sexta-feira, 3 de abril de 2015
SEXTA-FEIRA SANTA
Neste dia, que os antigos chamavam de “Sexta-feira Maior”,
quando celebramos a Paixão e Morte de Jesus, o silêncio, o jejum e a oração
devem marcar este momento. Ao contrário do que muitos pensam, a Paixão não deve
ser vivida em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da
morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos,
ressurgindo para a vida eterna.
É preciso manter um “silêncio interior” aliado ao jejum e à
abstinência de carne. Deve ser um dia de meditação, de contemplação do amor de
Deus que nos “deu o Seu Filho único para que quem n’Ele crer não pereça, mas
tenha a vida eterna” (Jo 3,16). É um dia em que as diversões devem ser
suspensas, os prazeres, mesmo que legítimos, devem ser evitados.
Uma prática de piedade valiosa é meditar a
dolorosa Paixão do Senhor, se possível diante do sacrário, na igreja, usando a
narração que os quatro evangelistas fizeram.
Outra possibilidade será usar um livro para meditação como
“A Paixão de Cristo segundo o cirurgião”, no qual o Dr. Pierre Barbet, francês,
depois de estudar por mais de vinte anos a Paixão, narra com detalhes o
sofrimento de Cristo. Tudo isso deve nos levar a amar profundamente Jesus
Crucificado, que se esvaziou totalmente para nos salvar de modo tão terrível.
Essa meditação também precisa nos levar à associação com a Paixão do Senhor, no
sentido de tomar a decisão de “gastar a vida” pela salvação dos outros. Dar a
vida pelos outros, como o Senhor deu a Sua vida por nós. “Amor só se paga com
amor”, diz São João da Cruz.
A meditação da Paixão do Senhor deve mostrar-nos o quanto é
hediondo o pecado. É contemplando o Senhor na cruz, destruído, flagelado,
coroado de espinhos, abandonado, caluniado, agonizante até a morte, que
entendemos quão terrível é o pecado. Não é sem razão que o Catecismo diz que
pecado é “a pior realidade para o mundo, para o pecador e para a Igreja”. É por
isso que Cristo veio a este mundo para ser imolado como o “Cordeiro de Deus que
tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Só Ele poderia oferecer à Justiça Divina uma
oblação de valor infinito que reparasse todos os pecados de todos os homens de
todos os tempos e lugares.
O ponto alto da Sexta Feira Santa é a celebração das 15
horas, horário em que Jesus foi morto. É a principal cerimônia do dia: a Paixão
do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e
comunhão eucarística. Nas leituras, meditamos a Paixão do Senhor, narrada pelo
evangelista São João (cap. 18), mas também prevista pelos profetas que
anunciaram os sofrimentos do Servo de Javé. Isaías (52,13-53) coloca, diante de
nossos olhos, “o Homem das dores”, “desprezado como o último dos mortais”,
“ferido por causa dos nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes”.
Deus morreu por nós em forma humana.
Neste dia, podemos também meditar, com profundidade, as
“Sete Palavras de Cristo na Cruz” antes de sua morte. É como um testamento
d’Ele:
“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”
“Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”
“Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”
“Tenho Sede!”
“Eli, Eli, lema sabachtani? – Meus Deus, meus Deus, por que me
abandonastes?”
“Tudo está consumado!”
“Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
QUARTA-FEIRA SANTA
A quarta feira Santa em nossa paróquia foi marcada pela oração do Terço da Misericórdia e Confissões das pessoas que receberiam o Sacramento da Unção dos Enfermos. Logo em seguida, celebramos a missa rezando pelos enfermos de nossa Paróquia e os idosos e enfermos receberam a Unção.
No ritual da unção dos enfermos encontra-se
a seguinte petição a Deus: “Por esta santa Unção e pela Sua infinita
misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para
que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na Sua misericórdia, alivie os
teus sofrimentos”. Esta oração contém o objeto central desse sacramento, ou
seja, confere a ele uma graça especial que une mais intimamente o
doente a Cristo.
