sexta-feira, 25 de julho de 2014

SÃO CRISTOVÃO

Todos precisamos de proteção. Dependemos de Deus. Para as situações de risco, como é o caso de quem está na direção de um veículo, não elevar o pensamento para o alto ao ocupar seu posto de pilotagem será sempre uma temeridade. Em velocidade, os motorizados ajudam a encurtar distâncias, mas ao mesmo tempo nos colocam em estado de menor segurança e adiantam situações inesperadas. A fé vem em nosso socorro: Deus é Pai. Os santos, na glória, unem nossa pobre condição humana à santidade divina e diante do trono do Altíssimo, oram por nós, imersos na intercessão de Cristo. Costume antigo entre os cristãos é solicitar a companhia orante destes irmãos que nos precederam na fé e viveram situações semelhantes às nossas. Nós os chamamos de Padroeiros.
São Cristóvão é o anjo protetor dos motoristas. Mas, além da intercessão, o fiel deve olhar para os santos procurando exemplo de vida. Cristóvão, antes de se tornar cristão, se chamava Réprobo. Era um cananeu rude, alto de estatura. Inculto, mas inteligente, desejava conhecer e servir ao rei mais poderoso da terra.

Certo dia lhe apresentaram um. Foi com ele a uma peça de teatro na qual o nome do diabo era repetido com freqüência. A cada vez que o ouvia, o rei fazia o sinal da cruz. – “Por que fazes este sinal”, perguntou Rébrobo. – “Para me livrar das artimanhas do demônio”, respondeu. O escravo não se conformou. “Se há alguém de quem tens medo, então não és mais poderoso que ele”. Começou então a procurar o diabo para servi-lo, admitindo ser ele o maioral da terra. Um ser bem apessoado, atraente e forte iniciou por encantar o servo gigante.
Porém, um dia andando com ele pela estrada, viu que em certo sítio, o demônio desviou caminho. Perguntou: “por que desvias?” – “Porque neste trecho há cruz igual à de um tal Jesus de quem tremo de medo”. Constatou Réprobo: “então este é maior do que ti”. Abandonou-o de imediato e andou a procura do novo rei. Encontrou-o através de um eremita que lhe falou sobre o Salvador. O cristão lhe explicou que para encontrar a Cristo era necessária a oração. O convertido entristeceu-se e disse: “não sei rezar ainda”. “Então, podes jejuar”. – “Para mim esta prática é ainda muito difícil, pois preciso de muito alimento para manter meu pesado corpo”. – “Então”, disse-lhe o catequista, “comece pela caridade e chegarás ao encontro com Cristo”. Como era alto, pôs-se misericordiosamente a transportar nos ombros pessoas que precisavam atravessar um rio sem pontes.
Certo dia, chegou à margem uma criança que com caridade pôs em travessia. Pesava muito; peso descomunal. Correu risco de não suportar e se afogar nas águas caudalosas. Ao chegar ao outro lado, reclamou: “você me causou perigo e quase me levou à morte. Porque pesa tanto? Parecia-me ter o mundo inteiro sobre os ombros”. O menino então esclarece: “tranqüiliza-te; sou o Cristo a quem serves. Transportastes o rei da terra, o criador do mundo”. Por isso, terminada a catequese, o santo eremita o batizou com o nome de Cristóvão, que significa Transportador de Cristo.
Cristóvão a partir de então se tornou um cristão tão fiel e exemplar que a muitos outros converteu para Deus. Certa vez, o imperador mandou soldados para prendê-lo obrigando-o a adorar deuses pagãos. Ele, ao encontrá-los impressionou-os tão bem com sua bondade e fé que eles desistiram de prendê-lo. Cristóvão não aceitou. “Levem-me”, disse-lhes. No caminho os soldados se transformaram e se fizeram cristãos. Para levar Cristóvão a pecar, o rei mandou duas belas moças o tentarem. Uma chamava-se Nicéia outra Aquilina. Antes que elas iniciassem seus afagostatura, que alguns o achavam quase um gigante. consideram l atraes, Cristóvão lhes falou sobre a fé e a moral cristã e elas se arrependeram e pediram o batismo, deixando a vida de prostituição. Tão forte foi a conversão delas que nem diante das torturas voltaram atrás, mas enfrentaram corajosamente o martírio. Cristóvão foi perseguido, torturado, açoitado e por fim decapitado, mas nunca deixou de amar e servir ao maior e único Rei do mundo que em sua estrada teve a graça de encontrar.
Eis aí, motorista, seu patrono e seu exemplo.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015

A Campanha da Fraternidade de 2015 terá como tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45). A Campanha será inserida nas comemorações do Concílio Vaticano2º com base nos documentos Lumen Gentium e Gaudium et Spes, sobre a missão da Igreja no Mundo.
Com a publicação do documento de Estudos 107 da CNBB, sobre “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, o tema tem sido refletido em todo o Brasil. O jornal O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese, conversou com o padre Thierry Linard de Guertechin, jesuíta nascido na Bélgica e residente no Brasil desde 1975. Filósofo, teólogo, demógrafo e geógrafo, padre Thierry é especialista em temáticas sociais e, atualmente, diretor do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento.

