quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ENCERRAMENTO DO ANO DA FÉ

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer

 Arcebispo de São Paulo

  São Paulo, 28.10.2013


 Aos irmãos Bispos Auxiliares,

Aos Sacerdotes, Diáconos, Religiosos/as,

A todos os Leigos/as

da Arquidiocese de São Paulo



Caríssimos/as,

  
Aproxima-se o encerramento do Ano da Fé – marcado para o domingo de Cristo Rei, 24
de novembro. Ao mesmo tempo que os saúdo com a paz de Cristo, desejo escrever-lhes
uma palavra sobre a celebração conclusiva do Ano da Fé.

Ao longo deste ano, todos nós, filhos e filhas da Igreja, fomos encorajados a reavivar
nossa fé cristã católica. Vários foram os objetivos propostos: aprofundar a experiência
da fé mediante o renovado encontro pessoal e comunitário com Deus; fortalecer as
raízes da nossa fé, mediante a instrução e o estudo das razões que temos para crer e dos
conteúdos da nossa fé; testemunhar nossa fé publicamente; renovar a profissão de nossa
fé e praticar as obras da fé.

As palavras de Jesus - “a tua fé te salvou!” - nos lembram que é pela fé que somos
salvos: a fé, como sincera e firme aceitação de Deus e adesão a Ele, e como “vida na
fé”. Nossa fé é pessoal, mas também de toda a grande comunidade da Igreja, que
professa essa mesma fé em toda parte. Temos a mesma fé dos apóstolos, dos mártires,
dos grandes pregadores e missionários, dos santos do passado e de hoje! Não estamos
sós; ao contrário, estamos em muito boa companhia!

Frutos muito desejados do Ano da Fé são a alegria e o encanto da fé; a firmeza e a
perseverança na fé; o interesse em progredir na fé e em produzir os seus frutos,
mediante a vida santa; a transmissão da fé, com renovado interesse e ardor. A fé, de
fato, é um precioso dom de Deus, mas é também a nossa resposta a esse dom. Sem
nosso esforço e dedicação na vivência da fé, ela enfraquece e pode até se extinguir em
nós. E, sem a luz da fé, a vida perde o rumo e fica sem o brilho da esperança.

No encerramento do Ano da Fé, continuemos a pedir, com insistência, como os
apóstolos: “Senhor, aumentai a nossa fé!” (cf Lc 17,5). Que nossa fé se fortaleça, cresça
e produza frutos abundantes, nutrida por nosso frequente encontro com Deus: na sua
Palavra viva e eficaz; na oração pessoal e comunitária; na participação da Missa
dominical; na prática das virtudes humanas e cristãs, especialmente a caridade e a
justiça. Sem oração, a fé não cresce, nem persevera!

E permaneçamos unidos à Igreja, pois nela não estamos sozinhos, mas contamos com a
ajuda de tantos irmãos. Destaco também a necessidade de se instruir e de conhecer
melhor a fé; sem isso, há o risco de não valorizar a fé da Igreja e até de a abandonar. O



que não se conhece, não se ama; o que não se ama, facilmente se deixa de lado e
abandona. O Catecismo da Igreja Católica, ou o seu Compêndio, são instrumentos
preciosos para a instrução e o conhecimento da nossa fé, da fé da Igreja Católica. Nós
precisamos valorizar e usar com frequência o Catecismo.

Convido todas as paróquias e comunidades da Arquidiocese de São Paulo a solenizarem
o encerramento do Ano da Fé, no dia 24 de novembro. O mesmo também já pode ser
feito na Vigília do domingo, na tarde ou noite de 23 de novembro. Que em todas as
Missas seja feita a renovação solene da profissão de fé, conforme indicado no final da
Carta Pastoral - “Senhor, aumentai a nossa fé!” - sobre o Ano da Fé. O Folheto
Dominical da Arquidiocese – “Povo de Deus em São Paulo” -, da solenidade de Cristo
Rei, também traz as orientações e a fórmula para esse rito.