Jesus veio para revelar o amor de Deus. Frequentemente
faz isso nas áreas e situações em que nos sentimos especialmente
ameaçados em função da fragilidade de nossa vida, devido às doenças, morte,
etc.. Deus Pai quer que nos tornemos saudáveis no corpo e na alma e
reconheçamos nisso a instauração do Reino d’Ele. Por vezes, só com a
experiência da enfermidade percebemos que precisamos do Senhor mais do que
tudo. Não temos vida, a não ser em Cristo. Por isso os doentes e os
pecadores têm um especial instinto para perceber o que é essencial.
No Antigo Testamento, o homem doente experimenta os seus
limites e, ao mesmo tempo, percebe que a doença está ligada misteriosamente ao
pecado. Os profetas intuíram que a enfermidade poderia ter também um valor
redentor em relação aos próprios pecados e aos dos outros. Assim, a doença era
vivida diante de Deus, do qual o homem implorava a cura. No Novo Testamento
eram os enfermos que procuravam a proximidade de Jesus, procurando
“tocá-Lo, pois d’Ele saía uma força que a todos curava” (Lc 6,19). A compaixão
de Jesus Cristo pelos doentes e as numerosas curas de enfermos são um
claro sinal de que, com Ele, chegou o Reino de Deus e a vitória sobre o pecado,
o sofrimento e a morte. Com a Paixão e Morte o Senhor dá um novo sentido
ao sofrimento, o qual, se for unido ao d’Ele, pode ser meio de purificação e de
salvação para nós e para os outros.
A Igreja, tendo
recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, procura pôr isso em prática
com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela
possui, sobretudo, um sacramento específico em favor dos enfermos, instituído
pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago: «Quem está doente, chame a si os
presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo no nome
do Senhor» (Tg 5,14-15).
Desta forma, o sacramento da unção dos enfermos pode ser
recebido pelo fiel que começa a se sentir em perigo de morte por doença ou
velhice. O mesmo fiel pode recebê-lo também outras vezes se a doença se agravar
ou então no caso doutra enfermidade grave. A celebração desse sacramento, se
possível, deve ser precedida pela confissão individual do doente. A
celebração deste sacramento consiste essencialmente na unção com óleo benzido,
se possível, pelo bispo, na fronte e nas mãos do enfermo (no rito romano, ou
também noutras partes do corpo segundo outros ritos), acompanhada da oração do
sacerdote, que implora a graça especial desse sacramento. Ele só pode ser
administrado pelos sacerdotes (bispos ou presbíteros).
Este sacramento confere uma graça especial que une mais
intimamente o doente à Paixão de Cristo, para o seu bem e de toda a Igreja,
dando-lhe conforto, paz, coragem, e também o perdão dos pecados, se ele não puder
se confessar. E consente, por vezes, se for a vontade de Deus, também a
recuperação da saúde física do fiel. Em todo o caso, essa unção prepara o
enfermo para a passagem à Casa do Pai. Por isso, concede-lhe consolação,
paz, força e une profundamente a Cristo o doente que se encontra em
situação precária e em sofrimento. Tendo em vista que Senhor passou pelas
nossas angústias e tomou sobre Si as nossas dores.
Muitos doentes têm medo desse sacramento, e adiam-no para o
fim, porque pensam se tratar de uma espécie de “sentença de morte”. No entanto,
é o contrário disso: a unção dos enfermos é uma espécie de “seguro de vida”. Quem,
como cristão, acompanha um enfermo deve libertá-lo desse falso temor. A maior
parte das pessoas que está em risco de vida tem a intuição de que nada mais é
importante nesse momento do que a confiança imediata e incondicional Àquele que
superou a morte e é a própria Vida: Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso
Salvador.
QUINTA-FEIRA SANTA
Na Quinta-feira Santa à tarde, quando se inicia o Tríduo
Pascal, a Igreja celebra a instituição do maior dos sacramentos, a Eucaristia.
