domingo, 11 de dezembro de 2016

BINGO DE NATAL

Na noite de ontem aconteceu o tradicional bingo de natal com ótimos prêmios e a participação de muitas pessoas da Paróquia. 
Agradecemos aos que colaboraram com doações, aos que participaram e aos que trabalharam. Deus os abençoe!










sábado, 10 de dezembro de 2016

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

RECOMEÇAR SEMPRE


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Dom Reginaldo Andrietta
Bispo Diocesano de Jales, SP

O acidente aéreo com o time da Chapecoense e outros que os acompanhavam, causou comoção no Brasil e no mundo. Os próximos dos falecidos, por certo, se perguntam como viver, sem eles. Um trauma como este estanca emoções positivas. No entanto, desperta outras, expressas nas condolências e preces e nos belos exemplos do clube concorrente que propôs dar o título de campeão à equipe dizimada, e de outros clubes oferecendo jogadores para recompor o time.

Em meio à cultura da competição, emerge a cultura da solidariedade. Em meio ao luto ressurge o sentimento de que é preciso recomeçar. Esse sentimento nos faz pensar no ano que se finda e no novo começo representado pelo Advento, tempo no qual a Igreja se prepara para celebrar a festa da primeira vinda de Jesus, ou seja, seu nascimento, bem como sua parusia, ou seja, sua segunda vinda, pela qual resgatará completamente a humanidade.

O Advento é um tempo de revisão de vida pessoal e coletiva. Como vivemos em 2016? Quais foram nossos acertos e equívocos? Por certo, não contávamos com dores e perdas, nem desentendimentos e tantas frustrações em nossa vida social e política, tampouco em nossos relacionamentos e conosco mesmo. Almejamos sucesso, mas tivemos que enfrentar desafios, como bem o retrata um pensador desconhecido:

“Eu pedi força e Deus me deu dificuldades para me fazer forte. Eu pedi sabedoria e Deus me deu problemas para resolver. Eu pedi prosperidade e Deus me deu cérebro e músculos para trabalhar. Eu pedi amor e Deus me deu pessoas com problemas para ajudar. Eu pedi favores e Deus me deu oportunidades. Eu não recebi nada do que pedi, mas recebi tudo o que precisava.” 

Esse belo texto confirma o que Deus diz por meio do profeta Isaías: “Os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos" (Is 55,8). Muitas dificuldades que enfrentamos podem nos ter paralisado ou nos cansado. Mas, como diz um outro pensador desconhecido, “não importa onde você parou, em que momento você cansou, o que importa é que, sempre, é possível e necessário recomeçar”.

Recomecemos, portanto, a vida com novos propósitos e confiança. Confiemos a Deus nossos familiares, irmãos de comunidade, colegas de estudo e companheiros de trabalho e de luta. Confiemos a Deus nós próprios, para que sejamos permanentemente vigilantes, pois, conforme diz o evangelista Mateus, não sabemos a hora e a forma que vem o ladrão. Aliás, ladrões não faltam. Eles podem aparecer disfarçados de bons administradores.

Estejamos sobretudo de prontidão, pois “o Dia do Senhor chegará”, conforme diz o apóstolo Paulo aos Tessalonicenses, exortando-nos a estar acordados: “vocês, irmãos, não vivam em trevas, de tal modo que esse dia possa surpreendê-los, porque vocês são filhos da luz e filhos do dia” (1 Ts 5,4-5). Estejamos despertos, na luta pelo “Reino de Deus e a sua justiça!” (Mt 6,33). Nossa espera deve, portanto, ser ativa, fazendo o novo acontecer.

Por isso, necessitamos recomeçar sempre, com a mesma convicção de quem começa a luta, a exemplo de Isaías, encorajado por Deus: “Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, te ajudo e te sustento” (Isaías 41,10); contando com a inspiração de quem a conclui, a exemplo do apóstolo Paulo: “combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2 Tm 4,7).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

IMACULADA CONCEIÇÃO



Neste dia, estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant’Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”.

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: “Eu Sou a Imaculada Conceição”.

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

ACOLHER UMA NOVA VIDA


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Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

A Igreja Católica, fiel ao Evangelho da Vida, em sintonia com segmentos religiosos e da sociedade civil, trabalha para que a humanidade compreenda bem as palavras do Papa Francisco: “Quero enfatizar com todas as minhas forças que o aborto é um pecado grave, porque põe fim a uma vida humana inocente. Com a mesma força, no entanto, posso e devo afirmar que não existe nenhum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, ali onde se encontra um coração arrependido". Assim, há de se ter redobrado cuidado com o risco das relativizações interpretativas que abrem caminhos legislativos para ferir o dom absoluto da vida. É imprescindível legislar e agir com o compromisso de tecer uma nova cultura da vida humana.

