segunda-feira, 6 de julho de 2015

SANTA MARIA GORETTI

A Igreja, neste dia, celebra a virgem e mártir que encantou e continua enriquecendo os cristãos com seu testemunho de “sim” a Deus e “não” ao pecado. Nascida em Corinaldo, centro da Itália, era de família pobre, numerosa e camponesa, mas muito temente a Deus.
Com a morte do pai, Maria Goretti, com os seus, foram morar num local perto de Roma, sob o mesmo teto de uma família composta por um pai viúvo e dois filhos, sendo um deles Alexandre. Aconteceu que este jovem por várias vezes tentou seduzir Goretti, que ficava em casa para cuidar dos irmãozinhos. E por ser uma menina temente a Deus, sua resposta era cheia de maturidade: “Não, não, Deus não quer; é pecado!”
Santa Maria Goretti, certa vez, estava em casa e em oração, por isso quando o jovem, que era de maior estatura e idade, tentou novamente seduzi-la, Goretti resistiu com mais um grande não. A resposta de Alexandre foram 14 facadas, enquanto da parte de Goretti, percebemos a santidade, na confidência à sua mãe: “Sim, o perdôo… Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa… Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna”.
O martírio desta adolescente, de apenas 12 anos, foi a causa da conversão do jovem assassino, que depois de sair da cadeia esteve com as 400 mil pessoas, na Praça de São Pedro, na ocasião da canonização dessa santa, e ao lado da mãe dela, que o perdoou também.
Santa Maria Goretti manteve-se pura e santa por causa do seu amor a Deus, por isso na glória reina com Cristo.

Santa Maria Goretti, rogai por nós!

domingo, 5 de julho de 2015

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO


 Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6


Naquele tempo:
1Jesus foi a Nazaré, sua terra,
e seus discípulos o acompanharam.
2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga.
Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam:
'De onde recebeu ele tudo isto?
Como conseguiu tanta sabedoria?
E esses grandes milagres
que são realizados por suas mãos?
3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria
e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão?
Suas irmãs não moram aqui conosco?'
E ficaram escandalizados por causa dele.
4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado
em sua pátria, entre seus parentes e familiares'.
5E ali não pôde fazer milagre algum.
Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
6E admirou-se com a falta de fé deles.
Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.
Palavra da Salvação.

sábado, 4 de julho de 2015

COMO AJUDAR UM DEPENDENTE QUÍMICO?

No primeiro estágio da dependência química, a pessoa não considera ruim o uso que faz dos entorpecentes
A vida acontece num processo contínuo; é movimento, é mudança. E as pessoas, para mudar, precisam se sentir prontas e decididas pela transformação. O modelo dos estágios de mudança (a pré-contemplação, a contemplação, a preparação, a ação, a manutenção e a recaída) é uma das muitas formas usadas no tratamento da saúde mental para preparar alguém para a transformação.

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com


De modo geral, há cinco princípios norteadores para a abordagem motivacional:
1. Expressar empatia – Por meio de uma escuta reflexiva, você acolhe e compreende o ponto de vista do outro sem necessariamente concordar com ele. Frases como “entendo o que você diz” ou “partindo do seu ponto de vista” são valiosos instrumentos a serem usados nesse princípio.
2. Desenvolver a discrepância – Mostre a diferença entre seu comportamento, suas metas e o que ele pensa que deveria fazer para alcançá-las. Em meu consultório, costumo usar a figura do “caminho”, ilustrando onde ele está agora, aonde quer chegar, qual o melhor trajeto a percorrer para atingir o ponto de chegada.
3. Evitar a confrontação – A pessoa deve ser sempre “convidada a pensar sobre o assunto”. Faça uso de perguntas como: O que você pensa sobre isso? Podemos pensar juntos em um plano de mudanças de hábito?
4. Lidar com a resistência – Aquele que precisa de nossa ajuda pode resistir às sugestões ou propostas que você fizer. Seja compreensivo e aguarde vir dele a decisão de quando e como mudar. Forneça informações que o ajude a considerar novas e diferentes alternativas. Exemplificando, ao abordar alguém que faz uso abusivo ou nocivo de álcool, esclareço sobre os danos do consumo de alto risco, as doses de bebidas consideradas seguras pelos especialistas e a diferença no teor de álcool que cada bebida contém. Aguardo que ele me interrogue: “O que fazer e como parar?”.
5. Fortalecer a autoeficácia – Esse princípio está relacionado à motivação da fé que a pessoa tem em si mesma, em sua capacidade de mudança. Encorajar e estimular cada passo são atos importantes para que ela se sinta fortalecida e permaneça firme no decorrer do caminho.
Após nos aprofundarmos nesses princípios, vamos refletir sobre o primeiro estágio, que é a pré-contemplação. Nele, a pessoa não considera ruim o uso que faz da substância. É aquele usuário feliz que não vê seu comportamento como um risco para a sua saúde, a de seus familiares e da sociedade. O que fazer nesse estágio? A informação aqui ainda é o melhor instrumento a ser utilizado. Conscientizemos e esclareçamos sem nos impor. Deixemos o primeiro passo partir dele. Depois, façamos recomendações ou o motivemos em estratégias para reduzir ou cessar o consumo. Esse será o ponto de partida da próxima etapa: a contemplação. Por enquanto, resta-nos observar o discreto movimento do rolar da pedra.

