quarta-feira, 17 de junho de 2015

REGIONAL DOS BISPOS DE SÃO PAULO DIVULGAM NOTA SOBRE OS ACONTECIMENTOS DA "PARADA GAY"

Os bispos do regional Sul 1 da CNBB, reunidos por ocasião da 78ª Assembleia Anual, em Aparecida (SP), dias 10 e 11 de junho, emitiram mensagem aos católicos e a todos os cidadãos, diante dos acontecimentos da recente “parada gay”, no domingo, 7, em São Paulo. No texto, os bispos consideram que houve “desrespeito à consciência religiosa” do povo e “ao símbolo da maior fé cristã, Jesus crucificado”. O episcopado, afirmou, ainda, que “todo ato de desrespeito a símbolos, orações e liturgias das religiões constituiu crime previsto pelo Código Penal”. Confira a íntegra da mensagem:

  


 MENSAGEM AOS CATÓLICOS E A TODOS OS CIDADÃOS
Nós, Bispos Católicos das Dioceses do Estado de São Paulo, reunidos na 78ª Assembleia do Regional Sul I da CNBB, diante dos acontecimentos da recente “parada gay 2015”, ocorrida na cidade de São Paulo, com claras manifestações de desrespeito à consciência religiosa de nosso povo e ao símbolo maior da fé cristã, Jesus crucificado, em nome da verdade que cremos, vimos através desta, como pastores do Povo de Deus:
Afirmar que a fé cristã e católica, e outras expressões de fé encontram defesa e guarida na Constituição Federal: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” (artigo 5º, inciso VI).
Lembrar que todo ato de desrespeito a símbolos, orações, pessoas e liturgias das religiões constitui crime previsto no Código Penal: “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” (Art. 208 do Código Penal).
Apelar aos responsáveis pelo Poder Público, guardiães da Constituição e responsáveis pela ordem social e pelo estado democrático de direito, que defendam o direito agredido.
Expressar nosso repúdio diante dos lamentáveis atos de desrespeito ocorridos; queremos contribuir com o bem-estar da sociedade, pois somos, por força do Evangelho, construtores e promotores da liberdade e da paz.
Manifestar nossa estranheza ao constatar um evento, como citado seja autorizado e patrocinado pelo poder público, e utilizado para promover atos que afrontam claramente o estado de direito que a Constituição garante.
Lembrar a todos as atitudes firmes do Papa Francisco quanto ao respeito pelo ser humano, aos mais pobres, aos mais simples, à religiosidade popular.
Recordar aos católicos que a profanação de símbolos religiosos pede de nós um ato de desagravo e de satisfação religiosa, pela oração e pela penitência, pedindo ao Senhor Deus perdão pelos pecados cometidos e a conversão dos corações.
Reafirmar, iluminados pelo Evangelho e conduzidos pelo Espírito Santo, nosso respeito a todas as pessoas, também a quem pensa diferente de nós. E convidamos os católicos e pessoas de boa vontade a contribuírem, em tudo, para a edificação da justiça e da paz, do respeito a Deus e ao próximo.
Por fim, confirmamos nosso seguimento a Jesus Cristo e damos testemunho da beleza de nossa fé católica, na certeza de que, assim, contribuímos para o bem da sociedade, anunciando o que de melhor recebemos: Jesus Cristo crucificado, “força e sabedoria de Deus” (1Cor 1,23s), fonte de toda misericórdia.

Aparecida, 11 de junho de 2015.
Memória Litúrgica do Apóstolo São Barnabé


Dom Odilo Pedro Scherer
Presidente do Regional Sul 1 – CNBB


Dom Moacir Silva
Vice-Presidente do Regional Sul 1 – CNBB



Dom Tarcísio Scaramussa
Secretário do Regional Sul 1 – CNBB

domingo, 14 de junho de 2015

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO



Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,26-34

Naquele tempo:
26 Jesus disse à multidão:
'O Reino de Deus
é como quando alguém espalha a semente na terra.
27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia,
e a semente vai germinando e crescendo,
mas ele não sabe como isso acontece.
28 A terra, por si mesma, produz o fruto:
primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga
e, por fim, os grãos que enchem a espiga.
29 Quando as espigas estão maduras,
o homem mete logo a foice,
porque o tempo da colheita chegou'.
30 E Jesus continuou:
'Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus?
Que parábola usaremos para representá-lo?
31 O Reino de Deus é como um grão de mostarda
que, ao ser semeado na terra,
é a menor de todas as sementes da terra.
32 Quando é semeado, cresce
e se torna maior do que todas as hortaliças,
e estende ramos tão grandes,
que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra'.
33 Jesus anunciava a Palavra
usando muitas parábolas como estas,
conforme eles podiam compreender.
34E só lhes falava por meio de parábolas,
mas, quando estava sozinho com os discípulos,
explicava tudo.
Palavra da Salvação.

sábado, 13 de junho de 2015

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Depois de termos celebrado a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, celebramos a memória do Imaculado Coração de Maria. Esta memória ao Imaculado Coração de Maria não é nova na Igreja; tem as suas profundas raízes no Evangelho que repetidamente chama a nossa atenção para o Coração da Mãe de Deus. Por isto na Tradição Viva da Igreja encontramos confirmada pelos Santos Padres, Místicos da Idade Média, Santos, Teólogos e Papas como o nosso João Paulo II.