O SÃO PAULO – Como se dá, hoje, a relação Igreja e  Sociedade?
Padre Thierry – A fé deve se traduzir em obras. Uma fé que fica só no ambiente eclesial, “na sacristia”, não produz nada. Obras sociais, outros tipos de obras, fazem parte de uma entonação da fé que vai ao encontro da realidade na qual se vive. É essencial viver bem a relação Igreja e Sociedade, porque somos cristãos, mas ao mesmo tempo, cidadãos. Por isso, é preciso assumir as duas identidades de igual maneira. Para que se possa viver essa realidade em todos os âmbitos, é importante que a hierarquia da Igreja viva num modelo teológico que favoreça esta interação entre Igreja e Sociedade, e, por isso, escolher bem a teologia na qual se baseia toda a ação eclesial. Assim, é preciso perguntar sempre sobre qual delas abre espaço para mais participação e automaticamente ajuda a valorizar a presença do leigo no mundo. O drama que se vive hoje é o divórcio entre Igreja e Sociedade, sem articulação.
O SÃO PAULO – A partir de quando começaram as discussões sobre o Estado Laico no Brasil?
Padre Thierry – A partir do Concílio Vaticano 2º, a Igreja, com documentos como a Lumen Gentium e Gaudium et Spes. Depois disso, a partir dos anos 1990, vai se aprofundando a questão do Estado Laico por outra parcela da sociedade. As pessoas sem religião representem apenas 8% da população brasileira, mas esta minoria acredita que a política e o Estado devem estar livres de interferência direta das Igrejas. Durante muito tempo a Igreja teve um papel importante na formação da sociedade, sobretudo no que se refere à promoção dos valores humanos. Hoje, porém, com um governo dividido e a economia nas mãos dos banqueiros, a questão social está nas mãos de alguns partidos que insistem, principalmente, num estado anticlerical.
O SÃO PAULO – A Igreja Católica encontra dificuldades práticas neste contexto?
Padre Thierry – Então, está se reduzindo muito a presença pública da Igreja em questões sociais, até mesmo devido às mudanças nas leis. A dimensão social da fé é visível e há muitos trabalhos sociais em diversos âmbitos, principalmente nas periferias e favelas das grandes cidades. A sociedade laica tem sentido à medida que o laicismo é político, ou seja, está restrito à organização política. Um Estado precisa agir de maneira positiva, dialogar com todas as religiões. O problema é que, no Brasil, o Governo tem muita dificuldade em dialogar e, acaba criminalizando alguns movimentos. Não só os religiosos. Quem governa deve estar totalmente aberto ao diferente e ao diálogo.
O SÃO PAULO – Quais as vantagens e desvantagens de um Estado Laico?
Padre Thierry – O Catolicismo foi, durante muitos séculos, a religião oficial do Estado em muitos países do Ocidente. Isso se deu a partir da conversão do imperador romano Constantino. E, mesmo depois da separação Igreja e Estado, o Catolicismo teve sempre grande influência nas decisões. Essa influência tem diminuído gradativamente na sociedade pós-moderna. Então, para mim, as vantagens estão relacionadas à vivência de uma democracia plural que reconhece religiões diferentes e que o Catolicismo não tem mais monopólio. Assim, o papel do Estado é garantir que as religiões possam conviver em paz. Isso é o mais importante.
Já em relação às desvantagens, num País religioso como o nosso, o povo tem uma multipertença. A partir de uma dificuldade pessoal, as pessoas transitam entre as religiões buscando solucionar seus problemas. Isso dificulta a concepção de Estado Laico, pois para que haja respeito mútuo, as pessoas precisam saber o que são e o que querem e não há Estado que assegure o diálogo quando as pessoas não conhecem sua própria identidade. Do contrário, não há diálogo, há confusão.

