domingo, 14 de dezembro de 2014

PAROQUIANO É ORDENADO DIÁCONO PERMANENTE

José Donizete, morador de nossa Paróquia e esposo da Cida (Ministra Extraordinária da Sagrada Comunhão em nossa Paróquia), foi ordenado Diácono Permanente numa belíssima celebração na Catedral da Sé, na tarde de ontem. Além do Donizete (como é mais conhecido), outros dez leigos receberam o Sacramento da Ordem no seu Primeiro Grau. 
Vários paroquianos estiveram presentes na celebração presidida pelo Cardeal Arcebispo, D. Odilo Pedro Scherer, que contou com a presença dos bispos auxiliares, de inúmeros padres (inclusive o nosso pároco) e  Diáconos. 





PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1,6-8.19-28



6Surgiu um homem enviado por Deus;
Seu nome era João.
7Ele veio como testemunha,
para dar testemunho da luz,
para que todos chegassem à fé por meio dele.
8Ele não era a luz,
mas veio para dar testemunho da luz:
19Este foi o testemunho de João,
quando os judeus enviaram de Jerusalém
sacerdotes e levitas para perguntar:
'Quem és tu?'
20João confessou e não negou.
Confessou: 'Eu não sou o Messias'.
21Eles perguntaram: 'Quem és, então?
És tu Elias?'
João respondeu: 'Não sou'.
Eles perguntaram: 'És o Profeta?'
Ele respondeu: 'Não'.
22Perguntaram então: 'Quem és, afinal?
Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram.
O que dizes de ti mesmo?'
23João declarou:
'Eu sou a voz que grita no deserto:
'Aplainai o caminho do Senhor`'
- conforme disse o profeta Isaías.
24Ora, os que tinham sido enviados
pertenciam aos fariseus
25e perguntaram: 'Por que então andas batizando,
se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?'
26João respondeu: 'Eu batizo com água;
mas no meio de vós está aquele
que vós não conheceis,
27e que vem depois de mim.
Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias.'
28Isso aconteceu em Betânia além do Jordão,
onde João estava batizando.
Palavra da Salvação.

sábado, 13 de dezembro de 2014

SALVE SANTA LUZIA

O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a “janela da alma”, canal de luz.
Ela nasceu em Siracusa (Itália) no fim do śeculo III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, a ponto de ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe, chamada Eutícia, a queria casada com um jovem de distinta família, porém, pagão.
Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs à mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia, e que a cura da grave doença seria a confirmação do “não” para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos pelos quais passaria, assim como Santa Águeda.
Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses nem quebrar o seu santo voto, ela teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes diante dela, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303.
Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus – Luz do Mundo – até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores:“Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.

Santa Luzia, rogai por nós!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

PADROEIRA DA AMÉRICA LÁTINA

Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).
Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.
O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o
escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…”
O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.
Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.
O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.
No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.
Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.
Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.
No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

ALEGRAI-VOS!

O próximo domingo é chamado de Gaudete, palavra com que começa a antífona da Missa em latim, "Gaudete in Domino semper: iterum dico, gaudete": "Alegrai-vos sempre no
Senhor; repito: alegrai-vos".
 
A exortação a se alegrar vem no final da Carta de São Paulo aos Filipenses, e o contexto completo continua: "Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus".
 
Não é de se estranhar que o Papa Francisco, o sucessor de Pedro e Paulo, tenha publicado sua própria exortação apostólica, "Evangelii Gaudium" – a alegria do Evangelho – durante o Advento, quando lembramos que o Senhor está próximo. Infelizmente, as opiniões do papa sobre economia conquistaram as manchetes e comentários; mas o coração da sua mensagem é uma exortação a espalhar o Evangelho com alegria irrestrita.
 
Ele começa sua exortação apostólica escrevendo: "A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Os se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. Quero, com esta exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos, a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria".
 