Recomendo que se usem velas acesas no Círio Pascal nesse momento; pode-se aspergir
o povo com água, recordando o Batismo e a 1ª Profissão de fé na vida de cada fiel.

No Domingo do encerramento do Ano da Fé, todos podem obter a graça da indulgência
plenária, observadas as condições que a Igreja normalmente põe, como também já foi
informado à Arquidiocese. Peço aos Sacerdotes que orientem o povo sobre isso.

Enfim, meus queridos irmãos em Cristo, agradeçamos a Deus o dom precioso da fé
cristã; por ela, estamos em comunhão com Deus e nos sabemos amados por Ele. Quem
tem fé, peça a perseverança fiel, até ser chamado para “ver” Deus face a face! E seja
generoso em testemunhar a transmitir a fé aos outros. E quem não tem fé, ou tem pouca,
continue a procurar e a pedir esse dom. Deus não nega sua luz, nem esconde seus
caminhos a quem os procura de coração sincero!

Com o Domingo de Cristo Rei, encerra-se o Ano Litúrgico e inicia-se a Campanha
Nacional para a Evangelização, que se prolonga até o 3º Domingo do Advento. Isso nos
diz que a fé por nós professada, supõe também nosso esforço missionário e
evangelizador para que a Boa Nova do amor salvador do nosso Deus, chegue a toda a
humanidade.

Pela fé, somos filhos de Deus e discípulos de Cristo; ao mesmo tempo, missionários do
Evangelho e testemunhas do amor de Deus aos homens: Deus quer que todos cheguem
à luz da fé e sejam salvos.

“Ó Deus, concedei-nos a graça de uma fé firme, num coração renovado e perseverante,
para vos cohecermos como Deus vivo e verdadeiro e Aquele que enviastes, Jesus
Cristo! Guiados pelo Espírito Santo, possamos progredir no caminho da fé com o
coração repleto de alegria e ser para os outros testemunhas do vosso amor, atraindo-os
para vós!”



Card. Odilo Pedro Scherer 

Arcebispo de São Paulo

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

MISSA DA PEREGRINAÇÃO DAS FAMÍLIAS EM ROMA


A oração familiar é a primeira característica fundamental da vida de uma família cristã, disse o Papa Francisco na homilia da celebração eucarística de conclusão da Peregrinação das Famílias no Ano da fé, no domingo, 27/10, na Praça de São Pedro repleta de fiéis e famílias provenientes das diversas partes do mundo. 

O texto do Evangelho deste domingo, disse o Papa, põe em evidência dois modelos de oração: um que é um modelo falso, o do fariseu e o outro modelo que é o autêntico, o do publicano. O fariseu encarna uma atitude que não exprime ação de graças a Deus pelos seus benefícios e pela sua misericórdia, mas sim a auto-satisfação. De fato, o Fariseu se considera justo, bondoso e fortificado deste seu ser justo e bondoso ele julga os outros. O publicano pelo contrário, não multiplica as palavras, a sua oração é simples e humilde porque permeada pela consciência da própria indignidade, da sua miséria humana e por isso desejoso do perdão e da misericórdia de Deus.

"Rezais algumas vezes em família? Algumas famílias o fazem certamente. Mas tantos perguntam-me: como se faz para rezar juntos em família? A oração é algo de pessoal e por outro lado não se encontra nunca um tempo apropriado, tranquilo para o efeito etc. Sim, é verdade, mas é também uma questão de humildade, de reconhecer que, tal como o publicano, também nós temos necessidade de Deus. Todas as famílias precisam de Deus, da sua misericórdia. E é preciso simplicidade! Rezar juntos a oração do Pai nosso durante as refeições. Isso é possível e não requer algo de extraordinário. Recitar juntos o terço em família é bonito, dá tanta força e rezar uns para os outros. A oração fortifica a família".

