domingo, 6 de novembro de 2016

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO

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Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,1-12a


Naquele tempo:
1Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se.
Os discípulos aproximaram-se,
2e Jesus começou a ensiná-los:
3'Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos,
porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos,
porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos
por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos Céus.
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem
e perseguirem, e mentindo,
disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim.
12aAlegrai-vos e exultai,
porque será grande a vossa recompensa nos céus.
Palavra da Salvação.


sábado, 5 de novembro de 2016

PATRIARCA SIRÍACO DE ANTIOQUIA VISITOU O PRESIDENTE DA CNBB


“Padre George é o quinto padre que está servindo essa comunidade Sagrado Coração de Jesus dos Siríacos Católicos e nós estamos acolhendo uns números maiores de novos refugiados que estão chegando e esperamos poder atender e evangelizar de maneira melhor”, disse o patriarca. 

O arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sergio da Rocha, recebeu nesta sexta-feira, dia 4 de novembro, o patriarca siríaco de Antioquia, Inácio José Terceiro Younan, líder da Igreja Católica Siríaca, na sede da entidade, em Brasília. Em sua primeira visita ao Brasil, Inácio teve a oportunidade de encontrar várias lideranças religiosas e civis para tratar da situação que os sírios estão vivendo atualmente com conflitos e fuga de milhares de famílias que buscam refúgio em outros países. 

Visita é expressão da comunhão eclesial e momento para expressar solidariedade aos cristãos perseguidos


Dom Sergio da Rocha explicou que a visita à sede da CNBB é expressão da comunhão que os une na Igreja, “um momento em que se fortalece a união eclesial com a Igreja que está lá na Síria” e também “para expressar solidariedade com os cristãos perseguidos, particularmente com as comunidades católicas que sofrem”.

Acompanhado pelo arcebispo da cidade de Homs, na Síria, dom Teófilo Philipe Barakat, padres e assessores, o patriarca Inácio José Terceiro Younan agradeceu a oportunidade de conhecer a Conferência Episcopal do Brasil e pôde parabenizar seu presidente, dom Sergio da Rocha, por ter sido escolhido pelo papa Francisco como novo cardeal da Igreja.
Acolhida

O patriarca Siríaco de Antioquia falou da presença da Igreja Católica Siríaca no Brasil, que possui uma comunidade em Belo Horizonte (MG). A igreja do Sagrado Coração de Jesus dos Siríacos Católicos recebe os migrantes sírios desde 1925, quando uma grande quantidade pessoas chegaram ao Brasil, principalmente oriundos da cidade de Homs. Atualmente, o responsável pelo atendimento pastoral dessa comunidade é o padre George Rateb Massis (à direita na foto abaixo), que também participou da visita e entregou a dom Sergio da Rocha um panorama de acolhimento aos refugiados sírios naquela comunidade. Devido aos conflitos que acontecem na região do Oriente Médio, assim como há quase cem anos, a capital mineira volta a receber grande quantidade de migrantes da Síria.


Younan considera que a Igreja está vivendo uma “missão extra, cuidando muito bem desses refugiados com muito amor e carinho, entrando nessa situação de conflito triste e lamentável”. Ele ressaltou a presença constante e gratuita a serviço dos sírios, “dentro e fora do território do conflito e onde eles estão chegando”. 

“A nossa missão é sempre mantê-los firmes na fé e na esperança, especialmente pelo conflito e pelo tempo tão difícil e doloroso que eles estão vivendo”, expressou.

Ressaltando que não há medo de perseguições e conflitos, uma vez que “são testemunhos fixos da nossa fé”, o patriarca expôs que a angustia da Igreja Católica Siríaca e das outras lideranças religiosas é que a situação do Oriente Médio, especialmente no Iraque e na Síria, apresenta o maior perigo “de arrancar todos os cristãos da terra-mãe, das raízes da terra onde Jesus nasceu”.
Agradecimento e pedido 

Inácio José Terceiro Younan agradeceu “de coração” a colaboração da Igreja no mundo inteiro que está em estado de comunhão e apoio, tanto em orações e ajudas financeiras. Mas também fez reforçou um pedido. “Eu como patriarca, peço aos meus irmãos bispos que eles manifestem um apoio extra, que peçam para parar aquele conflito, que é motivo principal da saída de todo esse povo, especialmente numa palavra clara com toda autoridade civil em todos os países aonde eles servem e evangelizam”, reiterou.


