terça-feira, 9 de dezembro de 2014

PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR


Dom Murilo S.R. Krieger

Arcebispo de São Salvador da Bahia (BA) e Primaz do Brasil



O ano litúrgico, isto é, o ano da Igreja, começou  no 1º domingo do Advento, e terminará  na solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Ao longo dele, somos convidados a viver as grandes etapas da História da Salvação: a promessa que Deus fez de um Salvador; a preparação de sua vinda; a encarnação e a vida pública de Jesus; sua paixão, morte e ressurreição; sua volta ao Pai; o envio do Espírito Santo e a peregrinação do Povo de Deus rumo à Pátria definitiva. Na caminhada ao longo do ano litúrgico, mais do que recordar fatos e palavras divinas, nós, membros do povo de Deus, somos chamados a renovar nossa vida, a nos deixar conduzir por um novo espírito, abertos à ação da graça de Deus. Essa ação é sempre nova, como são sempre novos o amor e a misericórdia divina.

O tempo do Advento, isto é, as quatro semanas antes do Natal, nos coloca dentro da longa espera pelo Messias prometido, vivida pelo povo de Israel ao longo de séculos. A Igreja faz memória do acontecimento histórico e da expectativa dos nossos irmãos do Antigo Testamento. Fazer memória é viver hoje o que aconteceu no passado. Dessa maneira, caminhamos ao encontro de Cristo, que vem a nós no Natal, e nos preparamos para sua vinda gloriosa, no final dos tempos. Durante esse tempo, três pessoas podem nos ajudar de maneira especial: Isaías, João Batista e Maria Santíssima.
Isaías viveu no sétimo século antes de Cristo, um dos períodos mais difíceis da história do Povo de Deus. Naquela época, o Egito e a Assíria disputavam o domínio da Palestina. Isaías viu seu país ser invadido e destruído mais de uma vez. Embora tivesse bom relacionamento com a classe dominante de seu povo, sua pregação não era ouvida. Ao contrário: seus ouvintes tornavam-se cada vez mais indiferentes, desprezando-o o e ridicularizando-o. Isaías, contudo, não se calava. Suas palavras, marcadas pela esperança, ressoam ainda hoje: “Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus... A glória do Senhor se manifestará... Eis o vosso Deus, eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina... Como um pastor, ele apascenta o rebanho, reúne, com a força dos braços, os cordeiros e carrega-os ao colo” (Is 40, 3.5.10-11).
João Batista, consciente de que sua missão consistia em preparar esses caminhos apontados por Isaías, convidou o povo à conversão: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo... Produzi frutos que provem a vossa conversão... Toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo. Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu... Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3,2.8.10-11).
Maria Santíssima, na Anunciação, foi a primeira pessoa a conhecer quem seria o Messias prometido por Deus: seria o próprio Filho de Deus (Sim! Deus tem um Filho e, por isso, pode e deve ser chamado de Pai!). Com seu “sim” – “Faça-se em mim segundo a tua palavra“ (Lc 1,38) – Maria colaborou decisivamente para que o Filho de Deus assumisse nossa carne e habitasse no meio de nós. Agora, a humanidade pode novamente se alegrar: Deus, o Emanuel, passa a caminhar em nossas estradas.

Para viver intensamente o Advento, temos, pois, ajudas preciosas: a de Isaías, que nos ensina a procurar o Salvador com coragem e constância; a de João Batista, que nos lembra a importância da retidão de vida e da franqueza; e a de Maria, a Mãe de Jesus, que nos recorda a necessidade da disponibilidade e da confiança. Os três, juntos com uma multidão de irmãos e irmãs que nos antecederam, nos ensinam a viver esse tempo com uma expectativa que está bem sintetizada no grito que se encontra no final do último livro da Bíblia, o Apocalipse: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22,20). Se esse ardente desejo estiver em nosso coração e em nossos lábios, ao longo das quatro semanas do Advento, estaremos em condições de acolher os dons que o Senhor deseja derramar sobre nós e sobre o mundo neste final do ano da graça de 2014.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

MUTIRÃO DE CONFISSÕES EM NOSSA PARÓQUIA

Amanhã, às 19h30 teremos o mutirão de confissões em nossa Paróquia em preparação para a o Natal. Faça o seu exame de consciência e venha se confessar. 



Entenda um pouco mais sobre o sacramento da reconciliação.


1. O QUE É A CONFISSÃO?
Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.

 
2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?
O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: “Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 22-23).
 
 
3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA?
Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu” (Mt 18,18). 
 
4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?  
Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc. 
 
5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?  
Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: “Confessai os vossos pecados uns aos outros” (Tg 5,16 ).
  
6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO?
Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:
a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;
b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;
d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;
e) cumprir a penitência que o padre nos indicar.
 
7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO?
Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto). 
 
8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA, SÓ PARA “DESCARREGAR” UM POUCO OS PECADOS?
Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio.
 
9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?
Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.
  
10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQUÊNCIAS?
São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: “Há pecado que leva à morte” (1Jo 5,16b).
 
11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (ou também chamados de VENIAIS)?
São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. “Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte” (1Jo 5, 17).
 
12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES?
São pecados graves, por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.
  
13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO?
Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar.
 