A segunda característica fundamental da vida de uma família cristã, disse o Papa, é a família como santuário da fé, o lugar onde se conserva a fé. Na segunda Carta à Timóteo, o apostolo Paulo afirma ter conservado a fé. Mas como a conservou, perguntou ainda o Papa Francisco?
"Não num cofre. Não a escondeu num lugar subterrâneo como fez o servo preguiçoso. S. Paulo comparou a sua vida àquela de uma batalha e de corrida. Ele conservou a fé porque não se limitou a defendê-la, mas anunciou-a irradiou-a, levou-a aos confins da terra. Ele se opôs decididamente, de forma vigorosa a todos aqueles que a queriam conservar, aqueles que queriam embalsamar a mensagem de Cristo limitando-a aos meros confins da Palestina. Por isso ele fez opções corajosas, foi para territórios hostis, deixou-se provocar por todos aqueles que viviam em lugares longínquos, de culturas diferentes, falou com franqueza sem medo. S. Paulo conservou a fé porque tal como a recebeu, doou-a, andando nas periferias e sem nunca permanecer nas posições defensivas".


Daí, que também a partir deste exemplo de S. Paulo, cada família pode perguntar-se: de que maneira nós preservamos a nossa fé? A conservamos só para nós, nas nossas famílias como um bem privado, um conto bancário ou somos capazes de partilhá-la mediante o testemunho da nossa vida de acolhimento, de abertura aos outros. Recordando por conseguinte o frenesim das famílias jovens desta nossa era, o Papa chamou a atenção para o fato que também nesta corrida pode haver espaço para uma outra corrida, um frenesim da fé”.
Finalmente, o Papa Francisco salientou como terceira características da vida da família cristã, a alegria: a família como lugar da vida na alegria. E neste sentido disse o Papa:
"A verdadeira alegria que se vive na família não é algo de superficial, não provém das coisas, das circunstâncias mais ou menos favoráveis. A verdadeira alegria provém da harmonia profunda que reina entre pessoas, aquela alegria que todos sentem no fundo do seu coração e que os faz viver a beleza de estarem juntos, ajudarem-se mutuamente no caminho da vida. Mas na base deste sentimento de alegria profunda está a presença de Deus na família, o seu amor misericordioso, respeitoso de todos. Só Deus sabe criar a harmonia das diferenças".

Neste sentido o Papa recordou a todos que quando falta o amor de Deus também a família corre o risco de perder a harmonia, prevalecendo por conseguinte no seio familiar, o individualismo que é sinal do fim da alegria. Por isso é necessário, exortou ainda o Papa, que as famílias vivam sempre com fé e simplicidade como a Sagrada Família de Nazaré. 
No final da celebração, o Santo Padre dirigiu-se, em oração, num “olhar de admiração e confiança”, à Sagrada Família de Nazaré, nela contemplando – disse – “a beleza da comunhão do amor verdadeiro” e recomendando todas as famílias.
À Família de Nazaré, “atraente escola do santo Evangelho”, o Papa pediu que a todos ensine uma “sapiente disciplina espiritual”, dando “o olhar límpido que sabe reconhecer a obra da Providência nas realidades quotidianas da vida”.
A oração do Papa a Jesus, Maria e José prosseguiu invocando da Sagrada Família “a estima do silêncio” que torne as famílias “cenáculos de oração, transformando-as em pequenas Igrejas domésticas, renovando o desejo de santidade, mantendo a nobre fadiga do trabalho, da educação, da escuta, da compreensão recíproca e do perdão”. 


E concluiu nos seguintes termos:
“Sagrada Família de Nazaré, restabelece na nossa sociedade a consciência do carácter sagrado e inviolável da família, bem inestimável e insubstituível.
Que cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz para as crianças e para os idosos, para quem está doente ou sozinho, para quem é pobre e necessitado.

 A vós nos confiamos com alegria."


