sábado, 7 de março de 2015

AJUDE O ACRE


O bispo de Rio Branco (AC), dom Joaquín Pertíñez, divulgou carta aos jovens do Brasil em que pede solidariedade ao povo do Acre, que sofre com as enchentes consideradas as maiores da história do estado. Presente na reunião dos bispos referencias para a juventude nos regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), promovida pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Joaquín recebeu o apoio na campanha para ajudar os mais de 86 mil atingidos.
"Nestes momentos em que nosso Estado do Acre, e em especial, a capital Rio Branco, passa por uma situação difícil e trágica, pela enchente do rio Acre, apelamos à solidariedade de todos", conclama o bispo.
Em Rio Branco, 53 bairros sofrem com a cheia do Rio Acre, que registrou na manhã de hoje um nível mais baixo que o de ontem, porém ainda alto de 17,85 metros. Cerca de 2,6 mil famílias, num total de 9.251 pessoas, estão distribuídas nos 26 abrigos.
"É muito sofrimento e tristeza ao mesmo tempo! Sente-se muita impotência diante de semelhante situação!", lamenta dom Joaquín.
Para enfrentar a situação, uma parceria entre a diocese, o governo local e outras igrejas, chamada de "Acre Solidário, busca arrecadar recursos, mantimentos e materiais de uso pessoal para auxiliar as famílias desabrigadas.
As doações em dinheiro podem ser realizadas na conta: Banco do Brasil, C/C: 500-2, Agência: 0071-x, CNPJ: 14.346.589/0001-99. 

Confira a carta de dom Joaquín Pertíñez, na íntegra:

Prezados Jovens do Brasil: Paz!

Nestes momentos em que nosso Estado do Acre, e em especial, a capital Rio Branco, passa por uma situação difícil e trágica, pela enchente do rio Acre, apelamos à solidariedade de todos. A cheia do rio já atingiu 53 bairros e mais de 87 mil pessoas foram atingidas. Muitas crianças, idosos, mães gestantes, estão sofrendo as consequências das águas. Muitos já perderam casa, móveis, roupas… E ainda falta o pior, a pós-enchente, com a sujeira, lama, doenças e a volta para as casas meio destruídas e acabadas. É muito sofrimento e tristeza ao mesmo tempo! Sente-se muita impotência diante de semelhante situação!

É a maior enchente da história do Acre. O rio ultrapassou os 18,40 m. e já é considerada a maior catástrofe do século na Amazônia.
“Quero uma Igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir. A lutar por dignidade, por justiça e igualdade, pois ‘eu vim para servir’”.
Que o espírito da Campanha da Fraternidade nos faça a todos mais solidários e missionários, como Igreja samaritana que devemos ser. Pedimos as orações de todos para nosso povo, nestes momentos de tanta dor e sofrimento.

Meu abraço fraterno,


Dom Joaquín Pertíñez
Bispo de Rio Branco

terça-feira, 3 de março de 2015

ORDENAÇÕES DIACONAIS

No último sábado, foram ordenados diáconos em Taubaté - SP, os Irmãos Joseleitos Flávio José Lima da Silva e Josenias Gonçalves dos Santos. A ordenação foi presidida pelo Bispo Diocesano de Taubaté, D. Carmo João Rhodem, scj e contou com a presença de vários sacerdotes joseleitos e diocesanos, religiosos, religiosas e leigos de Taubaté, Campos do Jordão, Canas, Lorena, Cachoeira Paulista e Nova Friburgo. 







Na ordenação diaconal o diácono, configurado a Cristo servo de todos, é ordenado para o serviço da Igreja sob a autoridade do bispo, em relação ao ministério da Palavra, do culto divino, da condução pastoral e da caridade.



 Diácono Josenias

 Diácono Flávio José








segunda-feira, 2 de março de 2015

PARA NÃO CAIRDES EM TENTAÇÃO

Cardeal Odilo Pedro Scherer

Arcebispo de São Paulo (SP)


A Quaresma nos coloca diante das questões fundamentais da nossa vida: como devemos viver e nos relacionar com Deus e com o mundo? Quais são as referências que devem orientar de maneira segura nossos passos na vida cristã?

