tarefas perigosas como fábricas de vestuário, de fósforos e cigarros laminados à mão. A agricultura é o setor onde mais se concentra o trabalho infantil, alcançando a quantia de aproximadamente 98 milhões de menores. 

A UNIFEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) denuncia que uma de cada dez meninas com menos de 20 anos já foram obrigadas a ter relações sexuais contra a sua vontade. Este mesmo organismo assinala que existem 2 milhões de crianças sujeitas a prostituição e ligados ao mercado da pornografia infantil, um negócio perverso e rentável. 

No Brasil este tráfico assume inúmeras conotações tendo como faces mais divulgadas e tristemente conhecidas a exploração laboral e outros como o turismo sexual infantil que é oferecido em folders e folhetos aos viajantes que contratam esses pacotes turísticos. Para terminar, seria pertinente recordar as palavras do mesmo Cristo para essas pessoas que são responsáveis por esta atividade nojenta e iníqua, que trucida as crianças, é bem melhor colocarem uma mó de moinho no pescoço e se atirarem no mar que enfrentarem o juízo justo e santo do Senhor, que abomina o escândalo contra os pequeninos. No combate ao tráfico e toda forma de escravidão infantil! Deus seja louvado!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO


Resultado de imagem para JESUS



Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,38-48


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
38Vós ouvistes o que foi dito:
'Olho por olho e dente por dente!'
39Eu, porém, vos digo:
Não enfrenteis quem é malvado!
Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face
direita, oferece-lhe também a esquerda!
40Se alguém quiser abrir um processo
para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto!
41Se alguém te forçar a andar um quilômetro,
caminha dois com ele!
42Dá a quem te pedir
e não vires as costas a quem te pede emprestado.
43Vós ouvistes o que foi dito:
'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!'
44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos
e rezai por aqueles que vos perseguem!
45Assim, vos tornareis filhos
do vosso Pai que está nos céus,
porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons,
e faz cair a chuva sobre justos e injustos.
46Porque, se amais somente aqueles que vos amam,
que recompensa tereis?
Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa?
47E se saudais somente os vossos irmãos,
o que fazeis de extraordinário?
Os pagãos não fazem a mesma coisa?
48Portanto, sede perfeitos
como o vosso Pai celeste é perfeito.'
Palavra da Salvação.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

DESARMAR-SE


Resultado de imagem para NÃO AS ARMAS



Dom José Alberto Moura 
Arcebispo de Montes Claros (MG)



Saber trabalhar para dominar o desejo de vingança é saber domar nossos instintos para nosso próprio benefício e também do semelhante. Até para usar bem da inteligência a pessoa que deseja tirar a vida do outro vai pensar bem nas consequências para si mesmo: a prisão, o “carimbo” ou a marca de criminoso para toda a vida, a consciência pesada, a discriminação... além do grande pecado diante de Deus e dos homens.

O desarmamento pessoal do impulso de querer fazer justiça com as próprias mãos exige um rito, uma ascese ou exercitação, para não se deixar levar por um impulso emotivo momentâneo. No dito popular encontramos o dado de sabedoria que ensina a pessoa a contar até dez antes de tomar decisão precipitada. Na ascese cristã encontramos muitos meios para nos conter e, ao invés de retaliarmos ou nos vingarmos, vamos nos lembrar do ensinamento de Jesus: “perdoar... até aos inimigos... fazer o bem a quem nos odeia...”(Mateus 5,43.44). Já entre os antigos judeus havia o ensinamento: “Não tenhas no coração ódio contra teu irmão” (Levítico 19,17). A oração é outra fonte de paz e de força para o entendimento, a misericórdia e o perdão.

Quando há a sublimação dos impulsos instintivos, a pessoa promove mais o entendimento, o diálogo na família, na comunidade e em toda a convivência humana. Promove-se o armistício entre facções, comunidades e nações. As guerras não terão mais cabimento. Até se diz no ditado popular: “Mais vale um mau acordo do que uma boa demanda”. O desgaste é menor, com menos prejuízo tensional e vivencial.