É o sacramento do amor sacramentum caritatis. A oferta
de Jesus na cruz foi sacramentalmente antecipada na última Ceia pelas palavras
do Divino Mestre sobre o pão e sobre o vinho, respectivamente: “Isto é o meu
corpo entregue. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da Nova e Eterna
Aliança, derramado…”
Jesus, com efeito, ordenou aos apóstolos que, repetindo o
seu gesto, celebrassem sacramentalmente o Seu sacrifício ao longo da história
da Igreja. A Igreja, na verdade, recebeu a ordem de celebrar a Eucaristia como
um verdadeiro dom, um presente inestimável de Deus. Pela Eucaristia, a Igreja é
associada ao sacrifício redentor de Cristo em favor da salvação do mundo. Pela
Eucaristia, a presença de Jesus à Igreja se realiza de um modo intenso e
extraordinário. Pela Eucaristia, o Povo de Deus a caminho é alimentado e
fortalecido com o Pão do Céu. Vemos, assim, a importância da nossa participação
anual nessa celebração e a alegria de celebrá-la solenemente aos domingos e
dias de semana. Esse grande dom que o Senhor nos concede, alimentando-nos com
Seu Corpo e Seu Sangue, também nos fala pelas Escrituras e nos une em
comunidade de fé como irmãos e irmãs e nos
envia ao mundo com a missão de anunciar a todos a Boa Notícia.
Ao ordenar aos apóstolos a celebração da Eucaristia, Jesus
instituiu o sacerdócio ministerial. Na Igreja, em virtude do Batismo, todos são
inseridos no único sacerdócio de Cristo. Entretanto, como o plano de Deus
obedece à economia sacramental, existem na Igreja aqueles que fazem as vezes de
Cristo Sacerdote, Cabeça da Igreja. Estes são os sacerdotes ordenados. Ora, o
sacerdócio ordenado existe para o bem do Povo de Deus. Pela pregação da
Palavra, pelo governo da Igreja, pela celebração dos sacramentos especialmente a Eucaristia , o
ministro ordenado, representando Cristo Cabeça, serve aos fiéis batizados a fim
de que todos sejam associados ao único Sacerdote da Nova e Eterna Aliança.
Com efeito, Cristo inaugurou um novo sacerdócio, o
sacerdócio da Nova Aliança. Os sacerdotes do Antigo Testamento ofereciam a Deus
sacrifícios externos, como o novilho ou o cordeiro. Jesus, no entanto, ofereceu
ao Pai a sua própria vida. De outra coisa não quis saber senão de obedecer em
tudo ao seu Pai. O sacrifício que Jesus Sacerdote ofereceu a Deus é um
sacrifício existencial, mas o sacrifício da vida conformada à vontade divina. A
morte na cruz é o grande sinal de que Jesus não se acovardou, mas levou até o
fim a missão que o Pai lhe confiara. Jesus é o novo Adão. O velho Adão
desobedeceu a Deus, mas o novo foi-Lhe fiel até o derramamento do próprio
sangue.
Para que a humanidade se renovasse e pudesse obedecer a Deus à semelhança do
Homem Novo, Jesus Cristo, Ele dispôs que todos os homens se associassem a seu
Filho pela graça.
A graça é uma ajuda, um favor de Deus concedido em benefício
da nossa fraqueza. A graça de Deus nos tira do pecado, renova-nos,
santifica-nos e nos dispõe para receber um dia a glória celeste em todo o seu
esplendor. Ora, de acordo com a economia sacramental do Plano de Deus, a graça
de que necessitamos vem até nós de modo especial pelos sacramentos,
especialmente a Eucaristia. A Eucaristia comunica-nos a vida mesma de Cristo, a
fim de que façamos o que Cristo fez: entregar a vida a Deus como um sacrifício
de louvor. Na verdade, servir a Deus significa realizar nossa suprema vocação.
E servir a Deus é reinar.
O sacerdócio ordenado, na verdade, resulta de uma especial
participação do sacerdócio de Cristo e, como tal, existe para o bem espiritual
do Povo de Deus. Os ministros ordenados, sobretudo pela celebração da
Eucaristia, perpetuam sacramentalmente o sacerdócio de Cristo e, assim, levam
aos fiéis os dons da Redenção, associando a Igreja ao sacrifício de seu Esposo.
A finalidade suprema é a união com Cristo e a tradução dessa união em gestos
concretos de amor ao próximo. Deixar que a vida de Cristo seja a nossa vida é a
grande meta de todos nós. Como Cristo ofereceu-se ao Pai, a Igreja também deve
fazê-lo. E a força que ela recebe para isso vem do próprio Cristo, que, por
seus ministros ordenados, atua eficazmente em favor de seu Corpo Místico.