O patriarca também ressaltou um pedido de fé para que Jesus reforce a fé e a esperança “para conseguirmos realmente firmar o nosso povo que está na Síria, no Iraque, no Oriente Médio”. “Eu creio sim que o Senhor Jesus jamais abandona o Oriente Médio e os cristãos do Oriente Médio, e sempre estão protegidos debaixo do manto de Nossa Senhora e aqui eu suplico à Nossa Senhora Aparecida, que proteja nosso povo”, continuou manifestando gratidão pela oportunidade de fazer chegar ao Brasil a realidade do povo sírio.
Apoio da Igreja no Brasil

Dom Sergio da Rocha explicou que a CNBB deve buscar a melhor forma de a Igreja no Brasil expressar o seu apoio à Igreja que está na Síria, especialmente em relação aos refugiados. “Precisamos olhar com maior atenção e procurar discernir quais os passos que devem ser dados para expressarmos de maneira mais efetiva nossa solidariedade”, explicou. 

O presidente da CNBB ainda lembrou que há no país o trabalho que já vem sendo feito pelo Serviço Pastoral do Migrante e pelo Setor Mobilidade Humana da CNBB na questão dos refugiados, mas também considerou a possibilidade se pensar de maneira mais ampla como as comunidades podem expressar melhor essa solidariedade. “Nós já realizamos no passado, inclusive, coleta em favor dos irmãos que estão na Síria, mas podemos expressar, cada vez mais, nossa solidariedade através da oração, da proximidade fraterna, da cooperação missionária e, é claro, na atenção aos refugiados”, ressaltou.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

IDENTIDADE CRISTÃ


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Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba



Celebraremos o Dia de Todos os Santos, que constitui a identidade do cristão, porque todos nós somos chamados para viver a perfeição, mesmo em situação de vulnerabilidade. Não é ser santo depois da morte, mas na história normal da vida de cada pessoa. Fomos criados para fazer o bem, praticar a justiça e viver a liberdade com atitude de responsabilidade. É daí que vem a santidade.

Os chamados “santos canonizados” chegaram a isso por alguma iniciativa, que exigiu um penoso caminho para provar os fatos que marcaram sua trajetória, que confirmam frutos de sua santidade. Significa um reconhecimento público e oficial por parte da Igreja. A partir daí suas imagens podem ser colocadas nos altares para que sejam veneradas pelos devotos, chamados a seguir seus passos.

A santidade é um dom de Deus, mas depende do bom uso da liberdade humana. Supõe discernimento no meio de inúmeros deuses da cultura consumista, que privilegia o “deus mercado” sem considerar o valor e a dignidade do ser humano. A vida deixa de ser o mais importante e é sacrificada para aumentar o bolo acumulado. Isto está muito visível nas finalidades da PEC 241, em votação.

Ser santo é ser vencedor, é ser como aquele que não se deixa levar pelas instigações da sociedade anticristã, que tem na sua base os mecanismos escusos e aliados às práticas que não condizem com os ensinamentos de Jesus Cristo. Portanto, a santidade é consequência de uma opção de vida, de compromissos concretos com o bem comum e com o bem da humanidade.

O mundo, distante do Pai, não é capaz de entender a dimensão da santidade, porque ela vai além do simples “gozar a vida”, do bem estar pessoal proclamado a todo instante pela grande mídia. É a convicção do encontro e da comunhão com Jesus Cristo que faz as pessoas se distanciarem do mal, daquilo que impede a vinculação com o número das pessoas realmente santas.

Nas bem-aventuranças do Evangelho, Jesus disse que nos bem-aventurados acontece o Reino de Deus. Esse Reino está presente na terra e tem sua plenitude na eternidade (cf Mt 5,1-12). Não é feliz e não tem o Reino quem tem tudo no mundo, faz as coisas para tapear os outros e não tem a si mesmo. O Reino tem o indicativo da cruz, do sofrimento e das perseguições.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

PAPA ESTEVE NA SUÉCIA




“Enquanto o passado não se pode modificar, aquilo que se recorda e o modo como se recorda podem ser transformados. Rezamos pela cura das nossas feridas e das lembranças que turvam a nossa visão uns dos outros. Rejeitamos categoricamente todo o ódio e violência, passados e presentes, especialmente os implementados em nome da religião”.

Catedral de Lund, 31 de outubro de 2016. Uma data para entrar na história do cristianismo. Uma celebração ecumênica, também com forte caráter penitencial, um pedido perdão pelos erros do passado e pelas divisões, e o propósito de caminhar juntos e trabalhar pelo bem da humanidade.

Uma celebração para curar a memória, para cicatrizar as feridas, para ultrapassar as barreiras levantadas ao longo dos séculos. Presentes representantes de diversas Confissões cristãs.

A procissão de ingresso na Catedral de Lund precedida pela Cruz, símbolo da viagem, feita pelo salvadorenho Christian Ayala, e que durante a celebração ocupou um local de destaque no altar, deu o tom sereno, espiritual e jubiloso da celebração.