E ainda antes de concluir a celebração com a bênção final, o Santo Padre dirigiu uma saudação afetuosa a “todos os peregrinos, especialmente a vós, queridas famílias, vindas de tantos países”…
Saudou também expressamente os Bispos e fiéis da Guiné Equatorial, vindos a Roma por ocasião da ratificação do Acordo com a Santa Sé:
“Que a Virgem Imaculada proteja o vosso amado povo e vos obtenha a graça de progredir no caminho da concórdia e da justiça”
Introduzindo a recitação da tradicional oração do Ângelus, o Papa quis confiar especialmente à Virgem “as famílias do mundo inteiro, de modo particular as que vivem situações de maior dificuldade”. 
E repetiu, por três vezes, com a imensa assembleia presente na Praça de São Pedro: “Maria, Rainha das Famílias, rogai por nós!”

Já depois da bênção, o Papa desejou a todos bom domingo e… um bom almoço…

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ASSEMBLEIA ARQUIDIOCESANA DE SÃO PAULO



Cerca de 250 pessoas participaram da Assembleia Arquidiocesana de São Paulo a fim de discutir e apresentar propostas que serão implementadas com base nas urgências e diretrizes do 11º Plano de Pastoral (2013-2016).  O evento ocorreu na manhã do dia 26/10, no colégio Marista Arquidiocesano.




O cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, abriu os trabalhos saudando os que lá estavam; desejou que o dia fosse proveitoso e “que a Igreja continue a ser aquela que traz para as pessoas a força de Deus”. Disse que todos são chamados e tem como missão serem testemunhas de Jesus Cristo na cidade de São Paulo, de Sua ação salvadora, para que Ele continue a realizar a sua obra.
Após a palavra inicial do arcebispo, o Padre Tarcísio Marques Mesquita, coordenador arquidiocesano de pastoral da Arquidiocese de São Paulo, explicou como seria a dinâmica da assembleia.  

Estavam presentes os bispos regionais da arquidiocese.
Antes mesmo de ocorrer a Assembleia Arquidiocesana, já existiam algumas propostas destacadas por diversas instâncias eclesiais da Arquidiocese de São Paulo: paróquias, setores, regiões, pastorais e demais organismos. Dom Milton Kenan Junior, bispo auxiliar de São Paulo e referencial para o Secretariado de Pastoral, leu a síntese dos destaques enviados anteriormente por estes setores, dividindo-os em duas partes; primeiro, as propostas enviadas pelas Regiões Episcopais e segundo, as enviadas pelas pastorais. Tal distinção se dá, segundo dom Milton, porque, “por mais que as urgências fossem as mesmas e que algumas propostas se repetissem, os enfoques dados foram diferentes”.
No 11º Plano de Pastoral está especificado o Projeto de Evangelização quadrienal. Em 2013, o destaque na Igreja de São Paulo está na “Fé que Cremos”. Para 2014, o que norteará os trabalhos é “A Fé que celebramos”. Diante deste contexto, o Plano destaca 3 urgências a serem trabalhadas no ano que vem: Igreja em estado permanente de missão; Igreja - casa da iniciação à vida cristã; e Igreja e a evangelização dos jovens.