Desconsiderar esse dever é provocar graves prejuízos, pois há um peso insustentável a carregar quando as dinâmicas sociais, no âmbito legislativo ou mesmo nas interações cotidianas, relativizam um compromisso que deve ser absoluto: defender a vida. Eis a tarefa que é irrenunciável. Cada pessoa precisa promover a dignidade humana. E isso significa, antes de tudo, reconhecer o direito inviolável à vida, desde a fecundação até a morte natural. Assim, grave é a porta que se abre com a recente decisão da Corte Suprema, no julgamento de um caso de aborto, que pode desencadear mudanças drásticas no tratamento desse tema delicado no horizonte mais amplo.

A interpretação da letra legislativa não pode, em hipótese alguma, possibilitar a abertura para atentados contra a vida, particularmente contra a vida de inocentes, o abominável aborto. Não se pode ajustar legislações recentes e antigas considerando apenas a busca por um simples sentido legal. É preciso precaver-se da existente tendência a se considerar normais os crimes contra a vida. Nesse cuidado, deve-se ponderar muito a respeito da situação atual, particularmente da sociedade brasileira. Um contexto, indiscutivelmente, marcado por confusões - que incluem a desarmonia entre os poderes que regem a sociedade e também os amplos setores da opinião pública que chegam a justificar crimes contra a vida em nome do direto à liberdade individual. Esses segmentos buscam não apenas a impunidade, mas a autorização por parte do Estado para a prática do aborto, com a colaboração gratuita dos serviços de saúde. 

A Justiça não pode ajudar a deteriorar a consideração sobre a vida e as relações entre as pessoas, com alterações legais de consequências graves. Diante da sacralidade da vida, o posicionamento interpretativo de um magistrado, por ser relativo, não pode ser considerado irretocável. Há de se avaliar as aberturas e a constituição de certos “direitos” que fazem a sociedade reconhecer legitimidade onde não existe. Opções, outrora consideradas unanimemente criminosas, tornam-se, pouco a pouco, socialmente aceitas. O ordenamento jurídico, a medicina e os outros setores todos devem, em primeiro lugar, defender a vida. Desconsiderar essa obrigação deforma a face da humanidade, contribuindo para fortalecer uma cultura da morte. 

Urgente é retomar valores morais que são basilares, com propriedades para evitar que a sociedade afunde na corrupção, nos atentados criminosos contra a vida, desconsiderada em seu sentido moral e espiritual. O respeito e a solidariedade devem aflorar diante das vidas inocentes interrompidas a partir do aborto e da humilhação dos pobres. Assim será possível estabelecer um novo contexto, legal e espiritual, capaz de superar as ilusórias decisões de poucos, enjaulados nos limites próprios de qualquer intérprete. Diante de seres humanos indefesos, espezinhados no seu direito fundamental à vida, em particular as crianças não nascidas, o conjunto da sociedade não pode se calar e deixar-se enganar por disfarces de progresso, de liberdades e de organização. Todos precisam reconhecer: é irrenunciável a luta pela reafirmação do valor e da inviolabilidade da vida humana. Esse é o caminho da justiça, da verdadeira liberdade, da paz e da felicidade, via que permite tecer a cultura de se acolher uma nova vida.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

SÃO NICOLAU, ROGAI POR NÓS!


São Nicolau, o Sagrado Bispo de Mira, conquistou a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração e carisma de milagres




O santo deste dia é São Nicolau, muito amado pelos cristãos e alvo de inúmeras lendas. Filho de pais ricos com profunda vida de oração, nasceu Nicolau no ano 275 em Pátara, na Ásia Menor. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam.

São Nicolau é conhecido principalmente para com os pobres, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com os necessitados. Certa vez, Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, aconselhou a prostituição, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Daí que nos países do Norte da Europa, usando da fantasia, viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças no mês de dezembro.

Sagrado Bispo de Mira, Nicolau conquistou a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração e carisma de milagres. Historiadores relatam que ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado a morte, mas felizmente se salvou em 313, pois foi publicado o edito de Milão que concedia a liberdade religiosa.

São Nicolau participou do Concilio de Nicéia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai. Entrou Nicolau no Céu em 324 ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus para que muitos milagres chegasse ao povo.

São Nicolau, rogai por nós