Por outro lado, a ascese para o desarmamento de ânimo é vista na atitude da humildade. Ela leva a pessoa a perceber que não é melhor dos que os outros. Se esses erraram e erram, também nós erramos ou estamos sujeitos ao erro, talvez de modo pior do que os outros. O próprio Jesus adverte aos que queriam apedrejar a mulher adúltera: “Quem não tiver pecado atire a primeira pedra”. Nessa perspectiva o apóstolo Paulo lembra: “Ninguém se iluda: se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus” (1 Coríntios 3,18).

Jesus é o maior exemplo de vida e de ensinamento sobre o desarmamento de ânimo para o trato com o semelhante. Ele podia ter usado o poder que tinha para aniquilar seus opositores. Ao invés de condenar os inimigos ele ensina: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’. Eu, porém, vos digo, não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda!’” (Mateus 5, 38-39). Até do alto da cruz Ele pede perdão ao Pai pelos algozes dizendo que eles não sabem o que fazem (Cf. Lucas 23,34).

É evidente que precisamos trabalhar e ajudar a tirar as causas dos ódios e dos entendimentos. Precisamos, porém, começar a fazê-lo com a nossa própria exercitação nesta prática. Se todos colaborarem para isso, teremos um mundo de menos agressões e desentendimentos!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

SÍNODO SOBRE A JUVENTUDE




O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da CNBB, com a presença de todos os membros, está reunido na sede da Conferência nesta quarta-feira, 14 de fevereiro, com ampla pauta de discussões e reflexões. Entre os assuntos da reunião estão o tema da Campanha da Fraternidade de 2018, Mensagem do Papa Francisco para o Dia das Comunicações a ser realizado em 28 de maio e o tema do Sínodo sobre a Juventude “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Esse último foi apresentado pelo presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF).

Dom Sergio disse que nos encontramos na fase de coleta das contribuições de toda a Igreja para a formulação das linhas gerais do próximo Sínodo dos Bispos. A complexidade dos dois temas, juventude e vocação, pede uma atenção especial tanto das Igrejas Particulares como das conferências episcopais. “Há uma ênfase na sinodalidade”, disse dom Sergio, por parte do Santo Padre que procura valorizar essa fase estimando essa fase preparatória. “Da nossa parte, vamos ressaltar aquilo que for comum na diversidade brasileira”, concluiu dom Sergio.

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral, informou que como ocorreu das últimas ocasiões de realização de sínodos, a CNBB procurou oferecer à secretaria do Sínodo tanto o vasto material que chegou à sede nacional como também uma síntese devidamente preparada por uma comissão constituída para essa tarefa. 

Dom João Bosco, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família, sugeriu que a Pastoral Familiar continue empenhada na preparação desse Sínodo uma vez que a juventude está muito presente na Exortação Amoris Laetitia. Dom Vilsom Basso, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, informou sobre as iniciativas com os bispos referenciais para aproveitar pastoralmente com a juventude na preparação para o Sínodo: “nossa comissão está na expectativa e disponível para aproveitar essa ocasião de percorrermos esses dois anos de preparação”.

Dom Sergio ainda lembrou que é preciso dar atenção especial – nas respostas que estão sendo dadas – a consideração sobre a dupla temática: juventude e vocação. Dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz destacou a importância de ouvir as variadas “juventudes”, tendo em vista também algumas situações específicas como juventude indígena, nas favelas e a juventude presente nas prisões. Dom Leonardo ainda lembrou que além das comissões de juventude das dioceses, os bispos podem incluir outras pastorais na elaboração das contribuições. Todas as contribuições devem ser enviadas pelas dioceses para a CNBB que enviará o material para a secretaria do Sínodo, no Vaticano, em outubro deste ano.

Foto: Maurício Sant´Ana

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

BISPOS REFLETEM SOBRE O PENTECOSTALISMO E O NEOPENTECOSTALISMO


Os membros do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB, reunidos em Brasília, nesta quarta-feira, 15 de fevereiro, realizam reflexão sobre o pentecostalismo e neopentecostalismo no Brasil. Os bispos seguem estudo iniciado na tarde da terça-feira, 14 de fevereiro. Dom Francisco Biasin, presidente da Comissão do Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, apresentou texto propositivo a respeito do tema, preparado pela Comissão que ele preside, e destacou algumas questões pastorais que precisariam ser consideradas pela Igreja em todo o Brasil.