A alegria à qual o Papa Francisco se refere não é apenas a felicidade humana, nem é uma falsa euforia religiosa ou uma máscara artificial de simpatia religiosa. A alegria é um dos frutos do Espírito Santo (Gálatas 5, 22). É o resultado de ter sido invadido pelo fogo do amor divino. Esta alegria é o sinal de uma energia sobrenatural na vida de uma pessoa. Apresenta-se como uma espécie de otimismo sobrenatural.
 
A alegria divina é capaz de evangelizar, porque é atraente. As pessoas veem essa felicidade divina e essa paz, e as desejam para si mesmas. A alegria divina está presente não só quando as coisas vão bem, mas especialmente quando as coisas vão mal.
 
Eu nunca vou esquecer da minha amizade com uma religiosa clarissa chamada irmã Mary Lucy. Ela estava cega e sofria de uma doença óssea degenerativa. Sua coluna estava se desfazendo e os médicos não podiam fazer nada para melhorar este quadro. A irmã Mary Lucy vivia em constante e insuportável dor, mas eu nunca a ouvi reclamar. Pelo contrário, ela sempre me cumprimentava com uma paciência cheia de paz e transmitia alegria enquanto conversávamos.
 
Certa vez, perguntei à irmã Mary Lucy se ela estava com dor. Com um sorriso, ela disse:
 
- Ah, sim, constantemente!
 
- Você nunca ficou brava com Deus por permitir-lhe tal sofrimento?
 
- Ah, não! Não! Eu estou me aproximando tanto de Jesus! Não consigo nem descrever esta experiência!
 
A alegria da irmã Mary Lucy parecia ser ainda mais poderosa, porque ela a vivia em meio a um intenso sofrimento. Este é o otimismo sobrenatural que supera os nossos medos, preocupações, decepções e arrependimentos.
 
A linguagem da liturgia sempre reflete as realidades da vida. O "Domingo Gaudete" chega no meio do sóbrio Advento para nos lembrar que a alegria em meio às dificuldades não é um dever, mas um dom. É um dom que vem da consciência de que o Senhor está próximo.
 
Um velho ditado judaico afirma que Deus está mais perto de nós do que a nossa própria respiração. O Senhor não está próximo só porque a celebração de seu nascimento está chegando. O Adventonos recorda que Ele está próximo agora. Ele está mais perto do que a nossa própria respiração.
 
Quando você vir os ornamentos rosas na Missa e vir a vela rosa acesa durante a terceira semana do Advento, faça uma pequena pausa em meio à correria. Acalme-se. Aquiete-se e alegre-se sempre no Senhor... E mais uma vez eu lhe digo: alegre-se!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

PAPA NOMEIA DOIS NOVOS BISPOS AUXILIARES PARA SÃO PAULO

O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 10, dois bispos auxiliares para a Arquidiocese de São Paulo. São eles: Padre Eduardo Vieira dos Santos, do clero da arquidiocesano, atual chanceler do Arcebispado e cura da Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção e São Paulo, nomeado bispo titular de “Bladia”; e Padre Devair Araújo da Fonseca, pároco da Paróquia São José em Orlândia, Diocese de Franca (SP),

Em mensagem enviada a toda a Arquidiocese, o arcebispo metropolitano, Cardeal Odilo Pedro Scherer comunicou a notícia e rendeu graças pelas nomeações.  “Demos graças a Deus por esses dois novos bispos, eleitos pelo Papa Francisco para o serviço do povo de Deus na Metrópole paulistana! Eles virão em boa hora para substituir os caríssimos Dom Tarcísio Scaramussa e Dom Milton Kenan Júnior, nomeados pelo Papa, respectivamente, bispo coadjutor de Santos e bispo diocesano de Barretos”, disse.
“Convido todos a rezarem pelos novos bispos, agora nomeados, pedindo que o Espírito Santo os ilumine, conduza e fortaleça no exercício de sua missão”, acrescentou o Arcebispo.