O SÃO PAULO – Qual a diferença entre Estado Laico e secularismo?
Padre Thierry – Importante não confundir Estado Laico com secularismo. O secularismo é um sistema de valores que atinge até o próprio cristão. Por exemplo, na Europa, a Dinamarca ou a Suécia, há ainda uma religião de Estado, mas são países muito secularizados. Não podemos dizer que um Estado Laico é um Estado Secular.
O SÃO PAULO – Há também aqueles que se incomodam com a frase “Em nome de Deus” na Constituição brasileira. O que o senhor diria?
Padre Thierry – Sou europeu e, por isso, me refiro à Europa que não tinha “Em nome de Deus” na Constituição, mas negou qualquer referência à Tradição Cristã. Isso significa negar o passado, e quem não tem passado não tem futuro. Temos que assumir cada um como pessoa e um grupo, uma comunidade, qual foi o nosso passado, e se reconciliar com o passado. Se pensarmos no povo alemão que passou pelo nazismo, sofreu a guerra e está recomeçando a cada dia, tentando se reconciliar consigo mesmo. São os sistemas autoritários que apagam o passado. Os franceses quiseram também apagar o passado e mudar o calendário. Isso é uma visão funcionalista que não funciona. Você pode se converter e aprender a olhar o passado de outro jeito, mas o passado fica sempre. Por isso, retirar simplesmente o texto da Constituição, pode ser um passo perigoso.
O SÃO PAULO – Como fica neste contexto, o acordo Brasil e Santa Sé?

Padre Thierry – Esse acordo tem a vantagem de permitir que a Igreja tenha uma definição particular, porque muitas Igrejas vivem segundo o regime do Código Civil, mas isso também tem problemáticas, porque o Código Civil tem associações, presidentes etc. A Igreja, porém, não é uma associação. Por exemplo, quem nomeia os bispos é Roma. Não é uma assembleia geral que decide. Assim, há um modo de ser que ultrapassa as definições jurídicas estabelecidas. Este acordo é importante, portanto, para que a Igreja diga, perante do Estado, que tipo de instituição ela é e isso lhe assegura o direito de continuar a sua missão.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

DOM ODILO FALOU SOBRE OS "PAPAS E A COPA"


Em entrevista originalmente concedida para o portal G1, ao jornalista Ardilhes Moreira, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, falou sobre a associação feita entre as duas seleções finalistas da Copa do Mundo e os papas Francisco (argentino) e Bento XVI (alemão).
Com o Brasil fora da disputa, após ser derrotado pela Alemanha pela histórica goleada da última terça-feira, 8,  o Cardeal ressalta que “no jogo da vida, o povo brasileiro precisa continuar a lutar, com coragem e perseverança” para vencer problemas como a pobreza e corrupção.

Confira a íntegra.

Dom Odilo, a maioria dos relatos sobre a realização da Copa no Brasil é positiva: receptividade dos brasileiros elogiada pelos turistas, poucos incidentes. É possível dizer, a partir da experiência da Jornada da Juventude, que essa sensação que os turistas do futebol estão conhecendo agora os peregrinos de Francisco já tinham experimentado?
Dom Odilo – Sim, embora sejam dois eventos distintos. Na Jornada Mundial da Juventude, essa mesma experiência, talvez, tenha sido até mais profunda, porque se criaram encontros e laços mais próximos dos jovens estrangeiros com pessoas e comunidades locais de todo o Brasil; e, no Rio de Janeiro, houve uma enorme multidão de jovens convivendo de perto durante uma semana com a população local.
O senhor teve chance de acompanhar os jogos? Ou ao menos parte deles? O que achou do aspecto esportivo: viveu alguns bons momentos de diversão?
Dom Odilo – Assisti pela TV os jogos do Brasil e alguns outros. A Copa do Mundo sempre envolve muito; o aspecto esportivo foi interessante, houve jogos de bom nível e criou-se uma interação bonita entre torcidas. Creio que o evento contribuiu para a aproximação de povos e para a cultura da paz. A Copa no Brasil está bonita, apesar de o “sonho” brasileiro, do título, não ter sido alcançado.
A Copa foi antecedida por protestos específicos sobre sua realização e gastos. Acredita que esses protestos, quando não violentos, deixaram uma proposta de reflexão?
Dom Odilo – Certamente. As questões levantadas durante os protestos democráticos precisam ser levados em conta nos debates políticos e culturais após a Copa.
Ao fim, tivemos uma final Argentina e Alemanha. Muitos lembram que os países dos dois papas estarão em disputa. Pelo que o senhor conhece da convivência com ambos os papas, quem deve estar mais “ligado” no tema? Considerando a “brincadeira”, poderíamos dizer que essa é a final dos sonhos para os católicos, já que assim ambos os países estariam em pé de igualdade no Vaticano?
Dom Odilo – Não tenho dúvidas de que o papa Francisco está mais ligado ao evento da Copa, pois é sabido que ele é um apreciador do futebol em seu país. É inevitável que as torcidas também tentem envolver as duas personalidades da Igreja... Mas não creio que venha ao caso de se falar em “final dos sonhos para os católicos”... O apreço da Igreja e dos católicos pelos países e povos está acima do êxito maior ou menor destes nos esportes.
Depois de o Brasil ter sido eliminado, o senhor lembrou que jogo é jogo e agora é momento de “cair na real”. Hoje, quais as principais ameaças que os brasileiros sofrem nesse “jogo da vida”?