Foram convocados para o evento, o coordenador de Pastoral das 6 Regiões Episcopais; os coordenadores dos 46 setores regionais; 10 pessoas entre leigos, religiosos e sacerdotes, do Conselho Regional de Pastoral (CRP); 5 representantes de cada coordenação de pastoral que constituem o Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP).
Dom Odilo lembrou a importância de se olhar para o ano de 2013, que logo se encerra, e refletir sobre como caminhou o Plano de Pastoral. Ele acredita que o ano foi e está sendo muito intenso, onde muitas coisas aconteceram; o cardeal citou algumas situações novas e marcantes na Igreja, como a renúncia do Papa emérito Bento XIV; o Conclave; o novo Papa, Francisco, que trouxe todo um conjunto de elementos novos; e a Jornada mundial da Juventude, que marcou fortemente o ano.  
O arcebispo salientou que também é tempo de olhar para frente e se orientar para 2014, mais com um olhar a partir da Igreja de São Paulo, em particular, de modo que Ela não fique algo abstrata. “Por isso nós temos um projeto, um Plano de Pastoral. Eu o chamo como um grande propósito para ser realizado ao longo desses anos, que quer nos levar a sermos testemunhas de Jesus Cristo na cidade.”
A organização dividiu os participantes em 12 grupos, onde discutiram e destacaram propostas que atendam às urgências contidas no 11ª Plano de Pastoral, em âmbito arquidiocesano. Em seguida, o secretário de cada grupo leu em plenário o resultado elaborado na atividade em conjunto. Tudo o que foi apresentado será aglutinado e levado na próxima reunião do CAP para, depois, serem expostos no conselho geral dos bispos da Arquidiocese de São Paulo.
Entre as propostas mencionadas nos grupos de trabalho destacam-se a questão da formação em diversos aspectos: ampla, missionária e permanente; de leigos missionários; de Fé Política; cristã, formação valorizando o kerigma, utilizando-se de novas metodologias. Também ficou em evidências a necessidade de se ter uma maior articulação entre as pastorais; e a questão da presença pública da Igreja, a importância dos cristãos participarem dos diversos conselhos.


A importância da mulher na Igreja
Foi apresentada pelos grupos de trabalho da Assembleia Arquidiocesana, a proposta que reivindica uma maior participação da mulher na Igreja.
O arcebispo de São Paulo fez uma reflexão sobre o tema, reconhecendo a importância da mulher e disse que ela tem um papel importante na Igreja, comunidade e humanidade, além de ter um poder de influência decisivo.
Dom Odilo falou sobre a preocupação que tem ao pensar que a missão da Igreja estará em risco, caso a mulher não assuma um trabalho Nela. Ele salienta que grande parte da missão da Igreja passa pela ação da mulher em diversos campos, especialmente na questão da Evangelização para a transmissão da Fé, não só no Cristianismo, mas em outras religiões. “É importante que a mulher ocupe o seu espaço e dê a sua retribuição específica”. Concluiu o cardeal.

domingo, 3 de novembro de 2013

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS


A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires  conhecidos ou não. A Igreja celebra a Festa de todos os santos, seguido do dia de finados.



Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.

O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/eparquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Dioclesciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires , depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação “todos os santos” visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Seculo V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

sábado, 2 de novembro de 2013

DIA DOS FIÉIS DEFUNTOS



É certo que a Igreja, todos os dias, na Missa, ao tornar sacramentalmente presente o Mistério Pascal, lembra «aqueles que nos precederam com o sinal da fé e dormem agora o sono da paz» (Prece Eucarística 1). Mas, neste dia, essa recordação é mais profunda e viva.
O Dia de Fiéis Defuntos não é dia de luto e tristeza. É dia de mais íntima comunhão com aqueles que «não perdemos, porque simplesmente os mandamos à frente» (S. Cipriano). É dia de esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressurgirão em Cristo para uma vida nova. É, sobretudo, dia de oração, que se revestirá da maior eficácia, se a unirmos ao Sacrifício de reconciliação, a Missa.
No Sacrifício da Missa, com efeito, o Sangue de Cristo lavará as culpas e alcançará a misericórdia de Deus para os nossos irmãos que adormeceram na paz com Ele, de modo que, acabada a Sua purificação, sejam admitidos no Seu Reino.





Deus, Pai de misericórdia,
escutai benignamente as nossas orações,
para que, ao confessarmos a fé na ressurreição do vosso Filho,
se confirme em nós a esperança da ressurreição dos vossos servos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MISSA DIA DE FINADOS

Convidamos os paroquianos para a missa de finados que será celebrada às 19 horas do dia 02 em nossa Matriz. 
Chegue mais cedo e procure a equipe de celebração que estará preparada para receber suas intenções para a missa.