Canções de Taizé marcaram toda a celebração ecumênica, produzindo um efeito impactante já no início com o Laudate Domini. No altar, o Papa Francisco, o Presidente e o Secretário da Federação Luterana Mundial, respectivamente Dr. Munib Younan e Martin Junge, o Cardeal Kurt Koch, a Primaz da Igreja da Suécia, Arcebispa Antje Jackelen.

O ecumenismo de sangue, que recebe frequentes referências do Papa Francisco, foi recordado no canto do Kyrie, cuja letra em aramaico foi composta pelo bispo sírio-ortodoxo Mar Gregorios Youhanna Ibrahim, sequestrado em abril de 2013 na Síria.

“Estamos aqui reunidos para redescobrir quem somos em Cristo”, disse Martin Junge, ao pronunciar-se em espanhol, lamentando a perda da unidade em Cristo. “Como seguir caminhando agora?”, perguntou.

O Papa, ao tomar a palavra, clamou pelo dom da unidade, insistindo na necessidade de um testemunho comum crível para que o mundo creia. “Com a comemoração comum da Reforma de 1517 – disse - temos uma nova oportunidade para acolher um percurso comum, que se foi configurando ao longo dos últimos cinquenta anos no diálogo ecumênico entre a Federação Luterana Mundial e a Igreja Católica. Não podemos resignar-nos com a divisão e o distanciamento que a separação gerou entre nós”.

“Com este novo olhar ao passado – observou - não pretendemos fazer uma correção inviável do que aconteceu, mas «contar essa história de maneira diferente». Peçamos ao Senhor – disse Francisco - que a sua Palavra nos mantenha unidos, porque Ela é fonte de alimento e vida; sem a sua inspiração, nada podemos fazer.

Na Declaração comum assinada pelo Papa Francisco e pelo Presidente da Federação Luterana Mundial, é lançado um apelo “a todas as paróquias e comunidades luteranas e católicas” do mundo inteiro para que sejam “corajosas e criativas, alegres e cheias de esperança no seu compromisso de prosseguir na grande aventura que nos espera. Mais do que os conflitos do passado – afirma o texto - há de ser o dom divino da unidade entre nós a guiar a colaboração e a aprofundar a nossa solidariedade”.

Pouco antes das 16 horas, hora local, a Cruz com a procissão deixa o altar da Catedral da Lund ao som de júbilo do Laudate Dominum, de Taizé, numa celebração histórica que reafirmou o propósito de continuar e solidificar o caminho comum rumo a um futuro de unidade.

Encontro com a Família Real

Antes da oração na Catedral, o Papa Francisco fez uma uma visita de cortesia à Família Real sueca. Ao chegar no Palácio, pouco antes do Pontífice, o Rei Carl XVI Gustav e a Rainha Silvia foram ovacionados pelos presentes no parque circundante, marcado pelas cores do outono. Na chegada do Papa, por sua vez, foi a comunidade latino-americana presente na Suécia a saudá-lo em espanhol, com o tradicional “se vê, se sente, o Papa está presente”.

Após o encontro, que durou cerca de 20 minutos, Francisco e o casal real foram saudados por um grupo de coroinhas luteranos e católicos diante do Palácio, encaminhando-se então, à pé até a Catedral, distante cerca de 100 metros. Ao longo do percurso, Francisco beijou crianças, saudou e conversou com os presentes. Não faltaram bandeiras da Argentina.

De Lund na Suécia, Jackson Erpen
Com informações da Rádio Vaticano

A DECLARAÇÃO DE NULIDADE DE UM MATRIMÔNIO


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

DIA DE FINADOS


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É uma antiquíssima tradição da Igreja Católica rezar por todos os fiéis falecidos no dia 2 de novembro. A todos os que morreram “no sinal da fé” a Igreja reserva um lugar importante na Liturgia: há uma lembrança diária na Missa, com o Memento (= lembrança) dos mortos, e no Ofício divino. No dia de Finados a Igreja autoriza que cada sacerdote possa celebrar três Missas em sufrágio das almas dos falecidos. Essa foi uma concessão do Papa Bento XV em 1915, quando durante a Primeira Guerra Mundial, julgou oportuno estender a toda Igreja este privilégio de que gozavam a Espanha, Portugal e a América Latina desde o séc. XVIII.

Com a lembrança dos falecidos a Igreja quer lembrar a grande verdade, baseada na Revelação: a existência da Igreja triunfante no Céu; padecente no Purgatório e a militante na terra. O Purgatório é o estado intermediário, mas temporário “onde o espírito humano se purifica e se torna apto ao céu”.