Dra. Érika Vilela

Cancaonova.com

sexta-feira, 3 de julho de 2015

EXPOCATÓLICA 2015



Começou ontem no Expo Center Norte (Vila Guilherme) a EXPOCATÓLICA 2015: Feira Internacional de Produtos e Serviços para Igrejas e para o Turismo Religioso, é a maior vitrine do segmento no Brasil. Com o objetivo de promover o mercado de produtos e serviços dirigidos ao mercado católico, tais como livros, artigos religiosos, serviços para igrejas, além do turismo e da educação católicas.
Criada em 2002, a ExpoCatólica – Feira Internacional de Produtos e Serviços para Igrejas e Turismo Religioso, recebe compradores dos setores de livrarias e lojas de artigos religiosos, lojas de presentes e distribuidores atacadistas de livros e artigos sacros do Brasil, além de milhares de padres, bispos, diáconos, religiosos (as), formadores de opinião e também leigos que trabalham nas igrejas e são responsáveis por compras. Profissionais de turismo e promotores de romarias vistam em busca dos destinos religiosos. Escolas e casas religiosas católicas do Brasil também participam da Feira, bem como compradores internacionais que vem em busca de produtos brasileiros para importarem nos seus países.

Nossa Paróquia esteve representada na abertura do evento: 

Mônica Migueli, Márcia Oliveira e Pe. Júlio Cesar com 
D. Eduardo (Vigário Episcopal da Região Sé)



SÃO TOMÉ, ROGAI POR NÓS!

Celebramos hoje, a festa de São Tomé.
Pertenceu ao grupo dos doze apóstolos. O Senhor o chamou dentro de sua realidade, com suas fraquezas e até com suas crises de fé.
Nosso Senhor Jesus revelou a nós coisas maravilhosas através de São Tomé:
“Tomé lhe disse: ‘Senhor, nós nem sabemos para onde vais, como poderíamos saber o caminho?’ Jesus lhe disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai a não ser por mim” (Jo 14,6).
Tomé nunca teve medo de expor a realidade de sua fé e de sua razão, que queria saber cada vez mais e melhor. Quando Jesus apareceu aos apóstolos ao ressuscitar, Tomé não estava ali, e aí encontramos seu testemunho: “Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,26-28).
O Papa São Gregório Magno meditando essa realidade de São Tomé diz: “A incredulidade de Tomé não foi um acaso, mas prevista nos planos de Deus. O discípulo, que, duvidando da Ressurreição do Mestre, pôs as mãos nas chagas do mesmo, curou com isso a ferida da nossa incredulidade”.
Segundo a Tradição, Tomé teria ido, depois de Pentecostes, evangelizar pelo Oriente e Índia onde morreu martirizado, ou seja, morreu por amor, testemunhando a sua fé.