“É verdade, que muitas das ditas 'experiências do Espírito Santo' são ambíguas e necessitam do discernimento dos espíritos", afirma dom Biasin

É preciso “agilizar nossa solicitude social”, propõe o texto apresentado. “Frequentemente, a razão pela qual alguém deixa a Igreja Católica tem cunho materialista; uma promessa de ajuda material que praticamente compra, adquire a pessoa; deixando-a depois como que traída e desiludida”. Há um reconhecimento, no texto, de que os grupos pentecostais se infiltram nas comunidades justamente nas ocasiões de sofrimento, de um acidente, de uma carência extraordinária e assim por diante. “Daí, que a questão é: Por que eles se dão conta da situação, se fazem presentes... e nós não?”. Dom Biasin lembrou ocasião em que, ao falar aos bispos de Ghana, África, durante a sua visita ad limina a Roma em 1993, São João Paulo II observou que “por vezes o atrativo destes movimentos se baseia sobre seu aparente sucesso em responder às necessidades espirituais das pessoas – a carência de seus corações por algo de mais profundo, pela cura, pela consolação e proximidade com o transcendente”.

Um segundo ponto destacado no texto pede para “Fomentar pequenas comunidades e formar liderança leiga”. E registra a seguinte constatação: “temos paróquias tão grandes, em geral, que nossos fiéis não se sentem em casa, mas sim deixados de lado e abandonados; enquanto que se sentem em casa – aceitos, estimados e acolhidos – nas pequenas comunidades dos grupos pentecostais”. O texto propõe como uma possível resposta por parte da Igreja Católica incrementar o clima de família nas paróquias através de pequenas comunidades, grupos de oração, grupos juvenis e outros, investindo decididamente na formação de leigos que possam guiar tais grupos.


No texto apresentado por dom Biasin, um terceiro ponto de reflexão está em “Investir na catequese e na formação bíblica”. Essa necessidade aparece pelo fato de que grande parte das pessoas que se deixam influenciar provém de áreas rurais, são católicos ingênuos ou pessoas das periferias pobres das cidades, desprovidas de um suficiente aprofundamento na sua fé. “Devemos encontrar novas respostas a esta situação, através de maiores esforços catequéticos, preparando as pessoas ao melhor conhecimento da fé e a responder com segurança às propagandas e acusações contra a Igreja. É necessária uma melhor formação religiosa dos fiéis. Isto requer catequistas bem formados, que possam atuar como multiplicadores na educação da fé”, sublinha.


“Cultivar a espiritualidade e discernir a dimensão carismática da Igreja”, recomenda o texto. “Os pentecostais buscam uma experiência espiritual; desejam experimentar o Espírito Santo e o poder de Deus de modo imediato, aqui e agora. Neste sentido, constata-se um forte componente emocional. Em função disto, referem-se continuamente às Escrituras, apelando sobretudo às passagens do Novo Testamento que tratam dos carismas. Em contrapartida, as nossas liturgias e a nossa doutrina parecem muito secas, abstratas e intelectualizadas, como se fossem distantes da experiência humana”. Uma ressalva está colocada de forma clara no texto: “É verdade, que muitas das ditas ´experiências do Espírito Santo´ são ambíguas e necessitam do discernimento dos espíritos. Por outro lado, a Igreja católica redescobriu sua legítima preocupação sobre as manifestações do Espírito Santo: o Concílio Vaticano II reafirmou o aspecto pneumatológico-carismático da Igreja e introduziu uma renovação da dimensão carismática da Igreja”.