“Depois ele desceu com eles para Nazaré; era-lhes submisso; e a sua mãe guardava todos esses acontecimentos em seu coração”. Estes relato bíblico que se encontra no Evangelho segundo São Lucas, une-se ao do canto de Louvor – Magnificat – a compaixão e intercessão diante do vinho que havia acabado e a presença de Maria de pé junto a Cruz, para assim nos revelar a sintonia do Imaculado Coração de Maria para com o Sagrado Coração de Jesus. Dentre os santos se destacou como apóstolo desta devoção São João Eudes, e dentre os Papas que propagaram esta devoção de se destaca Pio XII que em 1942 consagrou o mundo inteiro ao Coração Imaculado de Maria.
As aparições de Nossa Senhora em Fátima – Portugal- no ano de 1917, de tal forma espalhou a devoção ao Coração de Maria que o Cardeal local disse: “Qual é precisamente a mensagem de Fátima? Creio que poderá resumir-se nestes termos: a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo atual, para o salvar”. Desta forma pudemos conhecer do Céu que o Pai e Jesus querem estabelecer no mundo inteiro a devoção do Imaculado Coração que encontra fundamentada na Consagração e Reparação a este Coração que no final Triunfará.

Imaculado Coração de Maria …sede a nossa salvação!




SANTO ANTÔNIO, ROGAI POR NÓS.

Hoje, celebraremos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.
Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.
Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.

Santo Antônio, rogai por nós!


sexta-feira, 12 de junho de 2015

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem a sua origem na própria Sagrada Escritura. O coração é uma das maneiras para falar do infinito amor de Deus por nós. Este amor encontra seu ápice com a vinda de Jesus.
Nosso querido São João Paulo II sempre cultivou esta devoção, e incentivou a todos que desejavam crescer  na amizade com Jesus. Em 1980, no dia do Sagrado Coração, afirmou: “Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor especial, em torno do mistério do Coração de Cristo. Quero hoje dirigir juntamente convosco o olhar dos nossos corações para o ministério desse Coração. Ele falou-me desde a minha juventude. Cada ano volto a este mistério no ritmo litúrgico do
tempo da Igreja.”

O que Ele nos pede é a consequência lógica do que se dignou nos revelar. Quer dizer, seu amoroso Coração ferido pelas nossas infidelidades, fere por sua vez os nossos. Destes, tão duros e frios, Ele espera contrição, arrependimento e firmes propósitos de honrá-Lo em toda a medida que nos seja possível.
Ele deseja, portanto:
* Uma solene retratação de nossa parte, pedindo-Lhe perdão por cada um de nós e por todo o mundo;
* A Comunhão reparadora, na qual nos esforçamos em confortar o Coração do Mestre, tão desprezado;
* A Comunhão especialmente reparadora das primeiras sexta-feiras de cada mês;
* A instituição de uma festa especial em honra de seu Coração, para agradecer-Lhe por seu amor e Lhe pedir perdão por nossas ingratidões e tibiezas;
* A prática da Hora Santa, quando nos unimos às dores de sua agonia no Horto das Oliveiras;
* A veneração à imagem de seu Coração Sagrado;
* A consagração pessoal a Ele, maduramente refletida e de plena vontade, como sinal de aliança definitiva;
* E, finalmente, a propagação do culto ao Sagrado Coração e de seu Reino.
É muito necessário ressaltar o espírito de desagravo inerente aos pedidos do Divino Salvador. A chaga aberta em seu Coração adorável não cessa de sangrar, sempre renovada pela maldade humana. E só poderemos corresponder ao seu infinito amor por nós se procurarmos estancar esse sangue, se nos esforçarmos em aliviar suas dores, tributando-Lhe amor, respeito e, sobretudo, reparação. É através desta que a devoção ao Coração de Jesus adquire todo o seu sentido e alcança seu pleno florescimento.
Se, porém, de um lado Nosso Senhor anseia pela correspondência dos homens aos apelos de seu amor, de outro tem para eles reservadas as mais preciosas dádivas de sua inexaurível misericórdia. As promessas divinas refulgem como jóias celestiais, feitas de consolação e esperança. Jesus assegura:
* Que todos os seus devotos e a Ele consagrados não se condenarão jamais;
* Que seus apóstolos possuirão o dom de tocar os corações mais empedernidos;
* Que as almas tíbias tornar-se-ão fervorosas, e as fervorosas, perfeitas;
* Que Ele espalhará com abundância suas bênçãos em todos os lugares onde seja exposta e venerada a imagem de seu divino Coração;
* Que Ele reunirá as famílias divididas, protegerá e socorrerá aquelas que se encontrem em dificuldades e para Ele se voltem com confiança;
* Que difundirá a suave unção de sua ardente caridade sobre todas as Comunidades que O honrem e se coloquem sob a sua especial proteção.
* E, por fim, o dom em que mais reluz a generosidade divina: "Prometo-te - afirma Jesus a Santa Margarida-Maria -, na excessiva misericórdia de meu Coração, que meu amor onipotente concederá a todos os que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos, a graça da penitência final; não morrerão de modo algum na minha desgraça e sem receber os Sacramentos, tornando-se meu divino Coração o seu asilo seguro nesse último momento".
Temos, assim, uma idéia da mensagem no seu conjunto, com a tocante revelação do insondável amor do Coração de Jesus e de sua ferida íntima, seus paternais pedidos, e suas consoladoras promessas para aqueles que, humilde e fervorosamente, corresponderem a seus divinos apelos.
É ao coração de cada um de nós que Nosso Senhor nos fala, do fundo de seu próprio Coração Sagrado. Por conseguinte, não é apenas de nossos lábios ou de nossas atitudes exteriores que Ele deseja uma resposta, e sim do mais recôndito de nossas almas. Esforcemo-nos em atendê-Lo, em desagravá-Lo de tantas chagas que Lhe causam os pecados do mundo, para sermos dignos de suas celestiais misericórdias, de seu incomensurável amor que "repousa perdoando".

FONTE: ("Sagrado Coração de Jesus, Tesouro de Bondade e Amor", Mons. João Clá Dias, EP)