São Tomé, rogai por nós !

quinta-feira, 2 de julho de 2015

PAPA CRIA SECRETARIA PARA COMUNICAÇÃO

Com uma Carta Apostólica em forma de “Motu proprio”, o Papa Francisco institui no sábado, 27, um novo Dicastério da Cúria Romana: a Secretaria para a Comunicação.
Depois de examinar relatórios e de ouvir o parecer unânime do Conselho de Cardeais, o Pontífice assim motivou a sua decisão: “O atual contexto comunicativo, caracterizado pela presença e pelo desenvolvimento das mídias digitais, pelos fatores da convergência e da interatividade, requer uma reformulação do sistema informativo da Santa Sé e uma reorganização que proceda decididamente rumo a uma integração e gestão unitária”.
Para melhor servir
Deste modo, o Papa considera que todas os organismos que até o momento se ocuparam da comunicação sejam incorporadas num novo Dicastério da Cúria Romana, para responder “sempre melhor às exigências da missão da Igreja”.
Integram o novo Dicastério os seguintes organismos: Pontifício Conselho das Comunicações Sociais; Sala de Imprensa da Santa Sé; Serviço Internet Vaticano; Rádio Vaticano; Centro Televisivo Vaticano; L’Osservatore Romano; Tipografia Vaticana; Serviço Fotográfico; Livraria Editora Vaticana.
Esses organismos prosseguem suas próprias atividades, seguindo as indicações oferecidas pela Secretaria para a Comunicação, que a partir de agora assumirá também a gestão do site institucional da Santa Sé e o serviço Twitter do Papa: @pontifex
A Secretaria para a Comunicação iniciará suas funções no dia 29 de junho próximo, tendo como sede provisória a Rádio Vaticano. 
Responsáveis
O Papa nomeou como novo prefeito da Secretaria o atual diretor do Centro Televisivo Vaticano, Monsenhor Dario Edoardo Viganò; e como secretário o responsável pelo Serviço Internet Vaticano, Monsenhor Lucio Adrian Ruiz. O giretor-geral será Dr. Paolo Nusiner, responsável pelo jornal Avvenire; e o vice-diretor o Dr. Giacomo Ghisani, responsável pelas Relações Internacionais da Rádio Vaticano.

fonte:  ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O QUE SE ENTENDE POR SACRAMENTO?


Pe. Gregório Lutz, CSSp

                Muitos católicos dizem que os sacramentos são sinais de graça. Alguns dizem com mais precisão que são sinais eficazes de graça. Outros acrescentarão que foram instituídos por Jesus Cristo. E certamente não faltará quem diz que existem sete sacramentos, e os enumera: Batismo, confirmação, eucaristia, penitência, unção dos enfermos, ordem e matrimônio. Mas assim é realmente claro o que é um sacramento?

                Para conseguirmos mais clareza, olhemos uma vez como se realiza um sacramento, por exemplo, o batismo, um casamento ou uma celebração da eucaristia! Há sempre um grupo grande ou pequeno de pessoas reunidas que ouvem a Palavra de Deus e a ela respondem em oração e canto, e há sempre também um rito, gestos e sinais, acompanhados por palavras que dizem o que este gesto significa. Tal significado vai sempre além da simples ação física. A ação sacramental opera a salvação, leva a ação salvífica de Cristo aqui e agora a efeito nas pessoas que celebram o sacramento. Esta eficácia dos sacramentos é evidentemente obra divina que se dá através das ações simbólicas dos ministros dos sacramentos, e não sem a cooperação da assembléia dos fiéis e, sobretudo, daqueles que recebem um sacramento. Estes devem se abrir para o dom da graça que Deus lhes quer dar no respectivo sacramento. E toda a comunidade reunida participa da ação sacramental, pelo menos ouvindo a Palavra de Deus e respondendo a ela em ação de graças e louvor, assim como em súplica e intercessão.

                A instituição dos sacramentos por Jesus Cristo procurava-se - e muitos ainda procuram - prová-la para cada sacramento do Novo Testamento. Isso é possível para o batismo e a eucaristia, talvez ainda para a penitência; para os outros sacramentos é mais difícil ou impossível. Mas, sobretudo a partir do Concílio Vaticano II, a origem dos sacramentos em Jesus Cristo não se vê como instituição jurídica, mas como um nascimento do próprio Jesus.


                Reflexões posteriores mais detalhadas sobre a origem dos sacramentos, sua estrutura em sinais e palavras, e a ação sacramental em conjunto de Deus e da Igreja, nos ajudarão a entender ainda melhor o que é mesmo um sacramento.