sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

CNBB RECEBEU PRÊMIO DE SOLIDARIEDADE EM DEZEMBRO




Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, recebeu, na tarde de 15 de dezembro, em nome da presidência da Conferência, o Prêmio Odair Firmino de Solidariedade. Na edição deste ano, foram agraciadas com o prêmio 60 entidades de todo o país, premiadas por sua atuação no desenvolvimento sustentável, solidário e territorial e na garantia de direitos humanos, sociais e de políticas públicas.

“Esse prêmio é um reconhecimento pelo trabalho da CNBB em momentos importantes, como por exemplo, na ocasião em que ocorreram terremotos em alguns países, momentos de desastres ecológicos que afetam tantas pessoas. Nesses momentos, nós temos colaborado muito com a Cáritas”, afirmou dom Leonardo.

O secretário-geral também disse que “a CNBB sempre foi muito disponível para essas questões sociais, cuidado para com os pobres”. Expressões que, segundo dom Leonardo, mostram a face de uma “Igreja misericordiosa”. “Creio que esse pequeno troféu representa o reconhecimento pelo serviço que a CNBB desenvolve”, finaliza.

Por CNBB

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

ESCUTAR COM O CORAÇÃO


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Quem nunca se sentiu emocionado ao apreciar uma bela canção? A música é um dom e sempre esteve presente de várias formas na história da humanidade, da periferia à burguesia. Há algo na música que vai além de ritmo, harmonia e melodia. É algo inexplicável, que vence a barreira do natural e invade o coração do homem causando uma explosão de sentimentos.

Assim aconteceu na vida de Cecília. Nascida, aproximadamente, no ano 150, em Roma, na Itália, ela é a querida padroeira dos músicos. Santa Cecília pôde experimentar este lado divino da música.

Conta-se que um dia, vendo as maravilhas que Deus estava realizando através dela, cantou a Deus: “Senhor, guardai sem manchas o meu corpo e a minha alma, para que não seja confundida”. Foi um canto muito inspirado e emocionante, que tocou profundamente o coração de todos, gerando muitas conversões. Por causa deste fato, ela é considerada a Santa Padroeira dos músicos.

A música toca o coração, por isso, ela tem um poder de cura extraordinário. Muitas pessoas já tiveram suas vidas transformadas profundamente através da música.

Há dez anos, fiz a opção de trabalhar somente com música cristã. Nesses anos, guardo em meu coração uma série de testemunhos de pessoas que alcançaram paz, esperança, cura física, emocional e espiritual em suas vidas. Através de uma simples canção, já vi muita gente com fortes indícios de depressão voltarem a sorrir. Se sabemos deste poder precioso da música, por quê não usarmos sempre ao nosso favor?

Assim como alguns alimentos podem ser nutritivos para o nosso corpo, certos alimentos que nos causam prazer ao ingeri-los podem ser extremamente nocivos à nossa saúde.

Eu não tenho medo nenhum de afirmar que certos tipos de músicas podem ser nocivos à nossa saúde emocional. São estilos musicais que podem até nos gerar um prazer momentâneo, mas o preço a pagar é alto, pois estamos contaminando as nossas emoções mais puras.

A boa música estimula o nosso cérebro, mexe com as nossas emoções, em questão de segundos pode nos recordar bons tempos vividos no passado. Assim como um bom perfume nos faz lembrar de alguém, a música nos faz lembrar de bons momentos que vivemos com alguém.

Hoje as pessoas estão desaprendendo a apreciar a boa música. Muita gente só “escuta música” e nada mais. Porém, vai muito além de escutar somente, é preciso saborear a pureza de uma boa canção.

Quando apreciamos uma boa música estamos escutando com o coração, damos liberdade para a canção entrar e mexer com as nossas emoções mais profundas. Quando simplesmente só “escutamos” uma música, podemos usar aquela expressão muito popular “está entrando por um ouvido e saindo pelo outro”, pois apenas escutamos e não experimentamos.

Não podemos nos privar dessa experiência que passa pelos nossos ouvidos e chega no íntimo do coração. Tem gente que passa uma vida inteira só “escutando música” e deixa de experimentar aquilo que ela pode trazer de melhor.

Hoje, nesta crise de inversão de valores, podemos facilmente ser tentados a não fazer uma seleção do que escutamos. Desta forma, estamos alimentando mal nossas emoções.

Você merece o melhor! Se até hoje só “escutou música”, convido-lhe a desfrutar de algo mais nobre. Assim como aqueles que eram tocados pelo canto de Santa Cecília no passado, ao escutar uma boa cançãodeixe seu eu interior ser tocado, no mais íntimo, e faça uma linda experiência musical.

* Samuel Ferreira é cantor, compositor, produtor musical e coach.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PAPA CONVOCOU-NOS A NOS COMPROMETERMOS COM A NÃO VIOLÊNCIA


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“Possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas”: estes são os votos expressos pelo Papa Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, celebrado recentemente,em 1º de janeiro.

O texto foi divulgado em dezembro pela Sala de Imprensa da Santa Sé, já traduzido para o português com o título “A não-violência: o estilo da política para a paz”.