14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO?
Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:
a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;
b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;
c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo;
d) matéria, ou seja, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.

Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.

15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE?
Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.
 
16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO?
Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave).
  
17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA?
O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.
 
18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE?
Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e nos faz crescer em todas as virtudes.
 
 19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?
Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso, antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem lhe causar constrangimentos. Lembre-se: ele está no lugar de Jesus Cristo!
 


20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO?
A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

SALVE A IMACULADA CONCEIÇÃO

No ponto central da história da salvação se dá um acontecimento ímpar em que entra em cena a figura de uma Mulher. Portanto, devia ser também por meio da mulher que a salvação chegasse à terra.
Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher (Gl 4,4).

Maria foi concebida no seio de sua mãe, Santa Ana, sem o pecado original. Como disse o cardeal Suenens:
A santidade do Filho é causa da santificação antecipada da Mãe, como o sol ilumina o céu antes de ele mesmo aparecer no horizonte.

O Senhor antecipou para Maria, a bendita entre todas as mulheres, a graça da Redenção, que seu Filho conquistaria com Sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto da Redenção de Jesus.
Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX declarava “Dogma de Fé” a doutrina que ensina ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio divino.
Na Bula Ineffabilis Deus, o Sumo Pontífice afirma:
Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis”.

A definição do Dogma da Imaculada Conceição foi cercada de fatos muito significativos. Já existia a devoção dos fiéis a esse privilégio de Maria, afirmado na S. Liturgia em obras teológicas, quando aos 17/11/1830 uma Irmã de Caridade de Paris, Catarina Labouré, que foi canonizada em 27 de julho de 1947 pelo Papa Pio XII, em oração viu Nossa Senhora. Ela declara: “Os seus pés repousavam sobre o globo terrestre; de suas mãos voltadas para a terra jorravam feixes de luz. Formou-se em torno da Virgem uma moldura oval, sobre a qual se liam em letras de ouro estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós’“.
A Religiosa recebeu também a ordem de mandar cunhar uma medalha de acordo com tal modelo. Informado da ocorrência, o arcebispo de Paris, Monsenhor de Quélen, permitiu a cunhagem da medalha, que se propagou rapidamente e ficou conhecida como a “medalha milagrosa”. Tais fatos só fizeram aumentar no espírito dos cristãos a devoção à Imaculada e o desejo de que se definisse o dogma respectivo. Numerosos e insistentes pedidos foram encaminhados à Santa Sé nesse sentido.
Pio IX mandou estudar o assunto por parte de bispos e teólogos e resolveu, finalmente, proceder à definição aos 08/12/1854 na basílica de São Pedro em presença de mais de duzentos bispos e uma enorme multidão de fiéis. E menos de quatro anos após a definição do Dogma da Imaculada, deu-se um acontecimento, que contribuiu extraordinariamente para confirmar a palavra do Papa: as dezoito aparições de Lourdes, de 11/02 a 16/07 de 1858. Sendo que a 25/03 a Bem-aventurada Virgem declarou expressamente ser a Imaculada Conceição. Era como o eco da aparição a Santa Catarina Labouré e uma resposta à declaração do Papa em 1854.
O Catecismo da Igreja Católica afirma:
Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe de Seu Filho. ‘Cheia de graça, ela é o fruto mais excelente da Redenção desde o primeiro instante de sua concepção; foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de sua vida (§ 508).


O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um marco fundamental da fé porque, entre outras coisas, define claramente a realidade do pecado original, o qual, às vezes, é contestado por alguns teólogos modernos, em discordância com o Magistério da Igreja.

HOJE, TEREMOS O OFÍCIO DE NOSSA SENHORA ÀS 19H E MISSA ÀS 19H30. 

domingo, 7 de dezembro de 2014

BINGO DE NATAL

A noite do último sábado, 06, foi de confraternização e partilha. A comunidade paroquial esteve reunida para a realização do Bingo de Natal. O resultado do evento será utilizada para pagar o conserto e pintura dos bancos da Igreja. 

Nossos agradecimentos aos participantes e colaboradores!















PALAVRA DE DEUS NO DOMINGO

Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
2Está escrito no livro do profeta Isaías:
'Eis que envio meu mensageiro à tua frente,
para preparar o teu caminho.
3Esta é a voz daquele que grita no deserto:
'Preparai o caminho do Senhor,
endireitai suas estradas!''
4Foi assim que João Batista apareceu no deserto,
pregando um batismo de conversão
para o perdão dos pecados.
5Toda a região da Judéia e todos os moradores de
Jerusalém iam ao seu encontro.
Confessavam os seus pecados
e João os batizava no rio Jordão.
6João se vestia com uma pele de camelo
e comia gafanhotos e mel do campo.
7E pregava, dizendo:
'Depois de mim virá alguém mais forte do que eu.
Eu nem sou digno de me abaixar
para desamarrar suas sandálias.
8Eu vos batizei com água,
mas ele vos batizará com o Espírito Santo.'
Palavra da Salvação

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

CONFRATERNIZAÇÃO DOS MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS

Os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, estiveram reunidos na última sexta-feira para uma reunião de avaliação e planejamento, que foi encerrada com uma confraternização.