Recorda-nos o rito de ordenação de presbíteros: Este irmão, após prudente exame, será constituído sacerdote na
Ordem dos Presbíteros para servir ao Cristo Mestre, Sacerdote e Pastor, que,
por seu ministério, edifica e faz crescer o seu Corpo, que é a Igreja, como
povo de Deus e Templo do Espírito Santo. E
ainda: Desempenha, portanto, com verdadeira
caridade e contínua alegria, a missão do Cristo sacerdote, procurando não o que
é teu, mas o que é de Cristo.
Que a Quinta-feira Santa, dia da Eucaristia e da instituição do
sacerdócio ordenado, seja para o Povo de Deus, principalmente para os
sacerdotes, o grande dia de contemplar o amor de Deus. O Senhor deixou à Igreja
o sacramento da caridade, e o sacerdócio ordenado, que, nas palavras de São
João Maria Vianney, é o amor do coração de Jesus. Que o Ano Sacerdotal, que ora celebramos, reavive em nós a
consciência da importância da Eucaristia e dos ministros ordenados para a vida
da Igreja. E os ministros ordenados agradeçam ao Senhor, sabendo que tudo é dom
de Deus para o bem da Igreja, e sejam fiéis ao dom recebido, mostrando pela
vida e pelas palavras que a fidelidade de Cristo é que garante a fidelidade do
sacerdote. Seja, portanto, a tua pregação,
alimento para o povo de Deus e a tua vida, estímulo para os féis, de modo a
edificares a casa de Deus, isto é, a Igreja, pela palavra e pelo exemplo.
Ao agradecer a Deus pelo Seu Filho presente entre nós, de
modo especialíssimo pela Eucaristia, pois acreditamos nas Palavras que Ele nos
deixou nas Escrituras, rezemos também pelos que são chamados a servir ao Povo
de Deus no ministério sacerdotal, entregando suas vidas para a glória de Deus e
a santificação das pessoas.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
MEDITAÇÃO DAS 7 DORES DE MARIA
Em revelações à Santa Brígida, Nossa Senhora
prometeu conceder Sete Graças a quem rezar, todos os dias, Sete Ave-Marias
em honra das suas Dores e Lágrimas.
EIS AS PROMESSAS:
- Porei a paz em suas Famílias.
- Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios.
- Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nas suas
aflições.
- Conceder-lhes-ei tudo o que me peçam contanto que não se
oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas.
- Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo
infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.
- Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às
minhas lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade
eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o Meu
Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.
Maria foi a primeira em participar da cruz de seu filho
Jesus. Simeão profetizou esta participação com a imagem de uma espada: “UMA
ESPADA TRASPASSARÁ A ALMA”.
A palavra “espada” aparece 399 na Bíblia.
Essa espada foi aos poucos se cravando e penetrando na alma
de Maria, na sensibilidade de Maria, na afetividade de Maria. E provocou, como
nos diz a tradição da Igreja, 7 dores terríveis em Maria:
· A profecia de Simão: uma espada de
dor atravessará teu coração.
· A fuga a Egito. Que dor para essa
Mãe!
· A perda de Jesus no templo durante
três dias. Que terrível pesadelo e dor!
· Encontro de Jesus no caminho ao
Calvário.
· Ver a seu filho morrer na cruz,
humilhado...
· Lança do soldado também atravessou
a alma de Maria.
· Sepultura de Jesus.
A Virgem Maria passou por todos estes e muitos outros
sofrimentos, mas vive hoje na alegria e na glória da Ressurreição. As lágrimas derramadas
por ela aos pés da Cruz transformaram-se num sorriso que nada mais apagará,
embora permaneça intacta a sua compaixão materna por nós
Meditando sobre as dores da Virgem Maria, SOMOS CHAMADOS A
PEDIR A GRAÇAS NECESSÁRIAS PARA SUPORTAR COM PACIÊNCIA OS SOFRIMENTOS PELOS
QUAIS PASSAMOS EM NOSSAS VIDAS E PARA NOS MANTER AFASTADOS DO PECADO, que nos
afasta de Deus e da salvação eterna.
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