Os primeiros vestígios de uma comemoração coletiva de todos os fiéis defuntos são encontrados em Sevilha (Espanha) no séc. VII, em Fulda (Alemanha) no séc. IX. A comemoração oficial dos falecidos é devida ao abade de Cluny, santo Odilon, em 998, mas, muito antes, em toda parte se celebrava a festa de todos os santos e o dia seguinte era dedicado a memória dos fiéis falecidos. Mas o fato de que milhares de mosteiros beneditinos dependessem de Cluny favoreceu a ampla difusão da comemoração. Depois em Roma, em 1311, foi sancionada oficialmente a memória dos falecidos.

A Tradição da Igreja está repleta de ensinamentos sobre a oração pelos mortos. S. João Crisóstomo (349-407), bispo e doutor da Igreja, já no século IV recomendava orar pelos falecidos: “Levemos-lhe socorro e celebremos a sua memória… Porque duvidar que as nossas oferendas em favor dos mortos lhes leva alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer as nossas orações por eles” (Hom. 1Cor 41,15).

“Os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e esta lhes presta grande auxílio e real utilidade” (In Philipp. III 4, PG 62, 204).

Tertuliano (†220) – Bispo de Cartago, diz: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágio todos os dias aniversários de sua morte” (De monogamia, 10).

Tertuliano atesta o uso de sufrágios na liturgia oficial de Cartago, que era um dos principais centros do cristianismo no século III: “Durante a morte e o sepultamento de um fiel, este fora beneficiado com a oração do sacerdote da Igreja”. (De anima 51; PR, ibidem)

São Cipriano (†258), bispo de Cartago, refere-se à oferta do sacrifício eucarístico em sufrágio dos defuntos como costume recebido da herança dos bispos seus antecessores (cf. epist. 1,2). Nas suas epístolas é comum encontrar a expressão: “oferecer o sacrifício por alguém ou por ocasião dos funerais de alguém”. (Revista PR, 264, 1982, pag. 50 e 51; PR ibidem)

Falando da vida de Cartago, no século III, afirma Vacandart: “Podemos de certo modo conceber o que terá sido a vida religiosa de Cartago em meados do século III. Aí vemos o clero e os fiéis a cercar o altar… ouvimos os nomes dos defuntos lidos pelo diácono e o pedido de que o bispo ore por esses fiéis falecidos; vemos os cristãos… voltar para casa reconfortados pela mensagem de que o irmão falecido repousa na unidade da Igreja e na paz do Cristo.” (Revue de Clergé Français 1907 t. Lil 151; PR, ibidem)

São Cirilo, bispo de Jerusalém (†386), disse: “Enfim, também rezamos pelos santos padres e bispos e defuntos e por todos em geral que entre nós viveram; crendo que este será o maior auxílio para aquelas almas, por quem se reza, enquanto jaz diante de nós a santa e tremenda vítima”(Catequeses. Mistagógicas. 5, 9, 10, Ed. Vozes, 1977, pg. 38).

Desde os primeiros séculos a Igreja reza pelos falecidos. No segundo livro de Macabeus, da Bíblia, encontramos esta recomendação: “É coisa santa e salutar lembrar-se de orar pelos defuntos, para que fiquem livres de seus pecados”. (2Mac 12,46)

Não só é coisa santa rezar pelos falecidos, mas o dia de finados é uma oportunidade para todos refletirem sobre a morte: “Bem-aventurado o homem que, quando o Senhor vier buscá-lo, estiver preparado”.

No dia de Finados, não festejamos a morte, mas a vida após a morte, a ressurreição que Cristo nos conquistou com sua morte e Ressurreição. O Catecismo da Igreja lembra que: “Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos…”(CIC, § 958)

“A nossa oração por eles [no Purgatório] pode não somente ajudá-los, mas também torna eficaz a sua intercessão por nós”. (CIC, § 958)

Falando dos falecidos disse um dia o Papa João Paulo II: “Numa misteriosa troca de dons, eles [no Purgatório] intercedem por nós e nós oferecemos por eles a nossa oração de sufrágio.“ ( LR de 08/11/92, p. 11)

“A tradição da Igreja exortou sempre a rezar pelos mortos. O fundamento da oração de sufrágio encontra-se na comunhão do Corpo Místico… Por conseguinte, recomenda a visita aos cemitérios, o adorno dos sepulcros e o sufrágio, como testemunho de esperança confiante, apesar dos sofrimentos pela separação dos entes queridos” (LR, n. 45, de 10/11/91).

Portanto, o Papa João Paulo II deixou bem claro que as almas do Purgatório também rezam por nós. E mostrou também que é importante ir ao Cemitério e enfeitar os túmulos dos falecidos como sinal de nossa esperança na ressurreição.