Sempre no 1º Domingo da Quaresma, ouvimos o Evangelho das tentações de Jesus no deserto: Satanás coloca Jesus à prova, para testar a sua firmeza e fidelidade a Deus. Quer afastar Jesus de sua missão, fazendo-o escolher caminhos cômodos, que lhe dariam vantagem e poder...Muito ousado ele propõe ao Filho de Deus que adore o próprio diabo, prometendo-lhe, em troca, vaidades e glórias neste mundo...
As tentações de Jesus não são somente dele, mas de toda humanidade. Ainda hoje, elas estão presentes por toda parte; há quem se deixe enganar pelo tentador, até ao ponto de “vender a alma para o diabo”, na esperança de alcançar os bens que o tentador promete... A busca de vantagens imediatas pode levar a renunciar a todo tipo de referência ética ou de dignidade; pode até distorcer a prática religiosa, ao ponto de fazer da religião uma prática de mercado, de oferta e procura...
Jesus, firme na Palavra de Deus e na oração, rechaça o tentador e não se deixa enganar por suas promessas lisonjeiras. Ensina-nos, assim, a fazer o mesmo: não cair nas ciladas do tentador e enganador, permanecendo firmes nos ensinamentos da Palavra de Deus e na oração. A penitência ajuda-nos a discernir e a recordar sempre que”não é só de pão que o homem vive, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (cf Mt 4,4).
A vida do homem neste mundo é confrontada continuamente com escolhas pequenas ou grandes, fundamentais ou secundárias. Nelas está sempre implicada a nossa escolha “por Deus”, ou “contra Deus”, mesmo se isso não se dá sempre muito conscientemente. A Quaresma nos convida a fazermos nossas escolhas por Deus, de maneira consciente e generosa e, por isso, a firmar nossas convicções, fundamentando-as solidamente na união e na sintonia com Deus.
O conceito de “tentação”, muitas vezes, é usado de maneira superficial e se torna motivo de sorrisinhos depreciativos; parece referir-se a questões transgressivas na boa educação e nos bons costumes; nem sempre se compreende o significado problemático da verdadeira tentação, que envolve escolhas fundamentais na vida.
Somos tentados continuamente; e a tentação, da qual falam a Igreja e o Evangelho, é coisa séria; nela está sempre em jogo a nossa escolha por Deus ou contra Deus. Por isso, Jesus incluiu, na oração do Pai Nosso, o pedido a Deus para que “não nos deixe cair em tentação, e que nos livre do maligno” (cf. Mt 6,13).
S.Agostinho, refletindo sobre as tentações de Jesus no deserto, diz que “nossa vida, enquanto somos peregrinos neste mundo, não pode estar livre de tentações, pois é através delas que se realiza o nosso progresso; ninguém pode conhecer-se a si mesmo se não tiver sido tentado. Ninguém pode vencer, sem ter combatido; e ninguém pode combater, se não tiver inimigo e tentações” (Comentários ao Sl 60, 2-3).
O conceito de “combate” também aparece na Quaresma: nossa vida é uma luta constante para superarmos as insídias do tentador e para nos mantermos firmes nas nossas escolhas por Deus e por seus caminhos, para alcançarmos a vida e a felicidade. A vigilância e a oração são recomendadas por Jesus: “vigiai e orai, para não cairdes em tentação” (cf Mc 14,38). Vigilância é o estado de alerta e de discernimento sobre o que se passa em nós e ao nosso redor. A oração é a contínua busca da comunhão e sintonia com Deus, como o próprio Jesus fez no Horto das Oliveiras, antes de enfrentar o combate final e os sofrimentos de sua paixão e morte.


Publicado em O São Paulo

domingo, 1 de março de 2015

PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO


Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 9,2-10

Naquele tempo:
2Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João,
e os levou sozinhos a um lugar à parte
sobre uma alta montanha.
E transfigurou-se diante deles.
3Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas
como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar.
4Apareceram-lhe Elias e Moisés,
e estavam conversando com Jesus.
5Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus:
'Mestre, é bom ficarmos aqui.
Vamos fazer três tendas:
uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.'
6Pedro não sabia o que dizer,
pois estavam todos com muito medo.
7Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra.
E da nuvem saiu uma voz:
'Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!'
8E, de repente, olhando em volta,
não viram mais ninguém,
a não ser somente Jesus com eles.
9Ao descerem da montanha,
Jesus ordenou que não contassem a ninguém
o que tinham visto,
até que o Filho do Homem
tivesse ressuscitado dos mortos.
10Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si
o que queria dizer 'ressuscitar dos mortos'.
Palavra da Salvação.