Por fim, dom Biasin ressaltou que “o movimento pentecostal abriu espaço dentro da Igreja Católica” e uma consequência prática desta redescoberta tem sido o movimento carismático, através do qual. “Em certo sentido, se poderia falar até mesmo de uma ´pentecostalização´ da Igreja Católica”, destaca. E finaliza: “Disto decorrem numerosas consequências eclesiológicas, que incluem as relações entre o sacerdócio universal de todos os batizados e o sacerdócio hierárquico; entre o primado e as estruturas sinodais-colegiais da Igreja; entre os bispos, os diáconos e os presbíteros; entre os pastores e o inteiro Povo de Deus. O enfoque pneumatológico ajuda a resolver tais questões de um modo mais dinâmico e menos estático. Em outros termos: creio que há uma maneira de tomarmos em consideração algumas reivindicações legítimas do pentecostalismo na Igreja. A partir daí, conceber o diálogo católico-pentecostal como partilha de dons será algo possível e útil para o futuro da Igreja”.

Os bispos tiveram oportunidade para dar sugestões e levantar questionamentos sobre o texto apresentado. “Não estamos refletindo isso para chegar à conclusão”, mas para avançar na reflexão sobre o tema, concluiu dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB.

O segundo dia do encontro teve início com a Santa Missa presidida pelo arcebispo de Salvador, (BA) e vice presidente da CNBB, dom Murilo Krieger e concelebrada pelo arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha e pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.
Foto: Maurício Sant´Ana.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO





Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,17-37


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
17Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas.
Não vim para abolir,
mas para dar-lhes pleno cumprimento.
18Em verdade, eu vos digo:
antes que o céu e a terra deixem de existir,
nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei,
sem que tudo se cumpra.
19Portanto, quem desobedecer
a um só destes mandamentos, por menor que seja,
e ensinar os outros a fazerem o mesmo,
será considerado o menor no Reino dos Céus.
Porém, quem os praticar e ensinar
será considerado grande no Reino dos Céus.
20Porque eu vos digo:
Se a vossa justiça não for maior
que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus,
vós não entrareis no Reino dos Céus.
21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos:
'Não matarás!
Quem matar será condenado pelo tribunal'.
22Eu, porém, vos digo:
todo aquele que se encoleriza com seu irmão
será réu em juízo;
quem disser ao seu irmão: 'patife!'
será condenado pelo tribunal;
quem chamar o irmão de 'tolo'
será condenado ao fogo do inferno.
23Portanto, quando tu estiveres levando
a tua oferta para o altar, e ali te lembrares
que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24deixa a tua oferta ali diante do altar,
e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.
Só então vai apresentar a tua oferta.
25Procura reconciliar-te com teu adversário,
enquanto caminha contigo para o tribunal.
Senão o adversário te entregará ao juiz,
o juiz te entregará ao oficial de justiça,
e tu serás jogado na prisão.
26Em verdade eu te digo: dali não sairás,
enquanto nóo pagares o último centavo.
27Ouvistes o que foi dito:
'Não cometerás adultério'.
28Eu, porém, vos digo:
Todo aquele que olhar para uma mulher,
com o desejo de possuí-la,
já cometeu adultério com ela no seu coração.
29Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado,
arranca-o e joga-o para longe de ti!
De fato, é melhor perder um de teus membros,
do que todo o teu corpo ser jogado no inferno.
30Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado,
corta-a e joga-a para longe de ti!
De fato, é melhor perder um dos teus membros,
do que todo o teu corpo ir para o inferno.
3lFoi dito também:
'Quem se divorciar de sua mulher,
dê-lhe uma certidão de divórcio'.
32Eu, porém, vos digo:
Todo aquele que se divorcia de sua mulher,
a não ser por motivo de união irregular,
faz com que ela se torne adúltera;
e quem se casa com a mulher divorciada
comete adultério.
33Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos:
'Não jurarás falso',
mas 'cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor'.
34Eu, porém, vos digo:
Não jureis de modo algum:
nem pelo céu, porque é o trono de Deus;
35nem pela terra,
porque é o suporte onde apóia os seus pés;
nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei.
36Não jures tão pouco pela tua cabeça,
porque tu não podes tornar branco ou preto
um só fio de cabelo.
37Seja o vosso 'sim': 'Sim',
e o vosso 'não': 'Não'.
Tudo o que for além disso vem do Maligno.
Palavra da Salvação.