Dom Odilo – No jogo da vida, o povo brasileiro precisa continuar a lutar, com coragem e perseverança, pela vitória sobre a pobreza, pelo convívio social pacífico, sem discriminação ou violência,  pelo respeito ao próximo, a superação da corrupção em todos os âmbitos, pela educação e saúde de qualidade ao alcance de todos, por condições dignas de moradia, trabalho e transportes. Aí todos são chamados a descer das arquibancadas, para jogar contra adversários que não chegam de longe... Esta partida é nossa e esperamos ter boas vitórias nesse jogo, para a alegria de todos!

domingo, 20 de julho de 2014

sábado, 19 de julho de 2014

PAPA FEZ APELO PELA PAZ NO ÚLTIMO DOMINGO

Na oração mariano do Angelus deste domingo, 13, o Papa Francisco refletiu sobre a parabola do semeador apresentada no Evangelho dominical (Mt 13,1-23). O Santo Padre também reforçou seu pedido de orações pelo Oriente Médio.


Apelo de paz
Papa Francisco fez mais um apelo pelo fim do conflito no Oriente Médio, pedindo que todos continuem rezando com insistência pela paz na Terra Santa.
Referindo-se ao encontro de 8 de junho passado com o Patriarca Bartolomeu, o Presidente Peres e o Presidente Abu Mazen, “alguém poderia pensar que este encontro se realizou em vão”, disse o Papa.
Ao invés não, porque a oração nos ajuda a não nos deixar vencer pelo mal nem nos resignar ao fato de que a violência e o ódio predominem sobre o diálogo e a reconciliação.
O Pontífice exortou israelenses, palestinos e todos os que têm responsabilidades políticas em nível local e internacional a não pouparem oração e esforços para que cesse toda hostilidade e se obtenha a paz desejada pelo bem de todos.
E convidou os fiéis e peregrinos na praça a um momento de oração silenciosa, depois do qual pronunciou as seguintes palavras:
Agora, Senhor, ajuda-nos Tu! Doa-nos Tu a paz, ensina-nos Tu a paz, guia-nos Tu rumo à paz. Abre os nossos olhos e doa-nos a coragem de dizer: “nunca mais a guerra!”; “com a guerra, tudo está perdido!”. Infunde em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz... Torna-nos disponíveis a ouvir o clamor dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão.


quinta-feira, 17 de julho de 2014

DOM TARCÍSIO É NOMEADO BISPO COADJUTOR DE SANTOS



Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, vigário geral da Arquidiocese e vigário episcopal para a Região Sé, foi nomeado pelo papa Francisco como bispo coadjutor da Diocese de Santos (SP). A nomeação aconteceu na manhã de quarta-feira, 16.

O bispo coadjutor é nomeado para ajudar ou substituir um bispo no exercício das suas funções com direito a sucessão, ou seja, em caso de vacância da diocese, o coadjutor torna-se imediatamente o bispo diocesano. O atual bispo de Santos é dom Jacyr Francisco Braido, 74, titular da Diocese desde julho 2000.
Dom Tarcísio é natural de Vargem Alta (ES). Foi ordenado presbítero em dezembro de 1977, eleito bispo, em janeiro de 2008, recebendo a ordenação episcopal em abril do mesmo ano, em sua terra natal.
É formado em Teologia, Filosofia, Pedagogia, Ciências e Letras. É, ainda, especialista em Orientação Educacional.
Atualmente, dom Tarcísio é membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação e secretário geral do regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Na Arquidiocese, dom Tarcísio é também bispo referencial do Setor Juventude e da Animação Bíblico-catequética.
Em seu perfil oficial na rede social Facebook, dom Tarcísio escreveu sobre sua nomeação: 

"Agradeço a Deus por este dom, com as palavras do apóstolo Paulo a Timóteo: “Dou graças àquele que me deu forças, Jesus Cristo, nosso Senhor, porque me julgou digno de confiança e me chamou ao ministério... E a graça de nosso Senhor foi imensa, juntamente com a fé e a caridade que está em Jesus Cristo” ( 1 Tim 1,12.14). Agradeço a Deus pelos seis anos de Bispo Auxiliar de São Paulo, e agradeço aos irmãos e irmãs que me acolheram de coração aberto nesta Igreja. Confio-me às orações de todos os amigos, para que eu possa ser um Bom Pastor segundo o coração de Jesus Cristo!", disse.