Violência em pedaços

Na mensagem, o Pontífice recorda que esta tradição foi inaugurada pelo Beato Paulo VI 50 anos atrás, dirigindo-se a todos os povos e não só aos católicos. Para Francisco, não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem. “Seja como for, esta violência que se exerce ‘aos pedaços’, de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental.”

Na melhor das hipóteses – escreve o Papa –, responder à violência com a violência leva a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual. “Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência”, defende o Pontífice. Isso não significa rendição, negligência e passividade. Pelo contrário, quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais críveis de processos não-violentos de construção da paz.

Jesus e o manual das bem-aventuranças

Quem oferece o manual desta estratégia de ação é o próprio Jesus, com as bem-aventuranças: felizes os mansos, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça. Para o Papa, este “manual” não é útil só para católicos, mas também a líderes políticos e religiosos, para os responsáveis das instituições internacionais e os dirigentes das empresas e dos meios de comunicação social de todo o mundo.

Como exemplos de pessoas que souberam praticar a não-violência, Francisco citou os Santos João Paulo II e Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi, Martin Luther King e, de modo particular, as mulheres, como Leymah Gbowee e grupo por ela liderado durante a guerra civil na Libéria.

Hoje, a não-violência pode ser a melhor tática contra os traficantes de armas, de pessoas, contra as armas nucleares e o terrorismo. Mas para praticá-la em larga escala, esta deve ser o estilo de vida manifestado primeiramente na família. “A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade”, escreve o Papa, lançando um apelo contra a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças.

Novo Dicastério

“Asseguro que a Igreja Católica acompanhará toda a tentativa de construir a paz inclusive através da não-violência ativa e criativa”, finaliza Francisco, anunciando que em 1º de janeiro de 2017, Dia Mundial da Paz, nasce o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Este organismo ajudará a Igreja a promover a justiça, a paz e a salvaguarda da criação através da solicitude para com os migrantes, os necessitados, os doentes, os excluídos, as vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, os reclusos, os desempregados e as vítimas de toda e qualquer forma de escravidão e de tortura.

“No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. ‘Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz’: são os votos finais de Francisco.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Dom Inocêncio López Santamaria pode se tornar primeiro Santo do Piauí


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No próximo dia 20 de dezembro, será instalado o Tribunal Eclesiástico para a Causa de Beatificação e Canonização de Dom Inocêncio, que foi o terceiro bispo prelado da então Prelazia Bom Jesus do Gurgueia, hoje Diocese de São Raimundo Nonato.

Segundo o padre Herculano Negreiros, da Ordem Mercedária, a mesma que pertenceu o bispo, a beatificação e canonização será um reconhecimento à sua vida de santidade e entrega à evangelização, a partir de sua missão ainda na Europa, e aqui no Brasil com destaque para o Piauí.

O Servo de Deus Dom Inocêncio López Santamaria nasceu na aldeia de Sotovellanos, na província de Burgos, comarca de Odra-Pisuerga, na Espanha, no dia 28 de dezembro no ano de 1874. O religioso ingressou na Ordem das Mercês no Convento de Conjo, em Santiago de Compostela. Com a renúncia do bispo prelado de Bom Jesus do Gurgueia, Dom Ramón Harrison Abello, foi escolhido o Padre Inocêncio López Santamaria para sucedê-lo. Ele foi sagrado em Poio, Pontevedra, como bispo prelado no dia 31 de agosto de 1930, festa do mártir mercedário, São Raimundo Nonato, de quem era muito devoto. Dom Inocêncio chegou ao Brasil, através do estado do Rio de Janeiro no dia 5 de janeiro de 1931. O religioso chegou a São Raimundo Nonato, no dia 18 de janeiro do mesmo ano e tomou posse no dia 22.

Uma característica marcante de Dom Inocêncio foi a preocupação pelo trabalho das religiosas como complemento na educação moral e cívica do povo.

Em carta, o padre Frei José Maria Mohomed Junior, vice-postulador, da Ordem Mercedária, celebra mais esse passo em direção à canonização do bispo.

“Ao recordar todos os santos e santas de nossa Ordem, queremos, irmãos mercedários, agradecer a Deus o dom da vida de um religioso mercedário como nós, que, nos consagramos, para que a alegria do mistério redentor de Jesus se fizesse presente na história da humanidade. É do conhecimento de muitos de vós a vida de Dom Inocêncio López Santamaria, religioso mercedário, que dedicou sua vida em favor dos cativos, de modo especial no serviço a toda a Ordem, bem como, sendo Bispo Prelado no sul do Piauí”, disse. “Damos graças a Deus pela vida de seus santos e celebramos a riqueza da vida de um homem, pastor com cheiro de ovelhas”, acrescentou.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

TEMPO COMUM


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Na liturgia, celebramos a vida de Cristo desde as promessas do Messias: sua Encarnação no seio da Virgem Maria, passando pelo seu Nascimento, Paixão, Morte, Ressurreição até a sua Ascensão e a vinda do Espírito Santo. Mas enquanto civilmente se comemoram fatos passados que aconteceram uma vez e não acontecerão mais, (embora muitos desses fatos influenciem a nossa vida até os dias de hoje), no Ano Litúrgico, além da comemoração, vivemos na atualidade, no dia-a-dia de nossa vida todos os aspectos da salvação operada por Cristo. A celebração dos acontecimentos da Salvação é atualizada, tornada presente na vida atual dos crentes.