Padre Eduardo nasceu em 18 de março de 1965 em Bom Sucesso (PR).  Em 1988 entrou na Congregação de Santa Cruz, em São Paulo, chegando a emitir os votos solenes e a receber a Ordem do diaconato no mesmo Instituto.
Em 15 de dezembro de 2000, foi ordenado sacerdote e foi incardinado na Arquidiocese de São Paulo. Em seguida, foi pároco da Paróquia São João Gualberto, Região Episcopal Lapa, durante 7 anos.
De 2008 a 2013, foi vice-reitor do Seminário de Teologia Bom Pastor, da Arquidiocese de São Paulo; ao mesmo tempo, era encarregado de acompanhar os Diáconos Permanentes da Arquidiocese; desde 1º de novembro de 2008, desempenha o cargo de chanceler do Arcebispado de São Paulo; e, desde 1º de agosto de 2013, é o Cura da Catedral Metropolitana “Nossa Senhora da Assunção e São Paulo Apóstolo”.
Além do bacharelado e da licenciatura em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), é graduado em teologia pelo Instituto Teológico Pio XI, de São Paulo; e conseguiu o mestrado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, de Roma (PUL), através do Instituto de Direito Canônico "Padre Dr.Giuseppe Benito Pegoraro", atual Faculdade de Direito Canônico “São Paulo Apóstolo”, de São Paulo.
Sua ordenação episcopal está marcada para o dia 7 de fevereiro de 2015, às 09h30, na Catedral Metropolitana de São Paulo.

Padre Devair Araújo da Fonseca
Padre Devair nasceu em Franca (SP), em 10 de fevereiro de 1968. Fez os primeiros estudos na Escola "Professor Otávio Martins de Souza", de Franca. Entrou no Seminário Maior “Nossa Senhora do Patrocínio” em Franca, em 1992. Cursou Filosofia no "Instituto Agostiniano de Filosofia", em Franca (1992 -1994), e, Teologia no Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP), afilhado à Pontifícia Faculdade de Teologia "Nossa Senhora da Assunção", de São Paulo (1995-1998).
Foi ordenado Sacerdote em 20 de dezembro de 1998 na Paróquia “São Sebastião”, em Franca. Fez ainda o Curso Superior de Processamento de Dados na Universidade de Franca (1987- 1991); Mestrado em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (2000-2002); Curso de especialização para Formadores nos Seminários na Faculdade Dehoniana de Taubaté (SP) (2007-2008).
Após a ordenação sacerdotal, foi capelão do Carmelo Santa Teresa e Beata Miriam, em Franca; vigário paroquial nas paróquias Santana, Menino Jesus e São Benedito, em Franca; pároco da Paróquia “São Crispim”, em Franca; reitor do Seminário Diocesano "Nossa Senhora do Patrocínio" (2007 - 2011 e 2013); vice-reitor do Seminário Diocesano "Nossa Senhora do Carmo" (2004-2006); coordenador diocesano de Pastoral (de 2011 até o presente); assessor eclesiástico da Escola de Teologia "São João Batista"; da Escola Diaconal "Santo Efrém"; da Escola "Hallel"; do Boletim Diocesano; foi vigário forâneo da Forania “Santa Gianna”. Atualmente, é Pároco da Paróquia São José, em Orlândia, na diocese de Franca.
Como docente, foi professor no Centro de Estudos da arquidiocese de Ribeirão Preto, no Instituto de Filosofia e Teologia "Nossa Senhora do Carmo", da Diocese de Jaboticabal, e no Instituto de Teologia "João XXIII", da Diocese de Franca.
Exerceu também os cargos de Presidente e Secretário da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil no Estado de São Paulo (OSIB Sul 1). Atuou nos Cursos de Formação para Diretores Espirituais e Lectio Divina, para Formadores; de Especialização para Formadores de Seminário e Casas de Formação; do Encontro de formação missionária para seminaristas.

Sua ordenação episcopal está marcada para o dia 1 de fevereiro de 2015, 9h30, em Franca.

CELEBRANDO O II DOMINGO DO ADVENTO