No Ano Litúrgico, a cada Natal é Cristo que nasce no meio das famílias humanas, é Cristo que sofre e morre na cruz na Semana Santa, é Cristo que ressuscita na Páscoa, é Cristo que derrama o Espírito Santo sobre a Igreja no dia de Pentecostes. De forma que, ao fazermos memória das atitudes e dos fatos ocorridos no passado, essas mesmas atitudes e fatos tornam-se presentes e atuantes hoje, no aqui e agora da vida.

O Ano Civil ocidental começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. Podemos perceber, também, que o Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”. O Ano Litúrgico da Igreja é assim dividido: Advento, Tempo do Natal, Tempo Comum (1), Tempo Quaresmal, Tempo Pascal e Tempo Comum (2). Além dos tempos, que têm características próprias (Advento, Natal, Quaresma e Páscoa), restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade, os Mistérios de Cristo, que chamamos Tempo Comum durante o ano.

Com a semana que segue à Festa do Batismo de Jesus, inicia-se o chamado Tempo Comum do ano litúrgico. O Tempo Comum celebra o “mistério”, na sua globalidade. Realiza isso pela constante referência à Páscoa, que caracteriza os domingos, assim acompanhando e orientando o caminho pascal do povo de Deus, no seguimento de Jesus, rumo ao cumprimento da história.

O Tempo Comum pode nos levar a refletir sobre a espiritualidade desse tempo do ano e sobre o sentido do tempo como dom de Deus. Chama-se “tempo comum” para distinguir dos demais momentos. No Ano Litúrgico, como em nossa vida, existem tempos fortes de festa e tempos ordinários, comuns.

Mas, como fazer com que no Tempo Comum não caiamos em tempo de rotina? Primeiramente, devemos alimentar nossa vida naquela fonte rica dos tempos fortes que celebramos. Cristo quer encarnar-se cada dia através dos tempos.

Outra maneira de valorizar e superar a rotina do Tempo Comum é encontrar o extraordinário no comum. Como no Ano Litúrgico, em nossa vida nem sempre existem grandes acontecimentos. Importa aproveitarmos as menores coisas para aí detectarmos as coisas grandes, as realidades permanentes e eternas. Iluminados e fortificados pelo Espírito, podemos viver, na monotonia e na rotina do dia-a-dia, o mistério pascal de morte e vida. As grandes coisas que propusemos serão coisas grandes quando feitas com amor.

Atualmente, esse tempo na liturgia é dividido em 3 anos, com suas leituras próprias. Neste ano, ano “C”, o evangelho dominical é principalmente o de São Lucas.

O Tempo Comum nos leva a valorizar o tempo que Deus nos concede. Os grandes e os pequenos acontecimentos são percebidos no tempo e, por outro lado, os acontecimentos nos fazem perceber o tempo. O Tempo Comum nos convida a entrar no mistério das grandes pequenas coisas. É fácil deixar-se inebriar pelas grandes festas que costumam deixar uma gota de amargor. Difícil é fazer com que as pequenas coisas e pequenos acontecimentos se tornem eloquentes. O raiar do dia será cada novo dia se vivermos o seu significado, se for um encontro com o sol da vida, Jesus Cristo. O trabalho mais despretensioso e oculto será um evocar a maravilhosa capacidade do homem de dominar a terra, participando do poder criador do próprio Deus.

Que o Tempo Comum na experiência semanal da Páscoa pela celebração do Domingo nos proporcione mais tempo para a reflexão sobre as coisas mais ordinárias do dia-a-dia, levando-nos a descobrir e a viver os acontecimentos antes de tudo em nós mesmos. O Tempo Comum nos fará compreender que nossa vida espiritual é um processo lento e gradual.

D. Orani João Tempesta

domingo, 8 de janeiro de 2017

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO


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Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 2,1-12


1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia,
no tempo do rei Herodes,
eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém,
2perguntando:
'Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer?
Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.'
3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado
assim como toda a cidade de Jerusalém.
4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei,
perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer.
5Eles responderam: 'Em Belém, na Judéia,
pois assim foi escrito pelo profeta:
6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum
és a menor entre as principais cidades de Judá,
porque de ti sairá um chefe
que vai ser o pastor de Israel, o meu povo.'
7Então Herodes chamou em segredo os magos
e procurou saber deles cuidadosamente
quando a estrela tinha aparecido.
8Depois os enviou a Belém, dizendo: 'Ide e procurai
obter informações exatas sobre o menino.
E, quando o encontrardes, avisai-me,
para que também eu vá adorá-lo.'
9Depois que ouviram o rei, eles partiram.
E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante
deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.
10Ao verem de novo a estrela,
os magos sentiram uma alegria muito grande.
11Quando entraram na casa,
viram o menino com Maria, sua mãe.
Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram.
Depois abriram seus cofres
e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.
12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes,
retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.
Palavra da Salvação.